"*" Eduarda
Eu tô com medo, eu tô com muito medo! Eu não quero que matem meu irmão, eu promete para o papa proteger ele.
[ 6 anos atrás ]
Eu vi meu pai e o pai do perigo (caveira) em um tiroteio, naquele momento eu só vi meu papa empurra o caveira, ele caiu sobre o chão e meu pai tomou dois tiros sobre o peito, eu só corre até ele e o segurei antes que batesse a cabeça no chão, caveira junto com os aliados dele estava dando cobertura para não acertarem com os tiros.
- Papa, papa, papa por favor papa não morra. Eu chorava e implorava para o meu pai eu tava nem aí o que estava acontecendo agora, eu era a princesinha do papa, ele era o único que me protegia.
- Fi..lha...por favor saia daqui. Ele dizia entre os suspiros pesados e tossia.
- No papa não fale, aguenta mais um pouco.
- Minha pequena princesinha. ele diz isso com a voz trêmula e passa seus dedos sobre minha bochecha.- Quem é a princesinha do papa ?
- S-ou e-eu papa. Eu dizia entre os choros e as lágrimas caía sobre seu rosto que estava deitado sobre minhas coxas.
- Papa te ama demais, cuide bem do seu irmão, me prometa que nada vai acontecer com ele. Ele tossia bastante quase não saia suas palavras pois já estava sem forças.
- Por favor papa num me deixe.
- Prometa minha princesinha.
- Eu prometo papa, eu prometo. Eu soluçava e acariciava seu rosto.
- Vem aqui de um beijo no seu papa. Eu abaixo meu rosto e do três beijos, um na testa um na bochecha e o outro em seu nariz igual ele fazia comigo.
- Obrigado minha princesinha, diga aí i****a do caveira que eu amo muito esse o****o. Ele da um lindo sorriso e fecha seu olhos.
- Papa? Papa!!? PAPA PAPA!!! ACORDE PAPA NÃO PAPA!!!! Eu gritava e implorava por ele, para abrir seus lindos olhos verdes que pareciam duas esmeraldas.
Eu tirei minha jaqueta e coloquei por baixo de sua cabeça me levantei e peguei a pistola do meu pai, a que ele tanto amava, pois foi eu que dei de presente e estava com meu nome sobre ela. Eu vi o cretino que atirou no meu pai e então eu dei dois tiros, um pegou de raspão sobre seu ombro e outro pegou em seu peito fazendo o mesmo cair no chão, eu fui correndo até ele e parei na sua frente.
- Que você sofra eternamente no inferno. Eu descarrego o pente nele e mesmo que as balas tivessem acabado eu continuei apertando o gatilho. Todos os outros estavam mortos, o Caveira veio até a mim e ficou perguntando do sombra, mais eu não conseguia dizer nada eu só chorava, então ele foi correndo em direção ao meu papa e só escutei a gritos.
- NÃO! CAVEIRA IRMÃO LEVANTA NÃO. NÃO ACREDITO.
[ Voltando para o agora]
Que saudades de você papa, aquele dia eu fui tão agressiva como nunca tinha sido, você era meu papa e minha mama, você era os dois para mim, lembro quando fazia penteados no meu cabelo nem parecia um bandido, dou uma risada e me levanto do sofá.
- Não posso deixar o Perigo matar meu irmão eu promete para o papa e vou cumprir. Falo apertando o colar que tinha a inicial do meu pai que ele tinha me dado. Então eu vou correndo para a boca.
Chegando na boca vi alguns aliados do perigo que logo me pararam.
- Eu dona só pode entrar com permissão.
- Por favor me deixa ver o perigo ele está julgando o meu irmão eu tenho que está presente não são as regras.
- Tende então se é a irmã daquele verme, nois te leva lá.
- Tá bom, muito obrigada.
Um dos vapores do perigo me levou até o tal buraco entram lá tinha tipo um balcão abandonado e bem velho, entrei nele e vi meu irmão sobre uma cadeira todo ensanguentado.
- Meu santo. Coloco a mão sobre a boca e fico assutada. Perigo me olha com a cara normal mais em.seus olhos eu podia ver a preocupação.