LC Narrando Quando a porta abriu, eu já sabia que ia ver a cara dela se desmontando inteira. Priscila acendeu a luz e travou na mesma hora, mão no peito, respiração curta, parecendo que tinha visto o capeta sentado no sofá dela. E, sinceramente? Era quase isso mesmo. Levantei devagar, ajeitei a camiseta e só soltei: — Entra. Ela engoliu seco, olhou pra porta como se fosse correr, mas eu dei um passo pra frente. Nem precisei encostar nela. Só o olhar já derrubou a força da mina. — Eu falei pra entrar, pörra. Ela entrou, tremendo toda, e eu fiz questão de bater a porta atrás dela com força. O barulho ecoou no barraco inteiro. A mina quase pulou. Fiquei de frente pra ela, braços cruzados, pescoço inclinado, encarando igual predador que acha presa mexendo no território. — Bota a pose

