13 Dean

1487 Words
Aleatório, isso é extremamente aleatório. Por que? Me pergunto. Também não sei, apenas estou no automático. Meu corpo que está me guiando, está me puxando para ela como se eu fosse metal e ela um ímã. Para que? O que meu corpo quer dela? — Volta aqui! — Grito com ela. Enquanto ela está apenas a poucos centímetros distante de mim, mais um pouco e eu a alcanço. — Vai se f***r. — Ela grita de volta. Ela fez de novo, ela mandou me f***r pela enésima vez. Ruby... Juro, se você fizer isso mais uma vez, eu não respondo por mim. Tento ao máximo acompanhá-la, mas parece que ela está mesmo fugindo de alguém perigoso porque corre além da própria capacidade. Eu sei que está desesperada, o que diabos ela acha que irei fazer com ela? Chega de brincar, eu sou mais rápido e mais forte que você, Ruby. Você não pode fugir de mim. Apresso os passos até alcançá-la, me coloco ao seu lado a empurrando para dentro de uma sala. Ruby se desequilibra e sai andando como uma bêbada até se bater contra uma mesa, é a biblioteca. Posso ver as prateleiras cheias de livros. Me aproximo dela, ela tenta recuar mais uma vez. Ouço a mesa em que ela está escorada afastar para trás enquanto ela tenta se afastar de mim insistentemente, a encaro quase evitando um sorriso de canto. Quase, porque ele sai involuntário. — Está com medo de mim, Ruby? — Sussurro poucos centímetros longe dela. Posso ouvir seu coração bater forte mesmo estando tão distante de mim, e isso me faz sorrir um pouco mais. — Está tremendo. — N-Não. — Ela sussurra de volta fixa aos meus olhos, ela gosta de me encarar, não entendo, por que? — O ar-condicionado, está frio. — Mas ele está desligado, Ruby. Estão todos na quadra, todos os ar-condicionados estão desligados. — Elevo uma mão até um pouco mais para perto da dela, a seguro sentindo um choque por esperar por uma pele gelada e sentir uma tão quente. — Não me toque! — Ela esperneia puxando a própria mão com brutalidade. — Você corre muito, Ruby. Ainda está ofegante. — Comento ignorando sua fala, elevo as mãos até as dela e levo as duas até meus lábios com elas presas entre as minhas como se fosse uma concha. Sopro ar quente nelas enquanto Ruby me encara com seus olhos brilhando. Não sei como chegamos até aqui, mas sei que isso tudo é exatamente bizarro. Também sei que não quero sair daqui. — Qual parte do "não me toca" você não entendeu? — Ela rosnou brava. Mas que merda! Qual o problema? Por que não posso tocar nela? — Não parece realmente incomodada. — Sussurro dando mais um passo em sua direção fazendo ela tentar afastar mais um pouco, mas dessa vez a mesa está encostada no armário. Peguei você, Ruby. Tiro alguns fios de cabelo que estão em seu rosto, os colocando atrás da orelha dela. Ruby fecha os olhos por dois segundos e volta a me encarar, seus olhos pedintes, neutros que não me dizem nada. O que você pensa, Ruby? O que está pensando agora? Toco seu queixo com o indicador erguendo seu rosto para cima, fazendo com que ela me encare agora. Ruby me repreende quando segura minha mão a impedindo de se mover, e então seu olhar diz algo agora, raiva. — O que está fazendo, i*****l? — Resmunga franzindo o cenho. Encaro seus lábios rosados, úmidos pelo batom ou sei lá como chama o que ela usa. Apenas sei que quero sentir isso, quero saber como é tocá-los, quero saber como ele fica todo borrado. Elevo minha mão até seu rosto, segurando a lateral dele com a palma da minha mão direita. Aproximo meu rosto do seu, sentindo a respiração dela tocar meu rosto e então isso sinaliza que estou atravessando a linha. Não me importo, eu lido com o arrependimento depois. — Está tentando me beijar!? — Ruby esbraveja tentando tirar a minha mão do seu rosto insistentemente, mas não a tiro por nada. — Claro que não, eu jamais beijaria você. — Sussurro quase roçando seus lábios nos meus, sentindo meus lábios molharem com seu batom. Ruby entreabre a boca, fecha os olhos e então sinto seu corpo amolecer. Está se rendendo, não está? Se renda junto comigo, Ruby. Lidamos com a