Capítulo 5 - Aurora

1103 Words
Finalmente em casa. Não posso negar que o jantar foi agradável, tirando meu atrito com Leon, tudo se sucedeu bem. Tia Luiza parece muito com meu pai, tanto na aparência quanto personalidade, Luna é uma fofa até trocamos número do celular ela parece não ter muitas amigas. Sobre Vicente e Rocco foram muito educados, com certeza estavam querendo agradar minha tia. Já tô chamando ela de tia direto. Eu sou adotada, não é novidade, meus pais me deram tudo e sempre me mimaram muito. Nunca quis saber dos meus pais biológicos, não sinto essa necessidade. Mas eu fui adotada aos 3 anos, diferente de Zayn que era uma bebê, sei bem como é a solidão de não ter ninguém e a alegria de ganhar uma família. Imagino como meu pai deve ter se sentido sozinho todos esses anos. -Mana, posso dormir com você hoje- fala Zayn se jogando na minha cama. -Claro meu bem, fica aí olhando desenho que a mana vai falar com os pais e volta rapidinho- falo saindo do quarto. Desço para a sala, aqui na Itália moramos numa casa, diferente de Nova York que era em um apartamento. Não sei com reformaram tão rápido, foram menos de dois meses mais ficou muito bonito. Chego na cozinha e vejo meus pais abraçados, ele são muito apaixonados mais evitam demonstração de afeto em público, até eu vi poucas vezes eles se beijarem. -Atrapalho- falo entrando na cozinha. -Nunca meu bem- fala me entregando uma taça com vinho- O que achou da minha irmã? -Ela é muito parecida com o senhor- repondo apenas. -Acho que ele não quis perguntar sobre aparência- fala Alfonso rindo. -Bom ela é bonita, amorosa e muito simpática, muito parecida com o senhor-repito rindo. -E o que achou do resto do pessoal?- Lorenzo me pergunta. -Nada em especial, não deu para conhecer eles muito bem- minto, sou muito boa em avaliar pessoas. -Vai haver mais oportunidades- Lorenzo fala animado -Claro pai, até peguei o número da Luna pra gente sair e conversar-falo com um sorriso -Vou subir tomar banho primeiro meu amor- fala para Alfonso-Boa noite filha. -Boa noite pai. - Agora me fala o que achou deles- Alfonso se senta do meu lado. -Considerações finais. Luiza é uma amor de pessoa muito parecida com o pai nisso não menti. Luna é uma boa pessoa também, acho que vou me dar bem com ela. Vicente ,esse velho não me desce mais parece estar tentando compensar o passado. Rocco, é um brutamontes que faz de tudo para agradar Luna e tia Luiza. E Leon é um macho escroto está sendo forçado pelos os outros a nos engolir para agradar sua mãe. - Nossa avaliação perfeita- fala rindo. -Vamos fazer o que agora? -Sorria e acene- não aguento e dou uma gargalhada- Vamos fazer o possível para ter uma boa convivência, amei minha cunhadinha. Concordamos em não nos envolver nesses assuntos de máfia. -O papai está tão feliz que tenho medo de algo acontecer e ele se machucar de novo. -Os mafiosos podem ter todos os defeitos mas são homens de palavra, nunca voltam atrás no que dizem, Lorenzo sempre falava isso. -Então somos uma bela e grande família unida-falo sarcástica. -Toda família é estranha do seu jeito. -Tá bom então. Amanhã vou sair cedo, tenho uma reunião com investidores e depois vou almoçar com Jay e Nina. -Boa sorte na reunião e boa noite meu bem- fala me dando um beijo na bochecha. Subo para o quarto, Zayn já está dormindo, desligo a tv e me deito ao lado dele. Fico fitando o teto, me vem Leon na minha cabeça, ele não faz meu tipo mais uma coisa tenho que admitir que olhos lindos. Rocco e Vicente tem os olhos azuis também, mais os de Leon são diferentes são um azul mais vibrante, parecem pedras preciosas de tão brilhante e frios ao mesmo tempo. Sempre quis ter olhos claros, nunca achei muita graça em meus olhos castanhos, até tentei usar lentes mais não me adaptei. No fim resolvi me achar bonita do jeito que sou, mais que ainda sou fascinada em olhos claros sou, por isso os de Leon me chamou tanta atenção. No dia seguinte Tivemos uma manhã chata de reunião, por sermos muito jovens parecem que substimam nossa inteligência. Para me ajudar eu pareço bem mais jovem que sou, eu tenho 26 anos mais o máximo que me dão é 20, quando não acho que sou menor de idade. Por isso cortei meu calebos curto e uso bastante terno, para parecer mais madura, mais nem sempre funciona.Isso me enche o saco. Agora estamos almoçando, a comida italiana é deliciosa. -Então vamos fechar o contrato com eles da Itália- Jay rompe o silêncio. - Calma pessoal, temos que avaliar bem as propostas primeiro. -Aurora, eu e Jay concordamos em abrir a filial aqui na Itália, sabemos que você vai querer ficar perto da sua família- Nina me responde. -Eu já falei que amo vocês- falo com os olhos marejados. - Hoje ainda não, mais pode pagar o almoço como prova de amor- Jay fala piscando um olho. -Sabia que tinha segundas intenções- falo rindo. -Agora me fala como são os teu parentes misteriosos recém descobertos- Jay fala me olhando. -Bom eu tenho uma tia, um tio, dois primos e uma prima que é namorada de um deles- falo tomando um gole de suco. -Mais detalhes- Jay me fala-Como são esses primos? São gostosos? Jay é gay, e se atrai por cafagestes com barriga tranquinho. -Os dois devem ter por volta de uns 30 anos, Rocco é o mais velho, alto, forte, olhos azuis, cabelos castanhos iguais o do meu pai, está noivo da Luna que é um amor. O Leon é o mais alto deve ter uns dois metros, cabelos loiros escuros, olhos azuis também, barba por fazer, parece uma muralha de musculos e é todo tattuado. -Nossa quase tive um orgasmo só de ouvir falar- ele fala se abanando. Eu e Nina rimos. -Ele tem traquinho?-Jay me pergunta. -Vou saber, não vi eles sem camisa pra saber- respondo com uma careta-Os dois tem cara de quem chupou limão e não gostou. -Homens héteros- fala Jay num suspiro. Continuamos o resto do almoço conversando besteira. Depois veio a dor de cabeça. Vamos ter que achar uma lugar com salas extras, como não vamos conseguir ficar direto aqui temos que contratar funcionários. Tenho que em especial contatar um assistente, para fazer a base e checagem dos sistemas para mim. Por enquanto vou ficar aqui, até as coisas entrarem no rumo, enquanto Jay e Nina vão ficar fazendo ponte aérea.
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