Capítulo 8

1661 Words
Ravi acabou dormindo no peito do pai, o alfa suspirava e ao notar que seu filhote já estava adormecido, o pegou no colo e levou o menino até seu quarto. O ômega logo se virou e agarrou o ursinho que ele sempre dormia. Ethan olhou Ravi e depois em volta. O quarto era repleto de coisas que Ethan já não sabia se eram infantis ou não. O urso que Ravi dormia agarrado, esteve com ele desde que ele nasceu, e era algo que o alfa não queria tirar do menino. Mas, algumas coisas ele sabia que teria que tirar. E ele teria que fazer tudo isso, sozinho! Ethan suspirou mais uma vez e foi para seu próprio quarto, ele olhou ao redor e começou a reparar em como teria que se adaptar sem a Kayte. Ele queria muito poder passar por cima de tudo isso e perdoar, mas ele não conseguia. Era sobre Ravi! E isso, ele jamais perdoaria. O alfa se arrastou até o banheiro notando como muitas das coisas sumiram, ele encheu a banheira e ficou em baixo da água quente, até a mesma se tornar fria. Ele estava completamente perdido. Ethan acordou no mesmo horário de sempre, porém seu corpo implorava para ele dormir mais. Mas, mesmo assim ele se levantou. Olhando em seu relógio e vendo que Ravi iria acordar em breve. O alfa desceu para a cozinha e começou a preparar o café, mesmo sendo coisa que Kayte costumava fazer, Ethan sabia se virar. Fez suco, café, deixou o bolo em cima da mesa, junto aos biscoitos e pães. O alfa mesmo comia muito e Ravi comia um pouco de cada. Passos foram ouvidos e logo o ômega entrava na cozinha, seus olhos sendo esfregados por suas mãos pequenas, seu cabelo bagunçado e seu queixo um pouco molhado, indicando que ele havia feito sua higiene matinal. — Bom dia papai... — Ravi falou sentando-se a mesa e olhando o pai fazer o mesmo. — Bom dia filhote... — Ethan falou começando a se servir. Ravi ficou olhando o pai, como se esperasse por algo e o alfa estranhou aquilo. — Ravi, não vai tomar café? — Ethan perguntou ao filho. — Mamãe sempre coloca para mim... — Ravi contou. — Ela diz que eu posso me queimar se colocar cadê sozinho, ou me cortar se mexer na faca. — Ethan suspirou e se lembrou que na maioria das vezes, acordava antes dos dois e ia trabalhar. — Bom, agora está só nós... E precisamos nos adaptar. — Ethan falou. — Você já é um ômega crescido e tenho certeza de que consegue se servir. — E se eu me machucar? — Hm... Se machucar é normal! Eu mesmo me queimo as vezes. — Ethan contou e viu a surpresa nos olhos do filho. — Eu vou te ensinar, tudo bem? — Tudo bem, papai! — Ravi falou e Ethan se levantou, ficando ao lado do ômega e o auxiliando na tarefa de se servir sozinho. — A garrafa não precisa ficar colada em seu corpo, e sua mão já aguenta segurar ela. — Ethan falou de forma doce e Ravi fez da forma que ele falou, ficando feliz ao ver que tinha meia xícara de café a sua frente. — O leite está frio, e você só precisa completar, mas não deixe chegar até a borda, se não derrama. — Ethan falou e Ravi concordou. — Olha papai, eu consegui! — Ravi falou apontando para a xícara e Ethan sorriu. — É claro que conseguiu! Você foi incrível! — Ethan falou beijando o cabelo do filho. — Agora a faca! Poderia ser algo bobo, mas Ethan ficou um tanto feliz, ao ver como Ravi estava conseguindo fazer aquilo, Ethan o ajudou e explicou como não se cortar, e Ravi seguiu cada passo de forma atenta. — Parabéns filho! — Ethan falou voltando a se sentar. — Depois te ensino a cozinhar. — Acha que eu vou conseguir? — Ravi perguntou e Ethan sorriu. — Claro que consegue, você é um ômega... — Crescido! Sou um ômega crescido! — Ravi falou sorrindo. Ethan sabia que não iria demorar para que o ômega sentisse falta da mãe, mas ali estava Ravi se servindo sozinho e ficando feliz com isso. Alguém bateu na porta e Ethan estranhou, caminhou até lá e abriu a mesma se deparando com Dante. O Uchiha parecia diferente, ele estava mais abatido e sua cabeça estava baixa. Quando os dois se encararam, pareceu que um terror tomou conta do rosto apático. — S-senhor Ethan... — Dante murmurou e Ethan cruzou os braços e ficou olhando o adolescente. — O que quer, Dante? — Ethan perguntou e Dante pareceu ter ficado um pouco assustado, mas pigarreou e começou a falar. — Eu vim me desculpar com o Ravi, senhor. Quando forma até minha casa, consegui falar apenas com o senhor e Ravi não ouviu minhas desculpas. — Dante falou. — Eu preciso falar com ele. — Você