POV de Haley
"Vamos lá, Haleybug, acompanhe o ritmo.", meu marido riu enquanto eu estava lutando para acompanhar o seu passo. "Alice e Blake já estão na cabana."
"Vai devagar, Nate?", disse ofegante. "Meus pulmões não estão funcionando."
Nate parou de andar e se virou para me olhar. Ele tinha um pequeno sorriso no rosto e era irritante. Eu ainda amava isso, no entanto. Eu amava tudo nele.
"É culpa sua, Bug.", ele disse, rindo de novo. "Você queria ficar para trás para ver o pôr do sol".
Eu parei e coloquei as mãos nos quadris, tentando respirar fundo, mas achei desafiador fazê-lo. Sentia uma intensa sensação de queimação nos pulmões.
"Você sabe o quanto eu amo o pôr do sol.", consegui murmurar entre as minhas respirações curtas e quase dolorosas.
Eu estava realmente fora de forma, mas isso não era surpreendente. Eu estava no meu primeiro ano de residência. m*l tinha tempo para dormir e comer, quanto mais para malhar.
"Eu sei, meu amor.", Nate riu enquanto envolvia o braço em volta dos meus ombros. "Eu vou te levar para ver o pôr do sol em todos os países deste planeta".
Olhei para cima e revirei os olhos, brincando.
"Sério?" perguntei, sorrindo para ele. "Todos os países deste planeta?".
Nate beijou a ponta do meu nariz, fazendo-me tremer. Eu nunca me cansaria dos lábios dele no meu corpo.
"Sim, Bug.", ele disse, sorrindo suavemente. "Nós temos toda nossa vida para ver cada pôr do sol neste planeta, e eu vou garantir que façamos isso."
Uma dor aguda espalhou-se pelo meu peito e estômago.
Nunca veríamos um pôr do sol juntos novamente.
Apertei os dentes e engoli o nó na minha garganta. Pisquei para afastar as lágrimas. Prometi a mim mesma que não iria mais chorar.
Mas parecia tão difícil agora que eu estava sentada sozinha no meu carro, com meus pensamentos e memórias. Nate fazia parte de mim. Ele fazia parte da minha vida, do meu corpo e da minha alma. Memórias dele estavam gravadas no meu coração. Por mais que eu tentasse, nunca o esqueceria. A dor nunca iria parar.
Forcei-me a me concentrar na estrada à minha frente. Olhei para o relógio no meu pulso. Chegaria em cerca de meia hora.
Respirei fundo e soltei lentamente.
A viagem de Seattle para Lynden não era longa, mas eu estava exausta depois de tudo o que aconteceu. m*l podia esperar para chegar à cidade, fazer check-in em um hotel e ir para a cama. Sentia que poderia dormir por dias.
Decidi fazer check-in no primeiro hotel que passasse. Dirigiria pela cidade amanhã e a exploraria. Esperava encontrar uma acomodação de longo prazo. Ficar em um hotel consumiria minhas economias rapidamente. Também esperava encontrar um emprego em breve. Eu tinha algum dinheiro guardado, mas não duraria muito tempo. Meus critérios de busca de emprego não eram específicos. Eu estava disposta a aproveitar qualquer oportunidade que aparecesse. Só queria trabalhar e ocupar minha mente. Sabia que se passasse o dia todo no quarto do hotel, ficaria pensando constantemente em Nate, e seguir em frente seria muito mais difícil.
Planejava continuar minha residência em Seattle, mas precisava de um tempo para me curar. Encontraria um emprego em um hospital depois de um tempo. Queria me tornar cirurgiã. Amava meu trabalho e amava trabalhar com pessoas. Não desistiria disso facilmente. Só precisava de um pouco de tempo.
O tempo passou rápido e, antes que eu percebesse, estava entrando na cidade. Lynden era uma cidade pequena e encantadora, tinha tudo o que eu precisava. As paisagens pitorescas me deixavam boquiaberta e cativada enquanto dirigia pelas exuberantes paisagens verdes do Noroeste do Pacífico. m*l podia esperar para fazer trilhas e explorar a bela natureza que me cercava.
Uma fileira de pequenas casas amarelas chamou minha atenção. Era um motel chamado Windmill Inn. Virei à direita e estacionei em um dos espaços vazios. Havia apenas mais um carro estacionado no estacionamento, então não tive dificuldade em encontrar um lugar.
Respirei fundo antes de sair do carro. Ainda sentia como se estivesse sonhando. Ainda não podia acreditar que o deixei. Ainda não podia acreditar que estava do outro lado do estado, tentando recomeçar a vida.
