Capítulo 2 - Insolente

1067 Words
Cassandra Barker Ele continua exatamente do jeitinho que eu lembrava. O rosto angulado e a beleza clássicas das feições fortes, meu coração aumenta os batimentos gradativamente conforme eu analisava seus traços bonitos. É uma injustiça que ele seja um dos garotos mais bonitos que eu conheço, e o garoto que por boa parte da minha existência eu fui apaixonada. Nathaniel levantou a sobrancelha, curioso com o fato de que eu ainda estava o olhando, mas não conseguia desviar os olhos, seu rosto se mostrava impassível, ele não costumava olhar pra mim desse jeito. Ele não deixa muitas pessoas entrarem em sua vida, é extremamente difícil vê-lo se abrir ou descobrir o que ele está pensando, ele é muito bom em mascarar seus sentimentos, porém eu nunca tive que lidar com isso até agora, e bom, não sei dizer se ele finge ou não. Pisquei os olhos me obrigando a sair desse momento constrangedor, ele com certeza notou que eu fiquei perdida, nada passa despercebido por esse garoto. Que raiva de mim, eu tinha que ficar olhando justo para ele? Tentei com todas as forças focar na conversa sobre moda entre a minha mãe e a Gisela, isso deveria me interessar, moda é tudo me interessa, mas minha cabeça está flutuando aos ventos. Adoraria saber porque nosso corpo e nossa mente não nos obedecem, eles deveriam fazer o que é certo e não o que querem, não consigo acalmar meus batimentos frenéticos, nem minhas mãos suando. Tomei um longo e sofrido gole da água, me perguntando porque eu estou tão nervosa? Ele é só um garoto, não tem nada demais ele ser meu ex melhor amigo e o cara que eu escrevia o nome no fundo do caderno com um coração em volta. É apenas mais um garoto, não pode me afetar assim. A grande verdade é que eu sinto falta dele, e me dói termos nos afastado, queria saber se ele se sente assim, se também machuca ele nossa amizade de anos ter sido desfeita sem explicação nenhuma. O tempo no jantar foi se passando e com ele minha paciência se esvaziando, o i****a em minha frente estava muito empenhado em chamar minha atenção de uma forma negativa. Como sempre, ele rapidamente conseguiu me trazer de volta para a realidade, incrível como ele consegue me lembrar facilmente porque eu passei a detestá-lo. Nathaniel está raspando suavemente o garfo no prato, fazendo um barulho tão sutil que não é capaz de incomodar ninguém, exceto eu. Tenho uma agonia profunda de barulhos como esse, faz os pelos do meu corpo se arrepiarem e com que eu queira arrancar minha cabeça. Lancei um olhar de aviso para ele, talvez minha mãe entendesse se eu enfiasse esse garfo no olho dele, porque mesmo sob meu olhar mortal ele continua fazendo esse barulho dos infernos. Idiota. — Querida, você está bem? — Gisela perguntou gentilmente. Será que eu já estou com aquela cara horrorosa de choro? — Estou sim — disfarcei com um sorriso meigo — Se me dão licença eu preciso ir ao banheiro. Levantei da mesa às pressas, precisava sair dali, atravessei os cômodos com uma velocidade impressionante, a todo momento imaginando como seria dar um soco na cara dele, porque é isso que ele merece. Entrei no banheiro e contei até vinte bem devagar, e nem isso fez a raiva sair das minhas veias, abafei um grito frustrado, é muita ousadia da parte dele vir na minha casa depois de tudo e achar que pode mexer com a minha cabeça. Encostei na porta e deixei meu corpo escorregar até estar sentada no chão, um pouco dramático, contudo, eu estou com tanta raiva que poderia quebrar alguns móveis da casa e não seria suficiente. Fiquei um bom tempo assim, até ouvir algumas batidas na porta e bufar alto, será que eles não entenderam ainda que eu não quero estar lá embaixo? Aposto que é minha mãe para falar que estou sendo m*l educada. — Não se preocupe, mãe, já vou descer — afirmei, torcendo para ela acreditar. — Não é com isso que eu estou preocupado. Não estava me olhando no espelho, mas tenho certeza que empalideci, depois de quase um ano, ele estava falando comigo, a voz grossa e acentuada me tirou o ar por alguns segundos, eu estava em choque. — Que surpresa você se preocupar com algo além de você — eu cuspi, um pouco mais alto do que deveria. — Abre a porta Cassy — pediu, com uma calma irritante. — Não vou abrir porcaria nenhuma para você! — gritei. — Então é melhor sair de trás, porque eu vou arrombar, vou te dar três segundos para abrir. — Você não faria isso — desafiei. — Um.. Dois... Certo ele definitivamente faria, não é bom desconfiar das habilidades de um jogador de futebol que tem o tamanho de um armário e é cheio de músculo em todos os lugares. Levantei as pressas e abri a porta toda atrapalhada, ele estava encostado na porta como uma parede, quase bati em seu peito, mas isso faria eu perder o resto da minha dignidade. — Está feliz agora? Saí da minha frente! — resmunguei. Tentei passar por ele, mas o babaca não se mexeu, o que em nome dos céus ele quer? Aquela palhaçada lá embaixo não foi o suficiente? — Tenho que falar com você — disse simplesmente. — Não quero ouvir nada do que você tenha para falar. Coloquei as mãos no peitoral dele e tentei miseravelmente lhe dar um empurrão, argh, atletas são um inferno. Então ele fez algo que me deixou tão surpresa que não consegui me mexer. Suas mãos encaixaram na minha cintura e ele me empurrou contra a porta, fiquei literalmente encurralada, sua figura estava bloqueando qualquer passagem. Sem saída, eu fiz o que faço de melhor, birra, virei o rosto, não vou dar esse gostinho a ele. — Você não está pronta para saber a verdade — foi a única coisa que saiu de sua boca, e eu estremeci de raiva. — A verdade é que você é um i*****l! — Você sabe que não Cassy — a boca dele traçou um caminho suave até meu ouvido — No fundo você sabe, mas eu foderia com tudo, com verdade ou sem verdade. Mas que p***a é essa? [.........] Nota da Autora: Me sigam no i********: para conhecer mais sobre a história @rbwqueen
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD