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Esposa Escondida do CEO: As Memórias Que Guardamos

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Nathaniel Sinclair aparenta ter tudo: como CEO da maior empresa de mídia de Illinois, ele é jovem, bem-sucedido e rico, e é casado com uma mulher bonita e ambiciosa que está estudando para se tornar médica. Mas por trás das portas fechadas, a vida de Nathaniel está longe de ser perfeita. Ele é atormentado por um ódio inexplicável por sua esposa e está lutando para se lembrar por que ele algum dia se casou com ela.

A fonte da confusão de Nathaniel é um acidente que ele teve há um ano e meio, que o privou de algumas de suas memórias. Sua esposa insiste que eles eram melhores amigos que se apaixonaram, enquanto o pai de Nathaniel lhe diz que o casamento era puramente uma questão de conveniência.

Enquanto Nathaniel luta para desvendar os mistérios de seu passado, ele se vê com uma pergunta assombrosa: ele algum dia se lembrará da verdade sobre seu relacionamento com sua esposa antes que seja tarde demais?

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1 - Ele é meu marido, mas eu não sou sua esposa.
POV de Haley Eu observei meu marido enquanto ele andava de um lado para o outro na sala de estar. Ele acabara de receber uma ligação que o fez levantar. Ele estava com um olhar irritado no rosto. Sua mandíbula não parava de tremer, suas sobrancelhas estavam franzidas e ele continuava mordendo o interior da bochecha. Era um olhar ao qual eu estava acostumada. Ele sempre ficava com raiva perto de mim. Eu sempre via ódio em seus olhos quando ele me olhava. Isso machucava meu coração. Isso queimava minha alma. Isso me fazia querer gritar e soluçar até ficar sem fôlego. Era difícil acreditar no que minha vida se tornou. Era difícil acreditar que o homem que um dia me amou infinitamente pudesse me odiar tanto. Eu não conseguia acreditar que o homem que um dia me protegeu agora queria que eu desaparecesse. Nate suspirou com raiva. Ele passou os dedos compridos pelo cabelo escuro e me olhou. O ódio em seus olhos foi como uma bala no meu peito. Eu sentia falta do olhar de amor em seus olhos. Eu ainda tinha esperança de que isso voltasse; que ele me olhasse e sorrisse como se nenhuma dessa dor e tristeza tivessem ocorrido entre nós. Talvez eu fosse ingênua, mas ainda tinha esperança de que meu Nate ainda estivesse lá em algum lugar. Ele encerrou a ligação e jogou o telefone no sofá. Eu não tinha certeza se ele disse algo. Eu não estava ouvindo. Era difícil focar e ouvir quando tudo em que eu conseguia pensar era meu coração se partindo dentro do meu peito. Eu pensei que me acostumaria com esse sentimento, mas nunca aconteceu. Nunca aconteceria. "Nate...", eu falei, mas ele me interrompeu imediatamente. "Eu disse para você não me chamar assim.", ele disse, rangendo os dentes. "Para você, eu sou Nathaniel." Ele era Nathaniel para seus parceiros de negócios. Mas eu não era sua parceira de negócios. Eu era sua esposa. Eu respirei fundo e tentei engolir o nó na minha garganta. Era impossível, porém. Eu estava tentando engolir há um ano, mas ele sempre estava lá. Eu não conseguia me livrar dele, não importava o quanto eu tentasse. "O que houve, Nathaniel?", perguntei, minha voz tremendo ao dizer seu nome completo. Ele era Nate para mim. Ele sempre seria Nate para mim. Ele continuou andando de um lado para o outro. Ele agarrou um punhado de cabelo e puxou. Os músculos de seus braços se contraíram. "A Lidia está no hospital.", ele disse e pude ouvir a preocupação em sua voz. "Ela teve um acidente." Meu coração acelerou. Eu respirei fundo, silenciosamente. "O que aconteceu?", perguntei enquanto me levantava. "Ela está bem?" Nate me olhou e riu sombriamente. "Não finja que se importa, Haley.", Nate disse. "Você a odeia." Ódio era uma palavra forte, mas Lidia tentou me tirar meu marido de mim. Eu não poderia dizer que gostava dela ou que queria que ela estivesse por perto. Mas isso não significava que eu queria que algo r**m acontecesse com ela. Eu só queria que ela saísse das nossas vidas, que nos deixasse em paz para que Nate pudesse se lembrar de quem eu era para ele. "Eu não quero que ela se machuque.", murmurei baixinho. Nate estreitou os olhos. "Você é uma ótima mentirosa. Aprendeu a mentir em um abrigo?" Eu tive que segurar um soluço. Não importava quantas vezes no último ano ele me insultasse, eu nunca me acostumaria. Isso sempre machucaria e me faria querer soluçar, mas parei de chorar. Eu sabia que ele não se importaria e sabia que minhas lágrimas apenas o frustrariam mais. Ele continuou andando de um lado para o outro. "Eu tenho que sair.", ele murmurou enquanto pegava o telefone e começava a digitar. Meu coração acelerou. "Sair?", perguntei, minha voz quieta e cheia de dor. "Sim.", ele disse, me olhando. "Eu tenho que ir ver a Lidia. Ela precisa de mim." Foi como se ele enfiasse uma faca quente no meu peito. Eu precisava dele. Eu precisava que ele se lembrasse de mim. Eu precisava que ele me amasse novamente. "Você não pode