O resgate

1913 Words
  Por Bella -NÃÃÃÃOO... NÃO ENCOSTA EM MIIM!!! –grito tentando sair das garras do homem, mas minhas mãos estão amarradas. -Sai de cima dela seu i****a, temos que entregar ela bem. –a mulher fala e eu choro, sentindo o homem saindo de cima de mim. Ele sai cheio de raiva por não poder t*****r comigo, começando a me bater, com porradas e chutes. O chutes são desferidos em minha barriga e apesar de me ouvir implorar para que pare, ele continua enquanto xinga seus palavrões.  -Por favor, pare! Não aguento mais. Meu corpo está mole, não aguentando mais manter meu olhos abertos e sem forças para me defender eu me entrego. -Que parte do: "entregar ela bem", você não entendeu, seu i****a? — um homem entra falando, interrompendo as agressões e me oferece um celular, mesmo vendo que estou quase desmaiando.  -Pega o celular e fala com seu namorado que se ele não pagar, você morre.  -o homem fala me entregando o celular e eu reconheço a voz. Essa voz é do Mauricio! Penso, pois se eu disser é capaz dele querer me m***r. -Alô! Alô! -ouço a voz do meu amor do outro lado da linha no viva voz e choro não conseguindo falar. -FAALA, v***a! -Mauricio grita puxando meu cabelo para trás como se fosse arranca-los e uma dor me invade. -AHHHHHH!!!... Amor, eles querem o dinheiro... senão vão me m***r. -falo baixinho, tentando controlar o ar, sentindo muita dor. -Eles te machucaram, meu amor? -meu lindo pergunta e sinto sua voz embargada pelo choro, fazendo meu choro sair mais alto. -Se não pagar o resgate ela morre. -Mauricio fala com o Evans ao tomar o celular da minha mão e desliga a ligação. Os homens saem do quarto em seguida e amarrada eu fico jogada ao chão, sentindo dor e frio. Sinto algo melado em meu rosto e imagino que seja sangue, mas não tenho como limpar, assim como tirar os cabelos molhados do meu rosto. Imagino que muitas horas se passaram após a ligação, ja que amanheceu e a fome, junto com a sede me consomem. -EEIII, por favor, ALGUÉMM. –grito extremamente fraca. -O que foi agora? –a mulher fala entrando no quarto. -Por favor, água e comida. –falo deitada no chão, sentindo minha barriga latejar de dor e como está de dia, vejo o Mauricio entrar no quarto. -Vou pegar pra ela. –ele fala me olhando e sai me deixando com a mulher enciumada. -Você é muito sortuda mesmo, né, v***a? Tem o gostoso e bilionário do Evans aos seus pés e ainda o Mauricio que está querendo entrar no meio de suas pernas –ela fala e sinto seu ódio sobre mim. -Me solta, por favor! –peço sem muita força pra gritar, a vendo me olhando, mas logo ela gargalha. -Te soltar? Vou receber vinte milhões de reais por você, fofa. - afirma ainda rindo e sai do quarto. -Aqui a sua comida e água, mas já que estou te dando um agrado, vai ter que me dar também. –um dos homens fala colocando a mão em minha boca para eu não gritar. -Desde que o Mauricio mostrou sua foto, penso em fazer isso. –diz em cima de mim e me debato, tirando forças do alem, o mordendo bem forte no braço arrancando um pedaço de carne. -Sua v***a, agora vou te mostrar como se bate de verdade. –ele fala furioso após olhar o estrago que eu fiz. Ele aperta meu pescoço contra a parede e eu tento me livrar, mas ele é mais forte. Sou jogada no chão, começando a receber vários socos em meu rosto. Os socos me deixam zonza, mas achando que está pouco, ele se levanta e começa a dar chutes fortes em minha cabeça e vários outros em barriga. -SOCORROOOOOO, me tirem daquii. –dou o ultimo grito, antes de perder as forças e a porta se abre, mas eu não vejo mais nada... Por Nicholas Evans Estou dando voltas na sala, enquanto eles tentam o mandado para ir atrás do Mauricio. Meu celular toca e é um número restrito, igual ao que recebi dos sequestradores, fazendo meu coração gelar de medo. -Alô! —atendo e não falam nada. —Alô! -repito e ouço um choro. Minha pequena! Sinto como se recebesse um soco no estômago e me apoio na cadeira para não desabar em frente de todos que ouvem a ligação no viva voz com Tobias pediu. -FAALA, v***a!  Meu Deus! -AHHHHH...Amor, eles querem o dinheiro... senão vão me m***r. -avisa chorando em meio ao terrível grito de dor e sinto minhas pernas fraquejarem, sentando no sofá ao lado da Yasmim e da Lia que choram baixinho ouvindo a ligação. -Eles te machucaram, meu amor? - pergunto tentando não passar fraqueza, mas meu choro está a um passo de ser liberado. -Se não pagar o resgate ela morre. -alguém fala e desliga o celular, com o choro da minha mulher ao fundo. -Eu consegui! Rastreei a ligação. -um dos agentes federais fala chamando a nossa atenção. -E eu consegui o mandado, bora pegar ele. -Tobias fala levantando o mandado para pegar o Mauricio que acabou de receber de um oficial. Durante a rápida investigação sobre a vida do Mauricio, descobrimos que ele com a namorada, estão envolvidos com trafico de drogas e outros pequenos crimes, dando mais enfase na teoria dele ser o sequestrador. -Vamos! –falo pegando as chaves do meu carro. -Nick , você fica! –Tobias ordena me vendo disposto a qualquer coisa. -Minha mulher precisa de mim, não vou ficar aqui esperando. Vamos! –falo não dando chance dele retrucar e saio de casa. Fomos todos em comboio, com cinco carros dos policiais saindo da minha rua e eu vou no meu com o Diego. -O que vai fazer quando chegar