Samantha!!! Não foi assim que te eduquei, ralhou a mãe. A moça enrubesceu na hora, assim como Monaliza.
dona Monaliza esta grossa e m*l educada é minha filha Samantha, lembrando que a falta de tato com seres humanos é culpa do pai dela. Ela se dá melhor com cavalos.
Touché isso sim era uma resposta.
Monaliza estendeu a mão, apesar de ter ouvido os gracejos ainda estava tentando assimilar a visão que tinha a sua frente. A ruiva do caminhão azul tinha mesmos os olhos mais intensos que ela já tinha visto, e estava sentada na cozinha da sua caseira, era filha da sua caseira e se chamava Samantha.
Prazer. sentiu o toque firme e quente.
Na verdade a gente já se conhece dona Abigail, ontem quando eu cheguei na cidade e fui ao posto eu fechei a saída do carro dela. Eu só não sabia o nome. Disse sorrindo.
O sorriso atingiu Sam e mais uma vez ela se viu encantada.
Pois então minha filha, é ela que pode te ajudar. Mas vamos almoçar primeiro.
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O almoço transcorreu bem de forma animada, Fábio também não tirava os olhos da loira, como tinham a mesma idade e com a conversa foram descobrindo afinidades o rapaz se propôs a mostrar a cidade para a jovem, Samantha do lado oposto da mesa observa as atitudes do irmão com um certo interesse, admirava a forma direta dele com sorrisos e graça chamar a moça para sair, dava para ver que Monaliza estava interessada. Não sabendo como explicar para si o estranhamento que estava sentindo, um pouco de inveja talvez. Na qualidade de macho alfa o irmão estava fazendo a corte mas ela queria também.
Mas por que queria? Ela reconhecia os sintomas estava atraída pela garota, at first look, mas sabia não ser gay, nunca saiu com meninas, moças ou mulheres antes. Mas queria esta, perdida nestes pensamentos sentia o corpo respondendo ao desejo que estava se instaurando. Mirava o desenho da boca dela, o contorno era claro que ela só tinha passado um protetor labial, o lábio tinha volume mais mantinha a cor natural. Ela queria… Continuou a sua inspeção as maçãs do rosto o verde dos olhos os cílios que casavam bem com o contorno do seu rosto angular traços nórdicos europeu. Era uma mulher sem dúvida linda e estava dando atenção para o bobo divertido do seu irmão.
Ela adorava o irmão, ali cinco anos mais jovem que ela, bem resolvido formado em veterinária e fazendo especialização em biologia um assunto que interessava a moça, claro os dois tinha a mesma formação. Só hoje ela queria trocar de lugar com ele, ter aqueles cílios longos posando sobre ela os olhos verdes a encarando e quando ela sorria, dava pra ver toda a musculatura do seu longo pescoço responder. Ela se expressava com o corpo todo.
A comida não está boa filha? Perguntou o pai, encarando de forma estranha.
Ãhm está! Desculpa estava quente.
Já congelou então por que faz meia hora que você está com esta bolinha suspensa.
Constrangimento, indignação, matar meu pai. Estes pensamentos passaram rápido pela mente dela. Mas não teve tempo de responder a mesa retornou em gargalhada.
Bolinha? Bolinha? Você disse bolinha? Era dona Abigail tomando o prato do marido.
Eles se divertiam com a cara de brava da senhora, o que foi bom pra Samantha ter a atenção desviada. Começou a abrir um sorriso vendo o pai e a mãe brincando mas congelou e ficou sem graça quando viu os olhos verdes a encarando.
Monaliza.
Pensa numa pessoa agindo no automático.
Eu!
Entrei no modo automático quando via a moça sentada na cozinha, linda como ontem mas a vontade, o que eu queria no minuto que a vi era levá-la para o estacionamento do posto e continuar a conversa de ontem, que eu nem queria interromper. Este negócio clichê do mundo ser pequeno finalmente fez sentido. E que bom, ok ela foi meio arrogante e fez uma piada nada legal na minha opinião, adorei a bronca da mãe dela. Mas sinceramente, se for pra ficar presa numa sala só com ela, está liberado as piadas toscas.
Gente eu perdi o sono por causa de uma mulher que vi não faz nem 24 horas, linda ainda não vou conseguir descrever ou encaixar ela dentro de um padrão de linda por que daqui de onde observo ela é única. Um pouco distraída é verdade. Enquanto converso com o irmão dela dou breves olhadas, deixo meus olhos escapar para observá-la, tentei até introduzir ela na conversa, quando ele estava me chamando para conhecer a vida noturna, mas ela não estava neste mundo. Minha longa experiência de vida diz que quando pessoas agem assim estão pensando a onde deixaram o coração.
Resolvi ignorar a falta de atenção que estava recebendo, e voltei para o Fábio, ele disse algo, tenho certeza que deve ter sido engraçado, sendo assim, ri e neste momento ouço o senhor Antônio falando que o prato congelou, a confusão se instaura e todos riem. E o riso dela é lindo que gostoso e leve.
Nota: Estou vermelha e sem graça, fui flagrada encarando.
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As duas abaixaram a cabeça. As duas foram pegas distraídas, mas todos atribuíram a coloração a briga dos mais velhos.
Todo almoço da família Diniz era assim, a mãe de origem italiana defendia o seus pratos e molhos com vigor e o pai provocava. Sem dúvida era divertido e por isso o prazer estampado nos olhos dos filhos. A família se adorava eles eram um comercial de margarina na hora do almoço e Monaliza se sentiu intrusa, assistindo a esta cena de fora.
Bem, agora a cozinha é de vocês. Fábio você lava a louça. Isso foi uma ordem da mãe.
Já acostumados os dois filhos levantaram da mesa, como duas crianças e obedeceram, calados. Monaliza foi ajudar e precisou brigar para poder executar o trabalho, Fábio, para encurtar o drama, jogou o pano de prato para a moça -- Você seca, assim fica do meu lado, o lado mais legal da casa.
Vendo a provocação Samantha foi direta.
O meu é o mais sexy! Falou, ficou vermelha, viu Monaliza vermelha, queria um buraco para enfiar a cabeça.
Monaliza também queria, ela nem sabia se a moça gostava de mulheres, tudo nela dizia que não. Mas a forma como ela falou mexeu com ela. Mas encarando como uma provocação antiga de irmãos riu discretamente. E pediu para ele passar o prato que estava lavando logo.
Samantha percebeu que os dois se entrosaram, e sentiu uma pontada de ciúmes e uma mágoa no corpo que instintivamente estava ansiando pelo corpo da outra mulher.