Ajustei a bolsa no meu ombro e tranquei o carro. Era um carro alugado e eu precisava devolvê-lo em um mês. Isso me daria tempo suficiente para comprar um carro para mim.
Entrei na recepção e olhei ao redor. O lugar não era moderno, mas era muito charmoso e acolhedor.
"Olá.", ouvi uma voz educada. "Bem-vinda ao Windmill Inn. Em que posso ajudá-la?"
Virei-me e vi um homem talvez alguns anos mais velho do que eu. Ele tinha um pequeno sorriso no rosto e achei isso relaxante. Ele parecia muito acessível e gentil.
"Olá.", disse com um pequeno sorriso. "Gostaria de fazer o check-in, por favor."
"Claro.", o homem sorriu e olhou para o laptop em sua mesa. "Em dinheiro ou cartão de crédito?"
"Em dinheiro, por favor.", disse enquanto me aproximava do balcão.
O homem assentiu e olhou para cima para me ver. Ele ainda tinha um pequeno sorriso no rosto e eu lhe agradeci. Isso me deixava menos nervosa.
"Você está aqui de férias?", ele perguntou educadamente.
"Não.", respondi, dando-lhe um pequeno sorriso. "Estou me mudando para cá."
Seu sorriso aumentou. "É muito bom ouvir isso, senhorita..."
"Clark.", disse, sorrindo de volta para ele. "Mas, por favor, me chame de Haley." Clark era o sobrenome dos meus primeiros pais adotivos. Era um sobrenome que ninguém conhecia. Vivi com a família Clark nos primeiros cinco anos da minha vida. Embora eu não me lembrasse muito deles, lembro-me de como foram gentis comigo. No entanto, fui abandonada por eles, e minha segunda família adotiva, os Riveras, mudaram meu sobrenome depois de me receberem. Na época em que Nate me conheceu, eu estava morando em um abrigo e ainda tinha o sobrenome da minha segunda família adotiva.
"É um prazer conhecê-la, Haley.", disse o homem gentilmente. "Meu nome é Ryan e é uma honra recebê-la no Windmill Inn."
"Obrigada, Ryan.", eu disse. "Estou feliz por estar aqui."
Ele se levantou e caminhou ao redor do balcão.
"Deixe-me te mostrar seu quarto.", ele disse enquanto abria a porta para mim. "Você tem uma mala? Precisa de ajuda para carregá-la?"
"Está tudo bem.", eu disse enquanto atravessava a porta aberta. "Não está pesada."
Depois que Ryan fechou a porta, ele deu um leve aceno de cabeça e esperou pacientemente enquanto eu pegava minha mala no carro.
Eu o segui até uma das pequenas casas amarelas. Ele tirou uma chave do bolso e destrancou a porta.
O quarto era aconchegante, com uma decoração de bom gosto e iluminação aconchegante. Possuía uma pequena cozinha equipada com microondas, frigobar e fogão. O banheiro adjacente tinha um chuveiro pequeno, uma pia e um vaso sanitário.
Sorri ao olhar ao redor. Era tudo que eu precisava. Isso seria um começo perfeito para a minha nova vida.
"Você parece animada.", Ryan riu, fazendo-me olhar para ele. "É a primeira vez que vejo alguém ficando animado com nossos quartos humildes."
Ele estava apoiado no batente da porta com os braços cruzados sobre o peito.
Sorri para ele enquanto colocava minha bolsa na cama.
"Gosto daqui.", eu disse. "Tem tudo que preciso."
Ryan sorriu para mim. "Deixe-me ajudá-la a se acomodar. Por favor, me avise se precisar de algo."
"Obrigada, Ryan.", eu disse educadamente.
"Fico feliz em ajudar.", ele disse enquanto me entregava a chave do meu quarto.
Peguei a chave e observei enquanto ele saía do meu quarto e fechava a porta. Ele nunca parou de sorrir e isso me deixou feliz. Sua gentileza tornou as coisas um pouco mais fáceis.
Olhei ao redor do quarto novamente e respirei fundo. Meu coração e minha alma estavam despedaçados, mas sabia que as coisas melhorariam. Eu ficaria melhor. Eu arranjaria um emprego. Eu aproveitaria o ar livre. Eu começaria uma nova vida e ficaria bem. Seria feliz novamente.
Nate sempre faria parte de mim e nunca o esqueceria nem o amor que compartilhamos. Mas eu tinha que deixá-lo ir. Tinha que seguir em frente. Tinha que começar de novo.
Abri minha mala e peguei meu pijama. Eu queria tomar um banho e dormir. Amanhã de manhã, iria à cidade procurar um emprego logo cedo.