Procurando um pelo outro Já vinha fazendo isso há algum tempo e notei que Pietro também retribuía a enxurrada de olhares que eu lançava para ele todos os dias. Como uma garotinha, me tranquei atrás de desculpas patéticas: se eu não olhar é como se eu não estivesse procurando os olhos dele, é como tentar evitar que ele me dissesse todas as manhãs que sou linda. E Pietro, pacífico e destemido, continuou a retribuir meus olhares, sem fazer nada além de apontar um sorriso que abriu os lábios, revelando os dentes, apenas o suficiente. No entanto, eu temia que algum de nossos colegas percebesse nossa troca de olhares, o que me dava a sensação prazerosa e desconhecida de ser notada e apreciada por alguém. Eu não queria nada além disso, receber atenção, ser notada: eu sei, pode parecer patéti

