— Esse é meu papà munito.
— Sendo assim, já vou indo.
Falo enquanto o grosso fala baixo com um dos seus capangas. Agora vi que estou ferrada. Olho ao meu redor e vejo Kalita, ela se mantém de longe me olhando, percebo o quanto ela está nervosa, provavelmente algum problema com a mãe dela. Já que os meninos e ela parecem discutir algo. Volto o olhar para o stronzo mais lindo que já vi.
Ele parece bem nervoso. Por que será? Ah sei lá...
— Vai merda sua p**a. Nem uma v***a chega perto da minha filha.
Olho indignada para ele. — Vai a merda você! Seu stronzo dos infernos. — A bambina volta chorar.
— Não biga com a mimica, papà. — Meu coração doeu ao ver a aflição da pequenina, então resolvo intervir.
— Está tudo bem meu amor. Seu papà e eu estamos só brincando de brigar. — Minto.
Ela olha para o pai. A lindinha parece buscar uma resposta positiva dele. Pobre criança, tendo que conviver com um pai desses. E ainda dizem que a fruta não cai longe do pé. Na beleza não, afinal, ele é um muito lindo e a pequena é linda como ele.
Na verdade, Clara parece uma linda pedra preciosa. Dessas bem raras de ver. Agora em delicadeza, isso com certeza ela puxou de outra pessoa, talvez a mãe dela. Saio dos meus pensamentos quando a pequena volta a chorar e o stronzo a fala.
— Bambina vamos para casa.
Clara dá os bracinhos para o lindo e grosso papà dela. Fico surpresa vendo que quando ele vai pegar a bambina, ela se direciona a mim. Tento pegar a pequena e o animal não deixa.
— Tudo bem meu amor, outro dia eu pego você no meu colinho. — Falo carinhosa e calma tentando acalmar a bambina mais linda desse mundo. Mesmo assim ela praticamente salta do colo dele para os meus braços.
— Bambina linda, me ouça. — Ela deita a cabecinha no meu ombro. — Agora a lindinha precisa ir para casa. E tomar um banho quentinho, fazer um belo lanche. Quem sabe tomar leite bem morninho e depois descansar. Ou poderá se resfriar, meu amor.