Conversamos pouco durante a viagem. Tínhamos consciência de que os outros funcionários poderiam ocasionalmente ouvir e evitamos, em consenso silencioso, qualquer interação que pudesse nos comprometer. Eu o flagrava vez ou outra me observando e o observava de volta, furtando pouco a pouco o carinho que não precisava ser dito para ser sentido. Os olhos do CEO finalmente se tornaram mais legíveis. Eu conseguia interpretá-lo, embora não fosse fácil, e sabia quando estava pensando em mim. Na maior parte das vezes, o olhar ficava focado como se eu fosse uma bela paisagem. Ele tinha a mesma doçura nas órbitas cor de mel que expressava na casa da família com Alan, Sara e Hugo. Àquela altura, sabia que estava perdidamente apaixonada. Era um sentimento avassalador e impossível de ignorar. Eu nunca

