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1109 Words
Apollo avançava pela densa vegetação da floresta interminável, sua expressão carregada de frustração. Duas semanas haviam se passado desde que ele começara sua jornada, e ainda assim, a floresta parecia se estender infinitamente diante dele. - Isso é absurdo. - resmungou Apollo entre dentes, desviando de um galho que se estendia em seu caminho. - Essa floresta não tem fim! Seu cavalo já estava cansado, ele estava cansado. E, mesmo assim, aquela floresta parecia não ter fim. Sua voz ecoou entre as árvores, misturando-se ao murmúrio suave da natureza ao seu redor. Ele se sentia como se estivesse preso em um labirinto sem saída, cada passo levando-o mais fundo na escuridão e no desconhecido. Durante sua jornada, Apollo enfrentara uma miríade de monstros e criaturas selvagens: desde os Zyroths ferozes até criaturas ainda mais estranhas e ameaçadoras. Cada encontro havia testado sua coragem e habilidade, mas também havia aumentado sua frustração diante da interminável extensão da floresta. Enquanto continuava a avançar, Apollo sentia o peso de suas preocupações crescendo em seus ombros. A grande guerra se aproximava, e ele sabia que cada momento perdido na floresta significava menos tempo para se preparar e reunir aliados. - Eu não posso continuar assim. - murmurou Apollo para si, suas mãos cerradas em punhos de determinação. - Preciso encontrar alguma coisa! Imerso em seus pensamentos, um grito agudo e feminino cortou o ar, ecoando pela floresta. Apollo ergueu a cabeça, seu coração batendo forte no peito enquanto ele se dirigia na direção do som, movido por uma mistura de preocupação e curiosidade. O que será que está acontecendo? Apollo se perguntava, já que desde que entrou na floresta encontrou apenas monstros, mas agora era diferente, ele havia encontrado um humano, uma mulher pelo tom do grito. Ao se aproximar, ele vislumbrou uma cena surpreendente: uma mulher loira, de aparência deslumbrante, lutava com um Zyroth feroz, sua espada brilhando à luz filtrada pelas árvores. Mas o que mais chamou a atenção de Apollo foi a expressão de pura diversão no rosto da mulher, como se ela estivesse se divertindo com a batalha. Apollo se escondeu atrás de uma árvore, observando a cena com cautela. Ele não podia deixar de se sentir intrigado pela presença da mulher e suas habilidades de combate impressionantes. Quem seria ela? E por que estava lutando sozinha na floresta? Enquanto a mulher continuava sua dança mortal com o Zyroth, Apollo ponderou sobre o que fazer a seguir. Deveria intervir e ajudá-la na batalha? Ou deveria continuar observando, esperando o momento certo para revelar sua presença? Por enquanto, ele optou por esperar e observar, cauteloso em relação à estranha situação em que se encontrava. Pois, na floresta interminável, nada era o que parecia, e Apollo sabia que cada movimento deveria ser calculado com precisão para garantir sua segurança e sucesso em sua jornada. Enquanto Apollo observava a mulher loira lutando contra o Zyroth, sua preocupação aumentou quando viu o monstro derrubá-la no chão. Determinado a ajudar, ele agiu rapidamente, canalizando sua energia mágica e lançando um feitiço poderoso em direção ao Zyroth. O feitiço atingiu o monstro em cheio, fazendo-o recuar com um rugido de dor. Apollo correu até a mulher caída, estendendo-lhe a mão para ajudá-la a se levantar do chão. - Você está bem? - ele perguntou, sua voz carregada de preocupação. A mulher loira olhou para ele com uma expressão surpresa e confusa. Ela se levantou sozinha, ignorando a mão estendida de Apollo. - Quem é você? E por que se intrometeu na minha luta? - ela perguntou, sua voz carregada de indignação. Apollo ficou desconcertado com a reação da mulher. - Eu... Eu apenas queria ajudar. Vi você em apuros e achei que precisava de assistência. - respondeu ele, tentando explicar sua ação. A mulher soltou uma risada sarcástica. - Em apuros? Você está enganado. Em momento algum, precisei da sua ajuda - retrucou-a, sua expressão se tornando ainda mais irritada. Apollo sentiu-se envergonhado e confuso. Ele havia agido com as melhores intenções, mas agora percebia que talvez tivesse interpretado errado a situação. - Desculpe. - murmurou-o, abaixando a cabeça. - Eu só queria ajudar. A mulher olhou para ele por um momento, seu olhar suavizando-se ligeiramente. - Tudo bem. - disse ela finalmente, sua voz perdendo um pouco da aspereza anterior. - Mas da próxima vez, antes de intervir, certifique-se de que a ajuda é realmente necessária. Apollo assentiu. - Você não me respondeu! Quem é você? - Sou Apollo, Apollo Aziv. - diz ele, estendendo-lhe a mão novamente, como uma forma de apresentação. - E você? - Sou Aria. - diz ela, virando de costas para ele e ignorando sua mão novamente. - Ok, não gosta de contato. - diz ele, puxando a mão novamente e seguindo ela. - O que você está fazendo? - perguntou ela quando notou que ele estava a seguindo. - Preciso de informações - diz ele. - Que ótimo! Só faltava isso para o meu dia ficar ainda melhor. - diz ela irritada. - Não vou responder nada! Ela voltou a andar com Apollo atrás dela, o cavalo de Apollo os seguia. - Para! Fica. - diz ela. - Não vou parar enquanto não me dar as informações que quero. - diz Apollo persistente. De repente, um trovão potente cortou os céus e tudo começou a ficar escuro. - Não, não, não, não! - diz Aria olhando para o céu. - Porque justamente agora. - É só uma chuva. - diz Apollo. - Não é apenas uma chuva. - diz Aria. - Preciso sair daqui. - Precisamos sair daqui então - diz Apollo. - Não vou deixá-la escapar. - Posso te m***r aqui mesmo. - diz Aria. - Tenta para ver. - diz ele, encarando ela, seus olhos passando faíscas azuis, mostrando seu poder. Outro trovão ainda mais forte foi ouvido, e o chão chegou a tremer um pouco devido à sua intensidade. - Tudo bem! Vamos logo. - diz ela, brava, correndo na frente e deixando ele para trás. Apollo começou a correr com seu cavalo enquanto seguia loira, que por sinal era muito rápida. Após poucos minutos, uma chuva forte já caía, mas eles acabaram chegando a uma cabana. - Pode deixar seu cavalo ali! - diz ela, apontando para uma pequena área aberta, porém coberta, feita especialmente para cavalos. Ela entrou na cabana enquanto Apollo prendia seu cavalo. Após ver que o mesmo já estava bem preso, Apollo entrou na cabana, onde foi pego de surpresa ao ver a loira sem blusa, ela estava de costas. Mas o que lhe chamou a atenção foi um grande dragão vermelho desenhado por toda a extensão de suas costas.
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