Tomás foi o primeiro a intervir. Ele se aproximou, colocando-se entre as duas, e disse: — Não briguem. Temos coisas mais sérias a tratar. Cruzei os braços. — Como o quê? Cecília soltou um suspiro. Ela deslizou as unhas longas e ruidosas pela bancada da cozinha, respondendo: — Como a morte do Clemente. Meus ombros caíram. Meus olhos, antes desdenhosos, encontraram os olhos cor de mel do Ethan. Ele estava me encarando, estranhamente silencioso, com a mente distante. Eu devo ter expressado minha preocupação, porque ele piscou e balançou a cabeça. — Ele não morreu, amor — Ethan consolou-me, carinhosamente. — Nós estamos decidindo como dar a ele um fim adequado, longe das paredes do hospital e dos cuidados paliativos. Nos deram a opção de levar ele para casa, mas... — Qual casa? — Cecília

