King Narrando Mano, quando o moleque gritou no rádio que estavam invadindo a minha Goma, eu senti o mundo escurecer na hora. Meu coração travou, depois explodiu de ódio. Eu nem pensei, só berrei pros moleques: — Segura as pontas aí embaixo! Ninguém recua. Chamei três vapores comigo, os mais ligeiros, os que eu sabia que não iam travar. A gente subiu o beco correndo, eu com a arma na mão e a cabeça fervendo. Cada passo era uma martelada no meu peito. Eu só conseguia pensar na Thais. Na minha mãe. Na minha sobrinha. Se alguém encostasse o dedo nelas. Com certeza era o Urubu, filho da püta. Armou direitinho, mas vai se föder. — Acelera, pô — eu rosnei, passando na frente de todo mundo. Quando virei a última curva e vi a frente da minha casa, meu sangue congelou. Corpos. Meus seguranças

