King Narrando Mano, eu tava com um ódio que não cabia dentro do peito. Era como se alguém tivesse virado gasolina dentro de mim e riscado o fósforo. Püta que pariu, se me soltasse na rua naquele momento eu botava fogo no Rio inteiro sem pensar duas vezes. Eu não queria conversar, não queria respirar, não queria ouvir ninguém. Eu só queria matar. Qualquer um que cruzasse na minha frente ia virar poeira. Era ódio, ira, pânico, desespero, tudo misturado. O Nerd tava lá, tremendo o dedo no teclado, puxando câmera por câmera. O silêncio da sala só era quebrado pelo som das minhas passadas nervosas e do Braço fumando um cigarro atrás do outro, igual um condenado. — Acha logo, Carälho! — eu gritei, a voz rasgando a garganta. O Nerd sacou mais um arquivo, avançou o vídeo, e aí apareceu. O car

