Parecíamos ter adentrado o paraíso. Aromas florais enchiam minhas narinas conforme o vento batia no meu rosto quando desci do ônibus executivo. Foi como se minha visão tivesse sido trocada da cidade grande e a vida apressada que levávamos para o recanto de paz absoluta como presente divino. Rosas, lírios e lavandas se estendiam por todo o campo diante de nós. No alto do campo, uma construção enorme e ornamental brilhava com a luz do sol. Era a primeira vez na vida que eu via uma estufa tão viva. Estava quase caindo do ônibus, embebedada com a visão, quando Jonathan me segurou e me ajudou a descer. Ele sorriu, dócil, e disse: — Seus olhos estão cheios d’água. E estavam mesmo. Para minha incredulidade, a imersão me fez chorar levemente. Sorri de volta para ele e limpei meus olhos. — De

