Quando os meus olhos abriram para o dia, fui engolida por órbitas cor de mel que poderiam muito bem ser retratadas como um universo de amor e prosperidade. Ethan me encarava, contemplativo, e sorriu um pouco com o meu acordar. Deveria fazer muito tempo que me olhava, porque ele tinha nos olhos a calma que exigia o relógio dos apaixonados. Os ponteiros passando horas eram para ele nada mais do que frivolidades. No amor não podíamos ter pressa. Ergui minha mão e toquei o rosto dele. A pele perto do queixo começava a espetar com a barba para nascer. Acariciei a bochecha dele. Tínhamos feito amor. Eu era oficialmente a mulher dele e ele meu homem. Compartilhamos, durante o contato, muito mais do que casais passageiros poderiam expressar. Cada toque disse alguma coisa, e no final tínhamos es

