A visita terminou cedo. Com a declaração da minha irmã de que havia destruído minha vida de propósito, deixei-a para trás e segui rumo ao aeroporto. Estava completamente exausta, tanto que minhas pálpebras tremiam e minha visão apagava por mais tempo do que o necessário sempre que eu piscava. Não havia parado, viajando de uma cidade para a outra e correndo da empresa para o avião e do avião para o hospital. A fome parecia um fantasma vivo, agarrando-me pelo estômago e dilacerando-me a disposição. Eu queria voltar para ele. Sabia que o tinha deixado preocupado e possivelmente muito magoado. Precisava vê-lo, pedir perdão, contar o que aconteceu durante o longo dia. Queria, sobretudo, um abraço muito apertado. Mas, se ele me visse naquela situação, ficaria ainda mais infeliz. Decidi parar

