AYLA - TRAIDORA

1095 Words

O sol de meio-dia na Maré não trazia calor, trazia uma sensação de morte. Dentro da sede, o ambiente cheirava a pólvora, uísque entornado e o suor frio do medo dos soldados. Abutre estava sentado em sua poltrona de couro, que agora tinha rasgos feitos por sua própria faca em um surto de fúria. Seus olhos estavam injetados, as pupilas dilatadas pela falta de sono e pelo ódio que corroía suas entranhas. O fracasso da invasão ao Turano tinha sido a gota d'água; ele precisava de um culpado, alguém em quem pudesse descontar a humilhação de ter sido expulso como um amador por Sete. — Cebola! — o grito de Abutre ecoou pelas paredes de concreto, fazendo os vidros vibrarem. O soldado entrou tropeçando, o braço ainda na tipoia, o rosto pálido. — Pega aquela p*****a da manicure. Agora! — ordenou A

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