Patricia narrando - dia na Angra Depois de tudo… depois de tanto fogo, de tanto sentimento misturado na pele, eu deitei no peito dele, e só fiquei ali, ouvindo o coração do Tatu bater. Aquilo era meu refúgio. A batida forte do peito dele me dava uma paz que nem sei explicar. Demoramos pra levantar da cama. Ele me olhava como se eu fosse a coisa mais preciosa do mundo — e de alguma forma, naquele momento, eu me sentia mesmo. A mulher dele. Não só por palavras, mas pelo jeito que ele cuidava, que me tocava, que me respeitava. — Bora viver esse dia, minha mandada? — ele disse, com aquele sorriso que quase desmonta tudo em mim. Nos levantamos, tomamos um banho juntos — daqueles demorados, cheios de risadas, beijos, água quente escorrendo nos corpos ainda marcados da noite. Quando saímos, e

