Presas uma no olhar da outra, medo de piscar e perceber que estavam sonhando. Para Monaliza encontrar a moça ruiva sentada ali tão a vontade na cozinha de dona Abigail era algo que ela não tinha imaginado nem no seu melhor sonho e ela tinha sonhado e desejado este reencontro, mas não, definitivamente não na cozinha. E ela estava linda, usava um jeans desbotado e uma camiseta regata preta a cabeleira ruiva estava presa num r**o de cavalo frouxo, dando a impressão de ter sido feito sem pressa, o rosto tinha pouca ou nenhuma maquiagem e a boca era saliente e guardava a cima do lábio superior uma pinta. Ela poderia ficar ali a observando por dias.
Já Samantha ouvia o bater descompassado do seu coração. Ela não entendia o porque destas emoções em si, mas não conseguia controlar, olhar para a Mona do posto deixava ela desconcertada mas era impossível não notar como a moça estava gostosa. GOSTOSA? Céus ela estava ficando louca o que era este pensamento? Desejos pela moça? Tudo bem achar que ela ficava bem de jeans, e essa camisa com os dois botões de cima dando evidência ao seu pescoço longo.
Ambas balançaram a cabeça enrubescidas quando ouviram o pigarrear de garganta de dona Abigail que reclamava de ninguém ter ouvido o que ela falou.
-- Como eu estava dizendo. Reforçou a senhora. A Monaliza precisa de reparos na casa e nós decidimos que você era a melhor pessoa pra fazer o serviço, ela adorou o seu trabalho no estábulo.
Só então se deram conta que não estavam ali. Monaliza se apressou.
-- Verdade, eu já vi muitos estábulos mas o seu foi pensado no conforto dos animais e eu gostei muito.
-- E agora você quer um para você? -- Desculpa, tentei ser engraçada. Vermelho poderia ser a sua cor natural.
A moça riu internamente, como assim foi piada ou ela estava a comparando ao animal. Engoliu seco. -- Na verdade penso num espaço maior, mas se você acha que não pode dar conta, procuro outra empresa. Touché.
-- Calma meninas o almoço está pronto, deixem pra falar de negócios depois. A senhora interrompeu a conversa. Se notou o clima entre elas disfarçou bem. -- Almôndegas minha querida como eu prometi.
Prometeu? Era sério isso, quando Samantha queria ela tinha que implorar. Ela sentiu um leve ciúmes da mãe, mas sorriu internamente afinal ela poderia prometer coisas para a Monaliza… Só precisava entender o porque ela queria isso.
Samantha
Eu senti mesmo o meu coração parar quando ela entrou na cozinha, e quando ela falou com aquela voz rouca ai meu coração começou a correr uma maratona sozinho, porque eu congelei. É sério, eu nunca fiquei sem graça na presença de ninguém, mas de repente me sinto congelada e com sede ao mesmo tempo a moça linda do posto de gasolina que me deixou um chocolate e foi embora, que perturbou o meu sono a noite toda, que me fez desejar. Sim eu a desejei na minha cama na última noite, não estava perdida, ela estava ali linda e vaporosa na minha frente.
O Jeans evidenciando suas curvas e que curvas a camisa solta mostrando as alças do biquíni. Biquini? Ah céus agora estou tendo visões dela nadando. Okay já aceitei esta mulher misteriosa acendeu uma chama em mim, mas por mais que eu tenha desejado encontrá-la não esperava encontrar com ela na casa dos meus pais.
No curto espaço de tempo entre o meu café com eles, o meu retorno para a cidade e a minha volta tempestiva após a mensagem que tinha recebido. Ela nadou e andou a cavalo e ainda convenceu a minha mãe a cozinhar para ela. Ela era mesmo demais, transpirava sedução e eu tinha que que admitir estava tentada também. Ela me encarava mas não falava nada, o reconhecimento era evidente mas não disse nada e quando eu falo, eu faço uma piada sem graça. Pensa eu ficando sem graça com a minha piada. Ainda bem que a minha mãe quebrou o encanto do diálogo por que eu estava começando a me atrapalhar.