-Conseguiu a clinica, meu amor? —pergunto depois de beija-la em sua bochecha.
-Consegui sim, mas é um spa de tratamento depressivo. O melhor do estado. Olha as fotos que estão disponíveis no site da clinica.
Olho as fotos em meu notebook com calma, assim como os comentários e avaliações, gostando muito do que vejo. Pego meu celular para uma conversa com o responsável, explicando ao gentil homem, a real situação da minha mãe e ele me aconselha a iniciar com os tratamento imediatamente.
Concordando, entro na questão de valores e sou informada que por mês ficará em 12 mil reais por mês com tudo o que tem direito. Acho um absurdo, mas para a minha tristeza, Yayá informa que essa é a média das excelentes clinicas. Deixo avisado que estou levando minha mãe para interna-la e sigo para o quarto dela.
A chamo avisando que consegui a clinica e triste ela se levanta da cama. Passando as mãos sobre seu vestido para "desamassa-lo", ela pega sua bolsa e saímos todas juntas no carro do tio Pedro, pai da Lia.
-Esse lugar é lindo, mãe! - digo assim que acabamos de conhecer o lugar, entrando no quarto que passará os próximos meses.
-É sim, minha filha! - concorda triste, quase chorando, em ficar numa clinica e a abraço ao lado da Lia e Yayá.
-A senhora cuidou da gente sozinha com muito amor e doçura e é em nome desse amor que estamos aqui em busca de tratamento para essa maldita doença. Eu te amo! -falo em seu ouvido, enquanto libera seu choro em meus braços.
-Sempre que pudermos estaremos aqui. A senhora não está sozinha! - falo, pois a clinica é afastada de casa e eu estarei trabalhando muito nos próximos dias.
-Eu te amo, mãe!
Yayá fala dando um abraço em nossa mãe, arrependida pelo que esbravejou em casa e saímos do quarto. Voltando para o carro, com a promessa de voltarmos sempre que pudermos.
-Vai ficar tudo bem, meu amorzinho. -falo ao vê-la chorando no banco de trás.
-Amiga, você tem uma reunião agorinha com a empresa de sapatos do Rafa, lembra? Tem forças para ir - Lia pergunta e sem poder me da ao luxo de cancelar, eu confirmo que sim.
-Você vai passar m*l Bella, tem dias que não para. -Yayá diz preocupada, com lagrimas em seu rosto.
-Não se preocupe, amor, vou ficar bem. —Respondo carinhosamente e me viro para minha amiga, ja começando a falar. —Me deixa na reunião e pode ir descansar, amiga. -falo e ela sorrir.
Entro no prédio me identificando na recepção e me mandam ir para uma sala de espera, assim eu faço sentando no sofá da sala. Penso em tudo no que está acontecendo e meu coração está em frangalhos. Ouço a porta da sala de reuniões sendo aberta e vozes vindo de la.
-Foi um prazer fazer negocio com vocês. -opaa conheço essa voz.
Quando os homens saem, me olham e o dono da empresa que conheço a anos vem me cumprimentar. Olho para o seu lado, vendo o meu lindo me olhando e um sorriso brota em meus lábios.
-Boa noite, dona Ysabella Alcântara, é um prazer te receber aqui. -Fala formalmente em brincadeira, pois nos conhecemos desde quando comecei o canal.
-O prazer é todo meu, senhor Rodolfo. - respondo sorrindo de ladinho e estendo a mão para ele.
-Evans, essa é Ysabella Alcântara...Ysa, esse é Nicholas Evans. Dono da famosa empresa Evans. -Rodolfo fala com seu carinhoso apelido, que só ele me chama assim.
-Eu ja o conheço, senhor Rodolfo. - Respondo oferecendo minha mão para o meu lindo em cumprimento, que aceita sorrindo de lado.
-Estava chorando, Ysa? - senhor Rodolfo pergunta todo preocupado.
-Imagina, é só uma alergia boba. -respondo sorrindo, tentando passar credibilidade, mas acho que não conseguir pelo meu nervosismo.
