Rodolfo Martinelli Acordo e, pela primeira vez em muito tempo, sinto um estranho conforto. A cama está vazia, mas o travesseiro ao lado ainda guarda o perfume da Nicole. Me espreguiço, olho o relógio. Quase sete da manhã. Fazia tempo que eu não dormia tão bem. Levanto e vou direto para o banho. A água morna escorre pelo meu corpo e, inevitavelmente, minha mente viaja para ela. Nicole. Seus olhos, seus lábios, sua pele... aquele beijo de ontem. A forma como ela resistia e, ao mesmo tempo, cedia. Ela ainda é minha. Sempre foi. Me visto e vou até o quarto do Rian. Ao entrar, dou de cara com a cena que faz meu peito aquecer de um jeito estranho: Nicole está sentada ao lado da cama, acariciando o cabelo do nosso filho. E quando me vê, ela sorri. Um daqueles sorrisos que desmontam qualquer ar