lá? – Diego pergunta preocupado. -Estou preparado para tudo. –falo mostrando uma arma no porta luvas e ele se assusta, mas não diz nada. Depois de quase uma hora de carro chegamos na estrada da fazenda que rastrearam pela ligação e paramos os carros escondidos. -Vamos ter que entrar a pé, para que eles não nos ouçam chegando de carro. –Tobias fala nos dando os coletes e todos concordam. Corremos por uns cinco minutos até avistarmos uma casa bem grande e uma casinha próxima. Tobias mandou alguns para a casa grande e nós fomos em direção a casinha. -Vocês por trás. –Tobias fala pra três homens, que logo seguem para os fundos. -Quando contar até três, entramos pessoal. Nick você entra depois, senão me complica. –Tobias fala e eu concordo. -Um, dois.. -ele fala e quando ia contar o três, ouvimos o grito da Bella. -SOCOOORROOOO... Olho pro Tobias assustado, que logo arromba a porta com o pé. Os homens entram com as armas em punho e tiros ecoam pelo local. Meu Deus! Entro logo atrás e uma mulher com um homem estão caídos pelo chão. Ouço mais um tiro vindo do que parece um quarto e corro para lá com a adrenalina perdendo para o meu medo. No quarto vejo um policial caído, Mauricio em pé ainda com a arma na mão e a Bella desmaiada ao chão com o corpo cheio de sangue. Vou pra cima dele enfurecido, que deixa a arma cair e meu ódio por ele é tanto que distribuo vários socos em sua cara.  Ele rola para perto da arma, a pegando e apontando para mim com um sorrisinho de vitorioso na boca. Ouço o tiro e por instinto fecho os olhos esperando ser atingido, mas quando os abro, o vejo caído no chão. Olho para trás, procurando saber quem atirou, vendo que foi o Tobias quem me salvou e corro para onde está a Bella. -Minha pequena! -falo a pegando em meus braços, percebendo que seu rosto está completamente  machucado. -Amor, olha pra mim. –peço a levando pra fora, assim que Tobias solta as algemas, mas ela não reage. -Já chamei uma ambulância. –Tobias fala ao meu lado e a coloco na grama. Depois de poucos minutos a ambulância chega e nada da Bella acordar. Entro com ela na ambulância e uns barulhos estranhos nas maquinas começam a aparecer. -Parada cardíaca, começando RCP. –o paramédico fala e começa a fazer a reanimação. -Meu amor, fica comigo, por favor. Eu te amo! –imploro sentindo minhas lagrimas em meu rosto e dou espaço pra eles trabalharem. -Mais rápido. –o outro paramédico fala batendo na parede da ambulância e imediatamente o motorista liga as sirenes, aumentando a velocidade. Chegamos no hospital mais próximo e eles rapidamente a levam para dentro, mas ainda a tempo de ouvi-los falar algo que me deixa louco. -... hemorragia interna. – falam e me desespero.  Meu Deus, ajuda minha mulher. Eu a amo demais! Pego o celular com as mãos tremendo e ligo pra Yasmim. -Achamos ela, Diego vai te mandar o endereço do hospital. –falo segurando o choro assim que ela atende chorando. -Ela está bem? – pergunta chorando e não consigo falar, se eu falar vou desmoronar. -Cunhado? Me fala a verdade. –ela fala e lagrimas escorrem pelo meu rosto, respirando fundo para responde-la. -Ela está em cirurgia. Liga pro Diego. –falo e desligo procurando um banheiro. Entro no banheiro desesperado e fecho a porta, liberando meu choro que desde ontem está preso em minha garganta. Choro como nunca chorei antes. Choro para aliviar esse medo que sinto a todo instante de perde-la. Nunca amei tanto uma pessoa, como a amo. Não me vejo sem o meu amor. Os minutos passam enquanto choro e depois de muito esforço consigo me controlar, parando de chorar. Saio do banheiro após lavar o rosto e vejo o Diego ao lado do Tobias a minha frente. -Ela vai sair dessa! –Diego fala me abraçando e com a tristeza instaurada em meu peito, balanço a cabeça confirmando. Três horas se passam após a entrada da Bella na cirurgia e isso está acabando comigo. Essa espera deixa qualquer pessoa enlouquecida. -Por que eles não falam nada nessa p***a de hospital? –Yasmim pergunta impaciente, se levantando de onde estava sentada ao lado da Lia. Quando o Diego ameaça responde-la, a doutora que atendeu a Bella aparece na sala de espera e todos ficam atentos a mulher. -Família de Ysabella Alcântara. –chama e nos reunimos para receber as informações. -Somos nós. –falo posicionado em sua frente. -Ela teve duas paradas cardíacas e chegou aqui com hemorragia interna no útero, traumatismo craniano e 2 costelas quebradas. Conseguimos controlar a hemorragia e agora é esperar, mas já te falo que ela é uma guerreira. Sofreu muito golpes pelo corpo, principalmente na barriga e cabeça. Não sabemos se vai ficar sequelas, mas vai precisar de muito amor pra se recuperar. – informa e passo as mãos nos cabelos de nervoso. -Meu Deus! - Yasmim fala com a mão no peito. -Calma, amiga.-Lia pede chorando, tentando consolar a Yasmim, que olha pra mim e vem me abraçar. A aconchego em meus braços e ela chora alto, se entregando ao desespero. -Podemos vê-la? –pergunto escondendo meu desespero. -Sim, mas apenas um por vez. -Pode ir primeiro, cunhado. -Yasmim fala e nem a questiono, caminhando para a UTI ao lado da doutora. -Ela pode demorar um pouco para acordar, devido aos sedativos. - a doutora fala no corredor e eu balanço a cabeça concordando.
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