Thais Narrando O dia começou cedo e já veio com aquele pique de missão: arrumar a casa dos meus pais. A casa que o Felipe conseguiu pra eles é grande e com quintal do jeito que minha mãe gosta. Entrar naquele espaço e imaginar a minha família morando ali, pertinho de mim, outra vez me deixou com o peito apertado e a vontade imensa de fazer dar certo. A gente não perdeu tempo: varri, esfreguei, passei pano, arrumei prateleira, passei cheirinho de lavanda na casa. É a fragrância preferida dos meus pais. — Mãe, passa ali o pano. — chamei, já dividindo serviço. — Tá bom, filha, que mão boa a sua. — ela respondeu, com aquele sorriso que eu conheço desde menina. O sol batia forte, as janelas abertas deixavam o cheiro da rua entrar misturado com sabão. Meu pai montava uma estante com a cara

