O relógio na parede do postinho de saúde do Turano marcava duas da tarde quando o silêncio do Quarto 04 foi quebrado por um som diferente do bipe monótono dos aparelhos. Era o som de uma respiração mais profunda, embora ainda arrastada. O médico tinha passado ali pouco antes do almoço e decidido retirar a máscara de oxigênio de Ayla. Ele disse que os pulmões dela estavam reagindo bem, apesar das costelas quebradas, e que ela precisava começar a forçar a respiração por conta própria. Eu estava sentado na poltrona, a mesma de sempre, mas agora eu me sentia mais "limpo". O banho gelado tinha tirado a crosta de cansaço da minha pele, mas não tinha levado embora a imagem daquela garota rastejando na lama. Eu observava o rosto dela sem a máscara de plástico. Agora, dava para ver melhor o estrag

