"*" Perigo
-Eai não vai me responder. Falo já com ódio e me levanto e vou até ela.
-Foi o meu irmão! Ela responde com a voz trêmula e meia assutada.
Olho para ela por alguns segundos e para os seus machucados, me viro já pegando minha arma, ela rapidamente segura meu braço.
- Não perigo por favor não faça isso. Ela já chorava.
- Por que tá defendo essa comédia dona ? Me viro para ela.
- Porque ele é minha única família, mesmo ele me odiando me batendo ou abusando de mim, eu não quero ver ele morto, não quero ver mais ninguém que eu amo morrer. Ela chorava e muito, mais a única coisa que passou pela minha cabeça foi dele ter estrupado ela, cara aquilo foi a gota d'água.
- Esse filho da p**a fez o que contigo ? Ela fica calada e abaixa a cabeça, só escuto seus soluços.
- Responde ca****o se tu não falar vai ser pior se eu descobrir sozinho.
- Ele abusava de mim....
-Quanto tempo ?
- 4 anos...
- Não f**e! Esse arro***do estava te tocando tem 4 anos!? Repito tudo isso indignado, p***a eu não acredito que nunca vi ele fazer e nunca pode ajudar ela, uma coisa que eu não aceito e e********r essas escórias não deveria nem existir no mundo.
- Por favor não mata ele, ele é a única família que eu tenho. Dou um suspiro longo e bagunço meus próprios cabelos buscando paciência que eu não tenho.
- Prometo não matar ele, mais eu vou machucar ele e vou machucar muito, ele tá fudido na minha mão. Falo isso olhando no fundo dos olhos dela e acaricio sua ferida, pego meu celular e saio de casa, já ligo pro gaiola e passo a visão.
- Eai Fernando (gaiola), chama o Otávio (play) e o Gustavo ( matador), vai direto na goma da Eduarda pega a aquele drogado do irmão dela e mando po buraco.
- Vixe demorou mano tamo indo. Seis escutou neh o patrão tá bravo pra ca****o então bora logo. Escuto o gaiola dizer antes de desligar o celular, uma coisa que eles sabem, quando eu chamo pelo nome é que eu tô grilado ao ponto de matar qualquer um que ver pela frente.
Subo na moto guardo o celular no bolso da bermuda e saio em direção o buraco, buraco é aonde eu faço o julgamento junto com meus aliados, óbvio que tem alguns cadáveres por lá mais é normal pá nois é claro. Chegando lá já vejo o Gustavo esperando sentado em uma das cadeiras e vou ate ele.
-Eai irmão. Faco tô com ele.
- Eai irmão na tranquilidade ?
- Não, tô doidinho pra matar um. Falo me sentando em uma das cadeiras.- Cadê os outros?
- Irmão estão chegando aí, eu já estava por perto então deixei a missão nas mãos deles, eles dão conta sozinho.
- Pode pá. Tiro a carteira de cigarro do bolso acendo um, já dou uma tragada e solto.
- Então irmão qual é desse papo?
- Filha da p**a tava vivendo aqui no morro por 4 anos estrupando a dona que tá lá na goma. Já falo fechando a cara de odeio.
- Ixe que ideia é esse irmão, esse aí não merece julgamentos merece ir pro buraco. Ele já fala grilado. Matador é um amigo de infância confio nele demais, ele nunca virou as costas pá mim até mesmo no dia em que meu pai morreu ele tava lá. Matador é alto quase do meu tamanho moreno cabelo baixinho, olhos castanhos e de bigodinho ele é magro mais isso não faz dele fraco e sim forte, soco dele dói pra po**a, ele é igual eu não tem paciência para otários como ele é só mete bala e tchau.
- Bem que eu queria fazer isso, corta cada parte do corpo dele, colocar dentro de um saco preto e levar prós meus dogs comer. Falo isso fumando de boa.
- Uai irmão só fazer tu é a voz Po.
- Promete pá dona não matar o cara. Jogo a bituca de cigarro fora.
- Uai irmão que onda é essa truta, vai deixar e********r a solta. Ele diz já grilado das ideias e não o julgo, mas fiz promessa pó.
- É a única família que ela tem ca****o, agora que me lembrei quem é esse mina ela é filha do sombra, o cara que salvou meu pai várias vezes levou vários tiros por ele, eles dois eram aliados mais o pai dela morreu pá proteger o meu pai e a única pessoa que sobrou foi o comédia do irmão dela.
- Tende truta, eu lembro do sombra cara responsa gostava demais dele pô.
- Poise, mais fica tranque bora acabar com esse o****o depois expulsamos ele do morro demorou.
- Demorou patrão se tu falou tá falado.
Eu apenas concordo com a cabeça. Eu bem que sabia aonde via aqueles olhos dela e aquele sorriso lindo era do sombra Po o cara mó da hora de honra, salvou meu pai de altos b.o. , falando no meu velhos, saudades desse coroa, p***a só de pensar, tá chegando o aniversário dele...
- Hooo Rafael acorda moço. Fala o matador me tirando do transe.
- Não me chama pelo meu nome ca****o.
- Tu tava aí com essa cara de pamonha, te chamei duas vezes po, qual foi ?
- Nada Naum matador tô sussa.
Escuto o barulho do carro do gaiola eles logo chegam com o comédia do David, lembro desse o****o. Ele estava com um saco preto na cabeça e com alguns ferimentos nós braços bem provável que não quis vim o gaiola com sua "paciência" machucou ele, não tô nem aí.
- Senta ele na cadeira. Digo ajeitando a cadeira.
- Perigo ? É tu irmão ? O que tá acontecendo cara??? Ele pergunta apavorado, Gaiola já mete um tapão na cabeça dele.
- Cala boca comédia, aqui é seu julgamento ca****o então só fala quando nois mandar. Gaiola senta ele na cadeira e amarra as mãos dele para trás.
- Então, bora começar.