-imagino que tenha vindo para a reunião -Rodolfo fala mudando de assunto e eu confirmo.
-Rafael está a sua espera, ele falou de você a semana inteira. Dá uma chance pro meu filho, menina. -O senhor que eu tenho um enorme carinho pede, ja que é doido para me ter como nora.
-Ja tenho outros planos, senhor Rodolfo. - falo sorrindo e meu lindo está de cada fechada.
Olha o ciume, aí!
-Com licença meninos, tenho uma reunião agora. -falo e beijo a bochecha do senhor Rodolfo.
-Foi um prazer te rever, Evans. -falo com a mão na maçaneta da porta.
-O prazer é todo meu. - ele fala e deixo um sorriso escapulir entre meus lábios, entrando na sala de reunião.
-Ei princesa, tudo bem? -Rafa fala ao lado de duas mulheres.
-Ei Rafa, tudo bem sim e você? Tudo bem meninas? -pergunto indo até ele para um beijo em seu rosto e as meninas me cumprimentam fazendo o mesmo.
-Liane me informou que está tudo pronto e que só falta assinar. É isso mesmo? -pergunto sentando a sua frente e elas concordam.
-Está tudo certo, princesa. Vai ser um comercial de tv de vinte segundos e outdoor. As gravações durarão três dias, sendo um para as fotos. Começamos daqui cinco dias. Tudo bem? - pergunta me deixando a par de tudo.
-Tudo sim, querido. Vou ler e assino. -falo pegando o contrato e uma mensagem chega em meu celular.
Peço licença a eles e abro a mensagem com receio de ser algo relacionado a minha mãe, mas sorrio vendo que é do meu lindo.
-Vou te esperar no carro. Cuidado com o Rafael. -fala e sorrio com o ciume dele.
Sem responder volto minha atenção para o contrato e leio cada palavra.
-Exemplar como sempre, Rafa. Muito obrigada por lembrar de mim para essa campanha. Você é um amor. Obrigada pela atenção, meninas. - Falo me levantando e vou até o Rafa o beijando no rosto em despedida e o mesmo faço com as meninas.
-Esteve chorando, Bella? -pergunta atencioso como o pai.
-Problemas com minha mãe querido, obrigada por perguntar. -falo, pois mentir ja vi que não funciona comigo.
-Toma aqui alguns brindes pra você se alegrar. - fala me entregando quatro caixas de sapatos.
-Opaa, já me fez esquecer o chororô. Obrigada, querido! -digo brincando e rimos.
Beijo novamente o rosto dele e saio cheio de sacolas, andando até o carro do Evans. Quando vou abrir a porta de trás, ele abre a porta da frente para eu entrar. Entro sentando ao lado dele e coloco todas as sacolas atrás, fechando a porta em seguida.
-Como foi? - pergunta e entendo que se refere a reunião.
-Assinei mais um contrato, tenho trabalho durante todos os dias por quase duas semana, com apenas uma folga. -falo cansada, mas ao mesmo tempo satisfeita com o bom dinheiro que vai entrar.
-Por que trabalha tanto, minha pequena? -pergunta colocando minha franja atrás da minha orelha e fecho os olhos com o carinho.
-Moramos de aluguel, pago a faculdade da minha irmã, pago o salario da minha empresaria, sustento a minha família, compro equipamentos de trabalho e agora pago o tratamento da minha mãe. São por essas e outras que trabalho tanto. Não estou reclamando, muito pelo contrario, tenho orgulho de mim, mas estou cansando . -falo desanimada.
-Realmente é muita coisa. -ele fala abismado com o tanto de conta pra pagar.
-Preciso passar em casa pra resolver umas coisas que não deu tempo. Me espera? -pergunto e ele concorda.
Chego em frente de casa e quando vou sair, fico tonta, me apoiando no carro para não cair.
-Pequena? O que houve? - pergunta preocupado.
-Não sei, desde antes da reunião que estou tremendo e me sentindo fraca, mas acho que só preciso descansar. Vou lá pegar umas coisas rapidinho e ja volto.
