O sol daquela manhã parecia não se atrever a brilhar por completo. A claridade entrava pelas cortinas grossas da suíte, misturando-se ao aroma discreto de jasmim e ao som distante do mar. Virgínia olhava o próprio reflexo no espelho, o vestido branco se moldava ao corpo com perfeição quase c***l. A mulher no espelho não parecia uma noiva; parecia uma prisioneira vestida de pureza. Rubens a observava de pé, apoiado na moldura da janela, o olhar atento e calado de um homem que carrega fúria e ternura no mesmo peito. Ele não era um homem de pedir, era de tomar. Mas diante dela, havia aprendido a conter a própria força, não por medo, mas por respeito. — Meu filho não nascerá como bastardo — disse ele, enfim, quebrando o silêncio. A voz saiu grave, firme, quase solene. Era uma sentença, mas

