O clima de felicidade esfriou bem rápido quando chegamos na cozinha. Os pratos já estavam dispostos, o jantar pronto e Carmen já havia começado a comer, mastigando lentamente cada garfada. Meu pai acabava de se sentar à mesa.
“Vocês demoraram,” disse Rogério abrindo um sorriso para Andrew e eu, que dizia: não tem problema terem se atrasado. Ao contrária dele, do outro lado da mesa, minha mãe mantinha o seu silêncio. Perguntei-me se ela havia, ao menos, notado a nossa presença quando chegamos. “Comam, antes que esfrie,” continuou nosso pai.
“Não somos uma família unida para nada, por que seriamos na hora do jantar?” mordi a língua para não dizer essas palavras, diante da frieza de Carmen.
“O Fefe demorou no banho,” explicou And, olhando para mim de modo que não deveria, especialmente na frente dos nossos pais. Temi que eles percebessem a cumplicidade daquele olhar. Felizmente, Rogério estava se servindo de salada e Carmen olhava para o próprio prato.
Foi sem levantar os olhos que ela disse:
“E você não poderia vir sem ele? Vocês nasceram da mesma b****a, não grudados um no outro. O fato de terem a mesma cara, não quer dizer que precisam fazer tudo juntos.”
O sorriso comprometedor de Andrew se foi. De repente, o que também havia sumido, era a minha vontade de comer.
Vendo a reação das palavras dela sobre nós, meu pai levantou o tom. “Agora não é hora para dizer idiotices, Carmen.”
“Isso!” ela explodiu toda a raiva contida desde que descera do carro e começara a recolher as sacolas. Agora seu olhar queimava, enquanto encarava cada um de nós. Jogou o garfo sobre a mesa, ele quicou algumas vezes e sumiu debaixo da geladeira. “Defenda esses doentes! Quero ver quando eles começaram a se comer, não vai me admirar em nada. O tempo todo abraçados como duas bichas escrotas!”
Aquilo havia cortado mais que a faca de sobremesa. Meu pai abriu a boca para dizer algo, mas Carmen foi mais rápida no gatilho: “MAS TAMBÉM, com um pai igual a você, não ficaria surpresa com mais nada.”
Meu pai engoliu em seco, totalmente desconfortável. Percebi que havia mais a ser dito naquelas palavras, qualquer coisa que deixou meu pai desprotegido de argumentos. Não somente sobre Andrew e eu.
Com o silêncio reinando impiedoso sobre todos nós, Carmen não encontrou dificuldades em continuar: “Maldita hora em que eu... se tivesse feito aquilo não teria conhecido você e nenhum deles teria...”
“CARMEN!” juro que o grito que meu pai deu me assustou mais do que o murro na mesa, que fez Andrew dar um pequeno pulo.
Calando-se como se nada tivesse acontecido, Carmen limpou suavemente os lábios no guardanapo e nos deixou. Havia voltado a sua frieza habitual.
Eu nem percebi que tinha os ombros encolhidos e que meu lábio inferior tremia levemente. Não preciso dizer que tinha os olhos lagrimejados. And notou e se levantou, depois me segurou pelo braço, me chamando para o nosso quarto. Nosso pai não impediu que fossemos, ele bufava como um touro bravo. Meu gêmeo m*l tinha me colocado na sua cama e a discussão entre nossos pais ganhou novos elogios e agradecimentos por dezoito anos de convivência.
“Ela disse...” um soluço cortou a frase. “Ela deseja que nunca tivéssemos nascido,” olhei para o rosto de Andrew. Ele sofria igual a mim, diante daquela loucura, mas não ficava triste, e sim com raiva.
Repentinamente, meu gêmeo ameaçou sair do quarto. Sabia exatamente o que iria fazer.
“Por favor, não me deixe sozinho,” se pedisse para ele não interferir, só iria encorajá-lo.
“Então pare de chorar, eu não suporto mais te ver assim,” desistindo de ir brigar com nossos pais, ele caiu sobre mim, todo o seu peso sobre o meu corpo. Senti que os braços envoltos no meu corpo tremiam, ele todo tremia. “Quer ouvir alguma música da Lana? Meu fone está por algum lugar aqui.”
“Quer que eu entre em depressão?” sorri sobre o ombro de And. “Não, preciso ouvir. E se eles falarem de mim, ou pior, do Cleiton, que nem está em casa?” eu também queria não estar. Sair e nunca mais voltar.
“Se lembre que gosto de você,” o sussurro no pé do ouvido veio acompanhado de uma língua fina, longa e muito quente. Eu só pude sentir um arrepio, antes que um grito e o som de algo se quebrando me trouxessem de volta para o inferno.
