King Narrando Falei com a Thais, mano, e já cheguei na moral: faz tempo que eu não durmo com ninguém. — Entendi, King, cada um tem seu jeito — ela respondeu, calma, sem drama. Aquele papo foi curto, mas pesado ao mesmo tempo. Expliquei que naquela noite ela dormiu na minha cama e eu não consegui pregar o olho, que a cabeça ficou no corre, que acostumei a ficar sozinho e que não queria que ela interpretasse isso errado. Ela sorriu com essa sinceridade que desmonta qualquer cara e disse que não me condenava, que cada um tem suas manias, seus hábitos. Falou até que podia dormir no quarto da Olívia, já que era babá da minha sobrinha. Me juntou ao estômago um aperto esquisito: proteção e posse misturados, e uma vontade de mostrar que eu mando aqui dentro. — Não, vacila não — falei curto. —