ir, Nate.", disse quando me aproximei dele. "Sua consulta é hoje. Você..." Ele se virou abruptamente e eu recuei. O olhar em seus olhos me fez parar de falar imediatamente. "O amor da minha vida está no hospital!", ele gritou. "Eu não me importo com a consulta, Haley! Não há nada de errado comigo! Talvez você devesse verificar sua cabeça!" Senti as lágrimas se acumulando nos cantos dos meus olhos. Nate se virou novamente e colocou o telefone no ouvido. "Prepare o carro, Jason.", Nate disse com firmeza. "Eu preciso sair daqui em 5 minutos." Nate começou a andar em direção ao seu escritório. Eu o segui. Ele entrou em seu escritório e olhou para mim. Vi seus olhos revirarem. Parei na entrada do seu escritório. "Ela está no Northwestern Memorial.", Nate disse enquanto entrava em seu escritório. "Eu preciso chegar lá o mais rápido possível." Ele encerrou a ligação e colocou o telefone no bolso. Eu observei enquanto ele se aproximava de sua mesa e revirava as gavetas. "Sua consulta é às 15h.", eu disse. "É no Northwestern. Você já estará lá, Nate. Você pode ir." Ele me olhou e apertou a mandíbula. "Você realmente acha que essas consultas fazem algum sentido?", ele perguntou, estreitando os olhos para mim. "Você realmente acha que elas ajudam?" "Acho.", eu disse, balançando a cabeça. Elas tinham que ajudar. Ele tinha que se lembrar.Nate zombou e abanou a cabeça. Ele pegou a carteira da gaveta e colocou no bolso de trás. "Isso não ajuda, Haley.", ele disse. "Quer saber o porquê?" Eu não respondi. Eu sabia o porquê. Ele me disse um milhão de vezes desde que ele começou a ir lá. "Isso não ajuda porque não tem nada de errado comigo.", ele disse, torcendo meu estômago. "Eu estou perfeitamente saudável. Eu sei o que estou fazendo e lembro de tudo que deveria lembrar." Ele não lembrava de tudo. Ele não se lembrava de mim. "Nate...", eu falei, mas ele me interrompeu novamente. "Eu disse para não me chamar assim, Haley.", ele disse enquanto se aproximava de mim. "Para você, eu sou Nathaniel." Eu olhei para cima e quis soluçar. Não havia nenhum traço de afeto em seu rosto. Seus olhos verdes calorosos, que um dia me olharam com amor, agora estavam frios e cheios de ódio. "Mova-se.", ele disse friamente. Eu não ouvi. "Prometa-me que você irá à consulta", eu disse, tentando controlar meu corpo tremendo. "Haley...", ele falou, mas dessa vez eu o interrompi. "Prometa-me e eu vou me mover.", eu disse, tentando parecer corajosa. Eu não era corajosa. Eu era uma covarde. Eu apenas não podia deixar ele ver isso. Ele estudou meu rosto por alguns segundos. Eu observei sua mandíbula se contrair. "Tudo bem.", ele murmurou. "Mova-se." Eu fiz como eu disse que faria. Eu dei um passo para o lado para que ele pudesse sair de seu escritório. Eu o segui em direção à porta da frente, tentando muito não chorar. Eu podia imaginá-lo entrando no quarto dela. Eu podia imaginá-lo abraçando e beijando ela. Eu podia imaginá-lo dizendo que a amava. Aquilo estava me matando por dentro, mas eu não queria desistir. Eu não podia desistir. Este era o meu Nate. Este era o homem que eu amava mais do que qualquer coisa neste mundo. Este era o homem que me salvou. Eu não podia ir embora sem tentar tudo para tê-lo de volta. Nate abriu a porta da frente e correu para fora. Seu SUV já estava esperando por ele na garagem. "Senhor Sinclair.", Jason disse, inclinando um pouco a cabeça. "Obrigado, Jason.", Nate disse enquanto entrava no banco de trás. Jason olhou para mim antes de fechar a porta atrás do meu marido. "A Sra. Sinclair vai ficar na casa?", ele perguntou. "Deveríamos deixar alguns de nossos homens com ela?" Eu já sabia a resposta para aquela pergunta, mas fiquei grata a Jason por se importar. Ele era um homem bom e sempre se certificava de que eu estivesse segura. "Não, Jason.", Nate disse, rolando seu celular. "Ela não precisa de ninguém para ficar com ela." Jason olhou para mim e vi culpa reluzir em seus olhos. Eu lhe dei um pequeno sorriso, esperando que isso mostrasse o quanto eu estava grata. Jason deu um pequeno aceno com a cabeça e fechou a porta do carro. Eu não conseguia mais ver meu marido. Fiquei observando enquanto Jason contornava o carro e sentava no banco do motorista. O carro se afastava lentamente ao longe. As lágrimas finalmente caíram livremente pelas minhas bochechas assim que o carro passou pelo portão. Eu não conseguia mais segurá-las. Eu estava perdendo aos poucos a esperança de que Nate voltasse para mim, perdendo a esperança de que ele se lembraria. Mas como ele poderia me esquecer de todos? Nós fizemos votos um ao outro e ele me chamava de seu mundo. Mas agora, todo o afeto de Nate era dirigido a outra mulher, e ele me olhava como se eu fosse apenas um incômodo para sua felicidade. Respirei fundo e me virei. Entrei na casa e fechei a porta atrás de mim. Olhei ao redor da casa vazia e um soluço quieto escapou dos meus lábios. Essa casa costumava estar cheia de felicidade e amor, mas agora era apenas uma casca vazia. Assim como meu coração.

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