A noite caiu sobre a fazenda como véu espesso, tecido por estrelas pálidas que m*l ousavam brilhar. O vento deslizava pelas janelas, trazendo um sussurro antigo, quase humano, como se a própria terra respirasse a dor guardada entre aquelas paredes. Felipe estava sozinho no escritório, a luz fraca da lamparina iluminando papéis e relatórios que ele não lia. O silêncio era cortado apenas pelo tic-tac de um relógio na parede, cada batida lembrava que o tempo avançava implacável, mas para ele, tudo parecia suspenso desde o instante em que voltou a encontrar os olhos de Rosa. Encostou-se na poltrona de couro, os dedos percorrendo distraídos a borda da mesa. Fechou os olhos e o perfume das rosas voltou. Não o perfume fresco da juventude, mas um aroma denso, impregnado de dor e desejo, como se

