Nicole Watson Não sei quanto tempo se passou. Talvez horas, talvez dias. Só sei que ainda estou aqui… naquele maldito quarto. As mãos doem, os pulsos estão marcados de tanto tentar me soltar. As cordas machucam minha pele a cada tentativa. Mas não importa. Eu não vou parar. Eu não posso parar. A porta range novamente, e meu corpo todo estremece. — Trouxe o nosso jantar. — diz Luiz, com aquele tom doce que arrepia até a alma. Falso. Doentio. — Eu não tô com fome. E não quero nada que venha de você. — respondo com raiva na voz, tentando esconder o medo. — Tem certeza? — ele arqueia uma sobrancelha, aproximando-se. — De você, Luiz? Eu só quero distância. — Tudo bem. — Ele sorri como se fosse um jogo. — O problema é seu. Vai ficar com fome. Abre a sacola. O cheiro da comida invade o qu

