LC Narrando Mano, o corpo da Melissa mole no meu colo, meu sangue gelou. Foi como se o mundo desligasse. Ela tava pálida, fria, a respiração curtinha. Abracei ela contra o peito, levantei no mesmo segundo. — MÃE! — gritei tão alto que ecoou pela casa inteira. — MÃE, PELO AMOR DE DEUS. Saí correndo pelo corredor com ela nos braços, parecia que eu tava segurando uma boneca, de tão leve e mole que ela ficou. Minha mãe veio desesperada. — O que houve, Lucas? — Ela desmaiou! — minha voz saiu rouca, tremida. — Mãe, ela não acorda, não acorda. Meu pai apareceu na porta da sala, já ficando tenso quando viu o estado dela. Eu tava tão apavorado que perdi o ar. — Abre o carro — gritei pra ele. — AGORA, PAI! RÁPIDO. Ele nem discutiu. Correu, abriu as portas. Eu entrei no banco de trás com ela