Já estava quase dormindo nos braços do meu gêmeo, quando a porta do quarto se abriu lentamente. Meu pai entrou ainda mais devagar. Andrew roncava baixinho no meu ouvido.
“Se tivessem um pai e uma mãe de verdade,” começou a dizer Rogério, sua voz indicava que ele estava de joelhos ao lado da cama. “não iriam precisar buscar amor e carinho entre vocês. Seriam amigos, mas teriam amor em outro lugar.”
“Pai, você acha que sou um doente, por estar assim com ele?” perguntei abrindo os olhos.
“Começo a acreditar que a única doente aqui é sua mãe, doente da cabeça,” ele afagou os meus cabelos, o ronco de Andrew continuava solto.
“Vocês vão se separar?” não foi uma pergunta fácil de fazer, sentia uma bola de espinhos presa na garganta.
“Eu e sua mãe estamos...”
“Brigando muito,” completei.
“Sim, não vou negar. Mas esse é um assunto que nós devemos decidir conversando, e ela, juro pela minha vida, não está facilitando um diálogo produtivo há dias.”
“Não quero ver nossa família assim,” confessei, dizendo as palavras pausadamente, para não chorar de novo.
“Nenhuma criança quer, eu sei filho, e isso me fere mais do que as ofensas dela,” novamente meu pai afagou o meu cabelo demorando mais.
“Por que não podemos ser como éramos? Vocês não brigavam assim. Ela gostava da gente. Tínhamos uma vida perfeita. Não somos ricos e tal, mas éramos felizes, não é isso que deveria importar?”
“Fernando, não vou te iludir. Sei que tem um coração gentil e é o mais afetado com essa situação, mas, filho, nem tudo acontece como desejamos,” ele afastou a mão.
“Eu não quero isso!” não tive a intenção de gritar e muito menos acordar Andrew. Ele levantou a cabeça pesada de sono, tentando entender que p***a estava acontecendo.
“Conversamos amanhã. Volte a dormir, os dois,” desejando boa noite, nosso pai nos deixou sozinhos.
“O que tá rolando?” ecoou a voz de sono do meu gêmeo.
“Nada. Pode dormir,” o abracei pelo pescoço, aninhando seu rosto em mim. Uma das mãos de Andrew penetração a parte debaixo do meu corpo, nas costas.
Passados alguns minutos, ele adormeceu. Sua mão descia a todo instante até a minha b***a, e eu precisava ficar tirando ela de lá. Em uma dessas investidas, meu gêmeo chegou a apalpar com força uma das nádegas.
Eu ainda não havia consigo dormir depois da briga na mesa. Tudo o que conseguia pensar era em Andrew dizendo que gostava de mim e de nossa mãe nos chamando de doentes, por estarmos tão unidos, o tempo todo.
Nesse exato momento, por exemplo, And estava dormindo ao meu lado, uma cabeça sobre o braço, o rosto tão sereno. Era como ver o meu reflexo, a mesma pessoa que eu era, até as imperfeições eram combinadas.
Depois das onze, ouvi Cleiton chegando em casa, como de costume no último ano. Esperei ele entrar no quarto ao lado do nosso, até que trocasse de roupa e arrumasse a mochila. Ele provavelmente não iria jantar, para não ter que ouvir nenhuma briga, então não demorei muito. Deixei Andrew dormindo como um anjo, e fui até o quarto do meu irmão. Bati uma vez e entrei, tentando evitar encontrar Carmen indo ao banheiro.
“p**a que pariu,” suspirei caminhando diretamente para a mesa do seu computador, ao lado da cama de casal. “Não bastasse esse inferno aqui em casa, tenho que pesquisar sobre um trabalho que o meu professor de artes quer que eu faça.” Não mencionei que o trabalho era sobre sexo.
“Fernando,” disse Cleiton, enquanto andava de encontro a ele. Suspeitosamente, ele levou a mão como um raio até o mouse e clicou várias vezes.
Meu irmão tentou levantar da cadeira, para impedir que eu visse o que fazia. Fui mais rápido e sentei a b***a na coxa dele, o impedindo de sair. Quem sabe não tenha sido a coisa mais inteligente que eu tenha feito. Quando montei no colo de Cleiton, eu senti que havia algo de errado, uma massa enrijecida sobre a coxa esquerda, exatamente no meio da minha b***a. Imediatamente, fiquei com o rosto em brasa.
“Clay...” eu não estava com medo de perguntar, mas com vergonha. “O que é isso?”
“Eu sou adulto, Fefe. Tenho necessidades depois de um dia estressante,” Cleiton disse na minha nuca. A voz dele levemente trêmula, mas ao mesmo tempo com rouquidão. “É melhor se levantar, não consigo me controlar mais.”
