O rádio de comunicação em cima da bancada de mármore da cozinha chiou, cortando o silêncio denso da madrugada no topo do Turano. Sete estava de pé, observando a imensidão das luzes da cidade lá embaixo, com um copo de café preto intocado na mão. Ele apertou o botão lateral com o polegar, a voz saindo baixa, porém carregada de uma autoridade que não admitia falhas. — Fala. — Patrão, os moleques da contenção da trilha acharam uma mina. Ela cruzou a mata sozinha, tá arrebentada de pancada. Diz que conhece a Dona Catarina, tá pedindo por ela, Sete. Tá m*l, muito m*l. Sete sentiu o maxilar travar. Ele olhou para o corredor que levava ao quarto principal. Catarina finalmente tinha conseguido pegar no sono, um descanso pesado e necessário depois de tudo o que revelara sobre os depósitos do Abu