-Eu vou com você, se não se importar. -fala e concordo o vendo saindo da sua Ferrari.
Entramos em casa e fomos direto para o meu quarto. Pego uma malinha de mão que ganhei num recebidos e coloco roupas, camisolas, make e produtinhos femininos como hidratantes e essas coisas. Pego também um tênis branco e coloco numa sacola para levar.
Troco de roupa na frente dele, tirando a calça social e a camisa de seda, vestindo um shortinho jeans bem curtinho e cropped branco. Calço meus chinelos Ipanema e pronto.
-Simples e linda! -elogia me olhando de cima a baixo e sorrio.
Tranco a casa sentindo aperto no coração por não ter minha mãe aqui, mas respiro fundo e fomos para o carro.
-Vou ligar pra minha irmã rapidinho, tudo bem?! -falo tirando meu celular da bolsa e ele concorda com a cabeça, enquanto dirige atento ao percurso.
No segundo toque ela atende e coloco no viva voz, que é uma mania antiga
-Amorzinho, vou pra casa do Evans, queria que você passasse uns dias com a Lia se ela não se importar. Vou trabalhar todos os dias nas campanhas e a noite vou para a casa dele. -falo e ela pergunta a Lia se pode, ouvindo logicamente a resposta positiva, ja que não se desgrudam.
-Então seu lindo misterioso é o Evans? p***a! Sempre pega os gostosos. Seja feliz! Aproveita, eu vou ficar bem. -fala e sorrio envergonhada por ele ouvi-las.
-c*****o amiga, até vendada chove gatos pra você. Esse não é um simples gato, é um leão. Sua p****a deve ter mel, por onde passa os homens ficam louco. -Lia fala e eu fecho meus olhos. Que vergonha, Senhoor!
-Obrigada por dividir com o Evans, meninas. Ele ouviu tudo. -aviso em ironia e elas explodem em gargalhadas do outro lado da linha, vendo que me fodi.
-Beijos pra vocês e cuida bem da minha irmã, Lia. -falo e rindo elas desligam.
-Desculpa por isso! -falo vendo não gostou e balança a cabeça concordando.
-Você é bem protetora com sua irmã, né? - pergunta mudando de assunto.
-Sempre fui. Minha mãe sempre trabalhou fora e eu ficava encarregada dos seus cuidados, mas agora com a nossa mãe desse jeito piorou. A verdade é que precisei amadurecer muito cedo e acabo sendo a chata do trio com meus excessos de cuidados com ela e a Lia. -conto um pouco sobre mim e ele alisa minha perna em um doce carinho.
-Vamos jantar? -pergunta e um estalo é dado em minha memoria.
-Eita p***a! Não coloquei nada no estomago hoje. Por isso estou me sentido fraca. Desde a hora que acordamos não comi nada com esse turbilhão de coisas. -falo me sentindo a mais jumenta de todas.
Quem esquece de comer?
-Seu dia foi bem puxado, mas você precisa comer. - fala parando em frente um luxuoso restaurante .
-Você num vai me fazer entrar num restaurante chique de chinelos, vai? -pergunto rindo e ele rir junto comigo.
-Vou pedir pra embrulhar. -fala e concordo fazendo joinha.
Chegamos na casa dele com o nosso jantar dentro de uma grande sacola de papel e após pegarmos os talheres, sentamos na mesa de fora, nos deliciando com um maravilhoso jantar.
-Estava uma delicia! -falo juntando tudo e ele me ajuda.
-Vamos tomar banho e assistir um filme? -pergunta ao entrarmos em seu quarto.
-Vamos. Sabia que precisamos ir no mercado? Amanha vamos acordar e não tem nada pra comer. -falo e ele sorrir.
-Engano seu, pedi ao Diego que comprasse algumas coisas hoje. - explica sorrindo, todo orgulhoso e me abraçando por trás.
-Danadinho!
Tomamos um "banho" incrível, colocando em seguida uma camisola branca curta e ele uma cueca boxe preta, indo para a cama assistir filme. Assistimos o filme grudadinhos, mas minha mãe não sai da minha cabeça.