15 Dean

1114 Words
Maluca, não tem outra explicação. Tem como ter alguma? Eu não a entendo, por alguns instantes ela estava tão rente a mim, tão entregue e tão decidida. Por que as mulheres são assim? Por que gostam de brincar com os homens, e por que nós homens sempre caímos? Ela fez de propósito, eu sei que fez, eu sei. Você faz de propósito, Ruby. Caminho pelas ruas noturnas a noite, sentindo o frio bater sobre o meu rosto. Enfio as mãos no bolso e caminho rapidamente na esperança de que esquente e esse frio passe. Eu sabia que me arrependeria, e me arrependi. Já estou arrependido, não muito mas estou. Foi tão bom, e ao mesmo tempo tão r**m. Eu queria devolver esse tapa que ela me deu, garota abusada. Se me aproximei foi porque ela permitiu. Avisto a pracinha e então dou só mais alguns passos até estar finalmente nela, agora sim posso relaxar. — Dean, faz tempo que não vejo você. — Jason falou. Ele abriu a mão em minha direção como se pedisse para que eu apertasse, apertei e então nos cumprimentamos. — Voltei para a escola. — Revirei os olhos e Jason riu de mim. — Do que está rindo, i****a? — Nada, só é engraçado. Você, logo você como um estudante agora. Jason puxa uma carteira de cigarros do bolso, tira um e me entrega o restante. Pego um cigarro posiciono na boca e acendo, sopro a fumaça vendo ela desaparecer no ar. — Nada demais. — Dei de ombros. Jason ficou em silêncio por uns minutos, já estava estranhando. Ele fala pelos cotovelos. — O que foi que houve? — Dei fim ao silêncio. — Como? — Você quer falar algo. — Afirmei convicto e pude ver pela visão periférica Jason me encarar surpreso. — Como sabe? — Não sei, só chutei e acertei. — Jason revirou o olho e eu ri. — Vai fala, o que é? — A Ava está atrás de você. — Ah! Manda ela ir se f***r. — Bufei sem paciência, achei que fosse algo realmente importante e vem essa desgraçada novamente. — Imaginei que fosse dizer isso, você está sendo um pouco precoce... Está com outra? — Jason me olhou como se pudesse ler minha mente. O ignorei, continuei fumando meu cigarro como se ele nem estivesse alí. Até porque se for para falar idiotices eu finjo que ele nem está alí mesmo. — Dean? — Jason insistiu me encarando sério mas começou a sorrir. — Não! Que pergunta mais i****a, igual você. — Calma, se irritou muito fácil para alguém que não tem nada a dever. — Estou limpo faz uns dias. — Comentei tentando mudar de assunto. — Por que? Você não aguentava ficar muito tempo limpo. O que está acontecendo? — Também não exagere, é só um baseado, não sou um cracudo que não se controla. — Resmunguei. — Eu sei, mas é que você está diferente mesmo. Olha, todo lambido. — Brincou bagunçando meu cabelo que penteei com uma precisão milimétrica. — Vai se f***r. — Resmunguei mas comecei a rir. — Quem é ela? — Ela quem, seu i****a? – Você já mandou eu ir me f***r algumas vezes, não fazia parte da sua personalidade mandar as pessoas se foderem e nem chamar de i****a. — Jason apontou. Não quero admitir, mas ele tem razão. Mas não tem nada haver com o sentido que ele acredita ter haver, peguei esse costume da Ruby mas só porque achei engraçado. — Não tem nenhuma "ela". — Você é gay? É um "ele"? — Jason questionou igual um i****a achando que tem graça e começou a rir em seguida. — Vai se f***r, i****a. Você quem é gay. — Dei um tapa forte em seu ombro fazendo ele tombar para frente. — Eu estava apenas brincando, não está mais aqui quem falou. — Ergueu as mãos para o alto em sinal de rendimento. Frustado, estou frustado. Ruby simplesmente me beijou, eu a beijei, mas ela retribuiu. E simplesmente depois ela me deu um tapa e foi embora. Eu estou arrependido, não imagino o quanto. Sinto ódio por ter tocado nela, e ter desejado deitá-la sobre aquela mesa. Ruby destrói tudo, é uma garota que destrói tudo como qualquer outra. Por qual outro motivo ela teria feito isso? Ela está apaixonada pelo Killer, sei que está. Eu vi como sorria para ele, como agia como uma i****a perto dele. Ela gosta dele, e eu não entendo, não consigo entender. Por que ele? Hum? Por que ele? Killer não é bom para ela, mas pensando bem, ela também não é boa para ele. Ah! Estou enlouquecendo, não estou pensando mais. Ela gosta dele e me detesta, não entendo as mulheres. Ela confia nele, e não confia em mim? Eu sou três vezes mais confiável do que ele. — São os caras da escola que mandam a gente ir se f***r toda hora, peguei esse costume. — Dei de ombros. — Eu imaginei, só estava te zoando. — Jason riu brincalhão. — i****a. — Ele riu. — Por que não volta para a escola também? — Você está brincando, não está? o que diabos eu faria em uma escola? — Jason !e encarou como se eu estivesse falando a maior idiotice da minha vida e de certa forma eu estava mesmo. Jason estudava em outra escola, ele não fala muito sobre, mas nunca me importei em perguntar nada sobre, até porque o que isso iria mudar. Conheci Jason na pedra, ele sempre foi muito maluco e sempre foi um viciado desde que o conheci, mas ele está maneirando. Ele faz o que pode, até porque quem é viciado não consegue melhorar da noite para o dia em um piscar de olhos. Lembra sobre o que eu falei de que pessoas que acham que alguém pode influenciar outra? Quando eu conheci Jason, eu nunca havia usado nada. Ele só me ofereceu e eu aceitei porque sempre tive curiosidade e eu queria experimentar, mas foi porque eu tinha vontade e estava tudo bem. Eu nunca quis me viciar em coisas pesadas, meu maior medo de infância sempre foi acabar como os viciados que eu via nas ruas. Nunca usei nada pesado, no máximo um baseado. Baseado para mim nem mesmo é droga, até pessoas da alta usam. Nunca irei na minha vida usar mais do que só um baseado, se eu quiser ficar maluco de verdade eu vou atrás de alguma mulher e me apaixonar. Comparação i****a, não é? Eu sei. — Vamos dar uma volta? — Jason convidou. — Vamos lá. — Joguei o cigarro no chão e pisei em cima para apagar a chama.
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