Prólogo
PRÓLOGO
Emily Parker
A minha cabeça dói, parece que passei da conta na bebida, outra vez. Mas abrindo bem os olhos, vejo que não conheço esse lugar...
"Onde estou?", penso.
Olho para mim, e me assusto por estar sem roupa. Estou numa cama grande e macia, e me sento para ver direito, e com a visão embaçada eu o vejo...
Ele está completamente nu, de costas para mim, com o cotovelo levemente apoiado no armário, mas é tão gato que chego a limpar melhor os olhos para observá-lo.
Um corpo perfeito, com as costas largas, braços e pernas malhadas, um pouco de cintura, com a b***a redonda... ual! Que b***a é aquela? De onde esse Deus grego surgiu?
Não me lembro dele, nem nada do aconteceu ontem, mas o gostosão parece nervoso, vou precisar acalmá-lo! Ando nua, um passo após o outro em completo silêncio, e o abraço por trás, apalpando aquela b***a com uma das mãos, e a outra vai para o seu peitoral.
O seu cheiro não me parece estranho, puxo o ar devagar para identificar, mas antes de qualquer coisa... A porta do quarto é aberta, e… droga! Eu conheço essa casa!
Agora pensando bem... me lembrei que ontem eu...
Flash back onn...
— Emily, o que pensa que está fazendo? — Me pergunta o chato do Axel, tentando me tirar do palco.
— Me solta, seu i****a! Não tem direito nenhum sobre mim, hoje é o meu último dia de farra, antes de me amarrarem naquela cadeira de assistente do CEO, e vou escolher um cara daqui para perder a virgindade! — Falei irritada, para aquele i****a, que sempre quer pagar de bom moço para o meu pai, mas hoje não! Hoje sou eu que mando em mim!
— Emily, você tá bêbada pra c*****o! Desce agora, ou vou ligar para o Matthew! — Ele falou me ameaçando, e decidi mostrar pra ele quem é que manda!
Tirei a minha blusinha, e fiquei apenas de sutiã, e mini saia na boate, girei a peça na mão e joguei para um dos rapazes gatos que me comiam com os olhos! Fui arrancando os sapatos, e distribuindo as peças, inclusive as meias pretas que eu usava, eu sentia o meu corpo um tanto leve, e de certa forma sabia que tinha algo errado, o infeliz do Axel falava, e falava, mas eu nem ouvia o que ele queria, e comecei a arrancar a calcinha preta de renda, e quando estava nos joelhos...
— Já chega de palhaçada! Não vou te deixar fazer tanta merda! Que ridículo Emily! — Falou o engomadinho do meu pai, e senti um impulso no meu corpo, e fui jogada no colo dele e tirada de lá.
Me lembro de tentar me soltar, mas acabei dormindo quando fui trancada no carro!
Flash back off...
— Axel, onde esteve ontem... eu... oh! Meu Deus, Axel! Emily? — Diz a Andréia, esposa do melhor amigo do meu pai, de olhos esbugalhados, e só então eu caio em si, e percebo a merda que fiz!
— Mãe? — Axel diz, tentando se esconder e eu faço o mesmo, em desespero.
A essa altura ela virou de costas, e nós dois ficamos como dois pintos tontos, andando de um lado para o outro, e eu nem capacidade de encontrar a minha roupa, tenho! Sei lá aonde enfiei ontem. “Ah, é! Deixei na boate!“ Penso assustada.
Me cubro com o lençol, e paraliso esperando o sermão, pois os pais desse infeliz são corretos demais, assim como o meu pai, e nunca deixariam barato essa situação. Os meus pais não podem nem sonhar que me pegaram nua, na cama desse cara que eu odeio, e sempre insisti em deixar bem claro, a minha mãe mesmo, me mataria!
— Filho, porque não me contou que estavam namorando? Sempre falou que não suportava a Emily, e ela era... bom deixa pra lá! — Fez sinal com as mãos. — Mas, que bom que se entenderam, os seus pais ficarão felizes querida! — Falou a Andréia olhando agora para mim, parecendo animada, e eu engoli seco. O Axel correu se explicar...
— Mãe! Não é o que está pensando, tá? A senhora entendeu errado, isso foi um equívoco...
— Ah... não precisa mais esconder, meu amor! Está tudo bem! Só se vistam, pois não quero ver mais ninguém pelado por hoje, e espero vocês para o café! — Falou saindo do quarto, e encostando a porta, e eu não sabia se respirava, ou me descabelava de ódio!
— Que merda, você fez? Hein? Seu maluco? Como me obrigou a chegar até aqui? E porque tirou a minha roupa? Merda, Axel! Você me viu nua?
— Quê? Você é que é maluca! Eu nem sei como consegui te arrancar daquele lugar, e te trazer até aqui! E, eu não tirei roupa de ninguém! Foi você, e ainda me agarrou por trás, e sem roupa! Sua patricinha mimada, droga Emily! Agora estão achando que estamos juntos! — Falou ele irritado.
— Se tivesse me deixado lá, eu resolveria sozinha! Agora garanto que a sua mãe vai correr ligar para a minha, e eu estou ferrada! Droga, Axel! Para de querer ser sempre o santinho, e se passar de bom moço, que já estou me enchendo! Agora me devolve a minha roupa! — Falei brava, esperando ele me entregar, mas o infeliz riu.
— Há, há, há! Essa é boa! Parecia uma v***a louca ontem, distribuindo peças para os caras, e agora fui eu quem peguei? Se liga garota! — Falou me jogando um moletom dele, e me calei por uns segundos até me vestir, e logo depois, fui até ele, mostrar como se faz...
Peguei as coisas do armário e comecei a arremessar nele, tudo o que eu via.
— Que isso, sua maluca! Pirou? Você que faz merda e isso que eu recebo por te ajudar? — Falou ele bravo, se esquivando dos arremessos.
— DA PRÓXIMA VEZ QUE ME CHAMAR DE v***a, EU TE METO O CHUTE, QUE A MINHA MÃE ME ENSINOU, SEU CRETINO! — Gritei eufórica e muito brava, quando vimos a porta abrir.
Eu e o Axel nos olhamos assustados, e a situação não poderia ficar pior... droga! Era...