raiva e a culpa depois, vamos deixar para brigar e discutir depois, vamos? — Dean. — Ela fala meu nome, e de repente meu nome parece sair muito mais incrível do que antes por estar sendo mencionado por ela. — Hum? — Encosto meus lábios devagar no canto dos dela, sentindo seu rosto tocar no meu. Também estou com os olhos fechados agora, eles fecharam sozinhos e eu nem notei. — Você é um i****a. — Ruby sussurra tocando meu braço e então não consigo deixar de sorrir, ela se rendeu. Sinto suas mãos tocarem minhas costas me puxando contra ela, e então posso sentir agora meu peito tocar o seu, e melhor, porque ela quis assim, não a forcei, ela quis. É automático. Estou a abraçando, estou a puxando contra mim pelo quadril, estou a apertando contra meu peito com a outra mão. Ruby não resmunga mais, apenas aceita. Afasto seu cabelo um pouco e beijo seu pescoço, sinto o cheiro dela e me sinto entorpecido. Nem mesmo quando fico chapado sinto algo assim, parece que estou nadando em uma piscina de flores. — Dean! — Ruby me chama novamente mas sua voz está meio termo, ainda está rendida mas também está neutra. — Não me toque. — Por que? Hum? Me dê um bom motivo. — Peço enfiando as mãos por dentro do seu cabelo, encostando seu nariz no meu. A mantenho imóvel próxima do meu rosto, ela tenta me empurrar mas não consegue. Encosto seus lábios nos meus, estou a beijando. Minha cabeça vai ao céu, sinto seus lábios se movimentarem sobre os meus, ela está retribuindo. A prendo contra a mesa, a encurralando como se estivesse a prendendo. Não a deixo sair, não a deixo respirar, não respire agora, meu amor. Isso, me arranhe. Está puxando meu cabelo, está me prendendo contra ela também. Você também quer, Ruby. Estou sentindo. Sinto também o seu coração bater contra meu peito, posso sentir muito bem o seu corpo, Ruby. É tão bom sentir você contra mim desse jeito, como se eu pudesse atravessar você. Assim, bem forte. Ela afasta o rosto do meu com auxílio do puxão que ela dá no meu cabelo, que até me faz querer rir. Não permito, seguro seu queixo com força e a beijo novamente. Não me afaste, Ruby. Me deixe te sentir. Mordo seu lábio o puxando entre os dentes, meu peito também arde por estar a tanto tempo sem respirar. Não me importo. Deslizo a mão sobre seu quadril, é automático. Desculpa. Deixo que minha mão vá até a parte de trás da sua calça e se enfie dentro do bolso dela, a aperto com força sentindo ela se contorcer. Doeu, meu amor? — Dean... — Ruby ofega contra meus lábios. Faça novamente, por favor. — Me solta! Não dou atenção, pare de fingir que me quer longe, você não quer. Ignoro seu pedido, até porque não consigo me afastar por mais que eu queira. Mas não demora muito para que eu sinta um empurrão tão forte que me faz tombar para trás. — Que diabos! — Resmungo a encarando indignado, franzindo as sobrancelhas e tentando me aproximar, porém sinto um tapa forte no rosto ao ponto do meu rosto virar para o lado. — Mas que p***a! Qual o seu problema? Você é i****a, garota? — Eu mandei não me tocar! — Ela gritou comigo. E então aquela garota de segundos atrás sumiu. — O que foi? Está apaixonada pelo Killer? — O que? — Ela me encara confusa. — Está apaixonada por ele? É por isso que ri de tudo o que ele fala e fica de conversinha com ele o tempo inteiro? — Esbravejei a encurralando contra a mesa novamente colocando as mãos na mesa atrás dela. Seu rosto está próximo do meu novamente, merda! Eu quero beijá-la outra vez. — Claro que não, ele é meu amigo. E isso não é da sua conta! — Ruby fala em um tom mais baixo e me empurra novamente. — Então qual o motivo desse tapa? — Seguro seu braço a impedindo de fugir pela porta. — Você me beijar quando eu mandei não tocar em mim, não é um bom motivo? — Ela gritou perdendo a paciência. — Ele toca em você, e você deixa. Por que não posso nem mesmo falar com você? — Você não é ele. — Ruby resmunga puxando o braço de mim e sai da sala me deixando sozinho. Eu não sou ele. Que p***a foi essa?
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