“Acho que é melhor mesmo,” com essas palavras, desmontei do colo do meu irmão. Enquanto saía, aconteceu o que temia: minha b***a roçou aquela extensão dura. Pude jurar que ela reagiu a esse contato, dando uma sacudida sobre minha pele.
De pé, tentei olhar para todos os lados, entretanto ele me hipnotizada, roubando minha vontade própria. Meus olhos foram atraídos para a coisa, lentamente, vi a marca provocada pela ereção no pijama de Cleiton. Por sorte, ele estava de cueca, e ela segurava sua força.
“Ainda continua duro,” me senti o ser humano mais i****a naquele instante. Queria ter um buraco n***o para cair dentro.
“Desculpa, não queria que tivesse que ver isso,” me senti ainda pior ao ver o modo como Cleiton tentava se esconder.
“Não é o primeiro que vejo,” escapou pelos meus lábios. O nervosismo causa danos gravíssimos. Cleiton me lançou um olhar indagador, querendo saber mais. Continuei: “Um cara i****a lá na escola ficou duro também. Estava como o seu, bem evidente,” engoli uma enorme bola de saliva.
“Ele fez algo com você?”
“Não. Quer dizer, ele segurou na minha mão e colocou contra o p*u dele,” me lembrei de Fernando esfregando meus dedos contra o seu pênis. Eu não respondi ao toque, mas ainda assim consegui sentir muita coisa.
“Ele fez o quê? Me diga o nome do babaca, amanhã vou na escola com você,” vi que Cleiton começava a ficar de pé, espumando pela boca. Para tentar impedir que ele começasse a gritar, levantei a mão para acalmá-lo. Ele ficou de pé e eu levantei a mão, que atingiu sua virilha, raspando de novo na ereção protegida pela cueca. O pijama era de tecido fino e revelava a cor escura da cueca.
Meu irmão caiu de novo na cadeira, ao sentir o novo toque. Eu recuei um passo, colocando a mão atrás das costas.
“Ele não vai fazer de novo,” prometi fitando o chão.
“Fefe, você não pode deixar isso acontecer. Sabe o que esse tipo de pessoa quer de você?”
“Eu sei,” era uma meia verdade.
“Então já fez?” Cleiton arregalou os olhos.
“O quê? Sexo? Não! Nunca fiz, mas não sou retardado, ou alienado. Sei o que é cu, b****a e p*u, e como essas coisas se encaixam.”
“Andou assistindo pornô no meu computador?” Cleiton arqueou uma sobrancelha, como se eu estivesse entrando no seu pequeno clube de punheteiros.
“Você quem deixou uma página aberta quando desligou o PC. Eu fui ligar e o navegador abriu sozinho, carregando uma página do Xvideos,” olhei para o monitor. A área de trabalho estava visível, mas eu sabia o que havia naquelas páginas minimizadas. “Eu só queria pesquisar algo para o trabalho da escola.”
“Desculpe, vou tomar cuidado a partir de agora,” Cleiton seguiu meu olhar até o computador, com o suor acumulando no canto da têmpora.
“Por um acaso acha que não tenho idade para ver pornô? Já falei que não precisa me tratar como se eu tivesse cinco anos!”
“Fernando, de uma vez por todas, coloque nessa sua cabeça que sempre vai ser meu irmãozinho,” aquelas palavras combinadas com a ereção de Cleiton, deu um toque nada paternal para a cena.
“É melhor eu voltar amanhã, depois que bater sua punheta,” comecei a ir embora.
Cleiton ficou de pé, me seguindo.
“Se aquele cara tentar qualquer gracinha de novo, quero que me ligue imediatamente,” ele olhou seriamente para mim, não dando outra opção senão concordar com sua voz grave. “Não vou deixar ninguém te mostrar o pau.”
Apontei para a ereção do meu irmão mais velho, com um sorriso sacana.
“Nenhum p*u além do meu,” ele retribuiu o sorriso.
Eu já estava passando por muita merda me envolvendo somente com Andrew, para olhar Cleiton com outros olhos além do de caçula admirador. Dei as costas para dar-lhe privacidade.
Antes que eu pudesse terminar de fechar a porta, vi Cleiton voltar para sua cadeira, mexer no mouse com uma mão e a outra ele enfiou debaixo do pijama, jogando a cueca para um lado e tirando o pênis duro do outro. A glande pingando sêmen e brilhando na luz emitida pelo monitor. A extensão erguendo-se como um rei, coroada por uma cabeçona escura, uma veia destacando-se no centro do pênis.
Se Cleiton fez tudo aquilo sabendo que eu poderia ver, ou não, nunca fiquei para perguntar.