ou seu lobo? — Ethan perguntou e Dante deu um passo para trás. — A-acho que nós dois estamos de acordo. — Dante falou e Ethan concordou, mas antes de Dante passar, Ethan o olhou nos olhos e continuou sério. — Se meu filho chorar por sua causa novamente, não será eu a ir até sua casa... Eu mato você! Ouviu Uchiha? — Ethan perguntou e Dante concordou um tanto atordoado. Os dois entraram e Ethan mandou que Dante esperasse na sala, o alfa subiu até o quarto do filho e o encontrou fazendo algumas coisas que Sasori tinha mandado. — Oi filhote... — Ethan falou entrando no quarto, já que a porta se encontrava aberta. — Oi papai, estou escrevendo como foi minha semana. — Ravi contou sorrindo. — Hm... Então... O Dante está lá embaixo. — Ethan falou e vou o filho se surpreender. — Por que? — O ômega perguntou confuso. — Hm... Ele não se desculpou verdadeiramente com você e está aqui para isso. Ele se arrepende do que fez e quer pedir desculpas. — Ethan falou e Ravi pareceu surpreso. — Filho, todos nós erramos, alguns erros tem perdão e desculpas, outros nem tanto. Mas, depende de você. — Ethan falou e o filho suspirou. — Você acha que ele merece minhas desculpas? — Sinceramente? — Ethan questionou e Ravi concordou. — Acho! Dante pode ter errado com você, e você sabe como eu mesmo fiquei irritado, mas ele é jovem e vai cometer erros, lógico que alguns tem desculpas para apenas uma vez, como foi o caso. Então, se quiser ouvir, você pode descer ou peço ele para subir. Ravi ficou pensando alguns segundos, olhou o pai que sorria para si e concordou. — Pede ele para subir. — Ravi falou e Ethan concordou. O alfa foi até o filho e deu um beijo em sua testa, vendo como ômega estava se esforçando para fazer aquilo. — Porta aberta, viu mocinho! — Ethan falou e Ravi riu. — É claro, né pai! — Ravi falou e Ethan riu, descendo as escadas e encontrando Dante andando de um lado para o outro e murmurando algo. — Dante? — Ethan chamou fazendo o menino se assustar. — Ah, oi... — Ravi pediu para você subir... — Ethan falou e Dante concordou. — Não vai subir também? — Dante perguntou e Ethan suspirou. — Sabe Dante, eu vi seus olhos e sei que seu lobo reconheceu o meu filho, mas isso não quer dizer que confio em você. Mas, estou te dando esse e unicamente, esse voto de confiança! — Ethan falou e Dante concordou. — Não faça besteira. — Não farei! Dante subiu as escadas e logo foi até o quarto do ômega. Vendo Ravi de pé e o esperando. Dante entrou no quarto e logo seu olfato foi preenchido pelo aroma doce do ômega, o alfa fechou os olhos por um segundo e voltou a caminhar para perto do ômega. — Oi... — Dante falou coçando a nuca. — Oi, Dante. — Ravi falou e Dante se preparou. — Bom... Eu vim pedir desculpas pela minha atitude na escola. Eu não deveria ter feito aquilo e feri você, mesmo que não fisicamente. — Dante falou sério. — Foi errado e com certeza eu me arrependo profundamente do que fiz, não vou dizer que você me deu sinais ou algo do tipo, porque isso não justifica ou ao menos se torna motivos para mim invadir seu espaço. Eu sinto muito, e espero que você me perdoe. — Dante falou e viu Ravi o olhar surpreso. — Ah... Hm... Tudo bem! O Harry me falou que você é uma boa pessoa. — Ravi falou e Dante pareceu surpreso. — Falou? — Dante perguntou e Ravi concordou. — Ele disse que você pode ter sido um... Bom, ele disse um palavrão, mas também te chamou de i****a. — Ravi falou e Dante achou fofo. — Mas eu te perdôo. — Eu agradeço. — Dante falou sorrindo — Eu quero recomeçar com você e poder ter sua amizade. — Dante falou e Ravi concordou. — Vai me dar o abraço? — Abraço? — Meu pai diz que devemos abraçar, quando desculpamos alguém. — Ravi falou e Dante sorriu, sentindo-se bobo por ficar ansioso por ganhar um abraço. — Quer me abraçar? — Dante perguntou animado. — Hm... Quero. — Ravi respondeu e Dante abriu os braços, Ravi foi até ele e o abraçou, a cabeça do loiro ficou em seu peito e Dante respirou fundo e assim inalou o cheiro de Ravi. Beija ele! Seu lobo rosnou e Dante balançou a cabeça levemente e apertou um pouco mais Ravi, contra seu corpo. — Seu abraço é bom... — Ravi murmurou e Dante riu. — É? — Dante perguntou e Ravi concordou. — Se quiser me abraçar mais, pode abraçar quando você quiser. — Dante falou e Ravi sorriu. E Dante quis morar ali, abraçando Ravi. Abraçando seu ômega!
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