Capítulo 13

1097 Words
Não revisado; Capítulo 13 | Alex Ávila | Já era noite quando sai do meu quarto, a casa estava silenciosa e até parecia vazia, desci até a cozinha e bebi um pouco de água, andei até a sala e nada da Gabriel, onde essa garota pode estar? Subo novamente dessa vez indo direto para o seu quarto, bato na porta e sou respondido com o silêncio, m***a! Para onde será que ela foi? Abro a porta e como imaginado o quarto a está vazio, Gabriela que só sabe dá dor de cabeça. Pego meu celular e ligo para ela, chama, chama, mas ela não atende, deixo um recado na caixa postal. fiquei esperando ela retornar mais nada aconteceu. Que ela esteja bem, eu sei que fiz m***a mas era o certo a ser feito, não posso ficar transando com minha sobrinha e deixando ela se enganar com um possível relacionamento, que eu sei que não irá acontecer. Não fui feito para amar, e quando achei que poderia fazer isso a miserável da Mônica ferrou com a minha vida, desde então não quero nada mais que s**o com as mulheres, algumas eu até fico por mais tempo assim como a Gabriela, mas jamais irei progredir para um relacionamento de verdade, seria impossível um cara tão perturbado quanto eu ser feliz ou fazer alguém feliz. Confiro o celular a cada cinco minutos esperando que ela tenha me respondido, mas nada, se ao menos eu tivesse pegado o número do tal Jorge eu poderia ligar para ele e tentar ter notícias dela, já que provavelmente ela não saiu para se aventurar por ai sozinha. Posso não conhece-lá tão bem quanto gostaria, mas sei que ela não seria i****a ao ponto de fazer isso. Tento me convencer ao máximo de que ela esteja bem, mas infelizmente eu não consigo, não posso ficar aqui parado enquanto aquela garota está por ai, pego minha jaqueta e as chaves da minha moto saindo feito uma bala. Passo pelo menos uma hora entrando e saindo de boates tentando encontra-lá, mas nem sinal dela. Por fim decido ir a minha boate, quem sabe ela não tenha ido para lá? É impossível saber o que se passa naquela cabeça. Assim que chego na boate vejo algumas mulheres na fila me olhando e cochichando entre si, provavelmente todos aqui já sabem que eu sou dono, algumas até acenaram, fiquei tentado a ir até lá, mas me limitei a sorri para elas, o que me pareceu ter sido o suficiente já que as mesmas começaram a sorri ainda mais. Queria tanto não me envolvido com a Gabriela, agora por exemplo, ela estaria em casa, enquanto eu curtiria a minha noite. Adentro a boate e logo meus ouvidos são invadidos pelo som alto e perturbador, sempre gostei desse tipo coisa mas hoje não estou nem um pouco disposto. Passo por entre as pessoas sentindo seus olhares em mim, não sabia que ser dono de uma boate me trataria tanta atenção. Quando finalmente chego ao bar, vejo Gabriela, Jorge e um outro cara, o cara fala algo e ela começa a ri segurando a barriga, seu corpo se desequilibra na cadeira mas o mesmo cara a segura e eles rieem mais ainda. Maldição ela só pode estar bem bêbada, ou até mesmo chapada. Me aproximo cuspindo fogo, ela não deveria ter feito isso, se Pedro descobre uma m***a dessas ela arranca minha cabeça e ainda da um jeito de fechar a boate. - Gabriela. - digo quando estou perto o bastante, ela se vira ainda sorrindo mas quando me vê fecha a cara. - O que você quer? - pergunta ríspida voltando a beber. - Vim te levar para casa. - Não mesmo, eu ainda tenho muito o que curtir essa noite. - ela faz menção de levantar, mas eu a seguro. - Não, você não tem. - digo firme. - Nós vamos para casa, já deu por hoje. - A cara para com isso, deixa a garota curtir um pouco. - diz o cara que ainda não conheço. - E quem é você para me dizer o que eu devo fazer? - pergunto morrendo de raiva. Se ele acha que pode fazer algo para me impedir está redondamente enganado. - Sou Julian, trabalho aqui como barman. - É mesmo? - o cara afirma com a cabeça parecendo orgulhoso de si mesmo. - Então fica quieto se quiser manter esse maldito emprego que tanto zela. Não perca seu tempo com uma garota mimada que não sabe que m***a quer. - Então você é o famoso Alex? - afirmo com a cabeça sem muito interesse. - Ouvi histórias sobre você. - Espero que alguma tenha te assustado, só assim vai deixar a Gabriela em paz. - Poxa cara desculpa ai, não tinha como eu saber que ela era sua namorada. - Jorge que até o momento parecia alheio a conversa agora solto uma risada. - Ele é o tio que a Gabriela estava falando. - Uau, isso é sério? Achei que esse tio fosse um velho chato e não o dono dessa boate. - fala me olhando admirado. - Aparentemente você não é muito bom com chutes. - digo e pego no braço da Gabriela puxando a ela fazendo a mesma ficar de pé do meu lado. - Vamos para casa agora mesmo. - Não, eu não vou. - ela puxa o braço com uma certa mas não a solto. - Você não manda em mim, posso fazer o que eu quiser. - Você tem 16 anos e eu sou seu tio, segundo a lei eu posso sim te tirar daqui. - digo apontando para boate. - Principalmente quando o local compromete a sua integridade física e moral. - Vá se ferrar Alex! - ela grita fazendo os rapazes nos olharem surpresos e algumas pessoas em volta pararem o que fazem para "acompanhar" nossa briga. Sempre gostei de chamar atenção, mas agora isso não me parece uma alternativa viável. - Eu não vou com você para lugar nenhum. - Vai, e vai agora. - pego em sua cintura e a jogo por cima dos meus ombros, Gabriela se debate e soca as minhas costas enquanto grita a plenos pulmões, as pessoas em volta olham para a gente aparentemente espantadas com a situação em que nos encontram, mas por sorte ou medo ninguém se atreve a fazer nada, com isso saio com ela a tira colo da boate indo em direção a minha moto. [...] Rumo 10k
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