Capítulo 6 - Serena

2137 Words
- Ei! – o repreendeu enquanto escondia os s***s com as mãos. Bruno sorriu maliciosamente.– Pare de olhar! - Engraçado... há poucos minutos era você quem me comia com os olhos. - A face de Serena queimou. – E agora, é você quem está agarrada a um homem nu. A voz dela sumiu enquanto ficava em dúvida se continuava a esconder os s***s, ou se tampava os olhos para não ver a nudez dele. De qualquer maneira, nem precisou escolher, pois o m****o duro de Bruno já estava estrategicamente posicionado na frente de seu centro quente. - A-ai meu Deus, me desculpa... - se forçou a encarar ele. Os olhos de Bruno estavam em brasas, olhando seus lábios. – B-Bruno... – Serena ia dar um basta naquele momento, ainda que lhe faltasse palavras.  No entanto, um berro a sobressaltou: - AGORA EU ENTENDI TUDO! – Uma mulher gritou da beira da piscina. Era uma loira com corpo escultural e vestida com nada menos que lingeries cor de sangue. Os olhos dela vidravam em Serena, com nenhum tipo de simpatia. - Rebeca, não é o que você está pensando. – Bruno murmurou. - Não é o que estou pensando?! – Rebeca repetiu incrédula. – Eu vejo o meu homem nu com uma mulher na piscina, e não é o que estou pensando?! Serena arregalou os olhos e cutucou Bruno. Nem precisou falar nada para que ele entendesse que ela queria ser levada até a escada para sair da piscina. Bruno a levou até a escada, ajudando para que ela saísse. - Quem é ela?! – A mulher exigiu saber enquanto Serena saia. - Ela é... - Meu nome é Serena. – Disse determinada. As roupas de Serena se tornaram um peso quando se colaram no corpo. O olhar da mulher voltou para ela, mas precisamente, para a barriga dela. - Eu não acredito que você engravidou es... - Rebeca, já chega! – Bruno disse entre dentes, a voz saindo como um trovão, não só assustando Rebeca, mas também Serena. - Como você pôde fazer isso comigo... – a mulher começava a chorar. Serena sentiu o coração apertar dentro do peito. Meses atrás era ela quem passava por isso. Sem saber o que fazer, ela foi até uma toalha seca que estava dobrada em cima de uma espreguiçadeira, repassando-a para Bruno, que ainda estava parado dentro da piscina sem roupa. Serena ficou de costas para que ele saísse da piscina. - Rebeca, eu vou sair daqui e nós iremos conversar como dois adul... – Você me chamou até a sua casa quando já estava com uma piranha... - Rebeca parecia completar a lacuna de teorias estranhas. - Ei! – Serena a advertiu, mas Bruno, já vestido, colocou-se à frente dela. - Rebeca, não a trate assim. Se me deixar explicar, saberá que Serena não tem culpa... – ele levantou as mãos, tentando acalmar a fera loira. Rebeca fechou ainda mais o semblante.- Vamos conversar lá dentro. Eu e você... - Não. Não tenho nada para falar com você...Todo esse tempo você mentiu pra mim! – Rebeca colocou as duas mãos na cabeça. – Engravidou essa cachorra... A pele de Serena tremia, e ela ficou com ainda mais receio quando Bruno pareceu inspirar fundo, sem paciência. - Rebeca, saia da minha casa. – Ele foi taxativo, a voz baixa mas altiva.  - O quê?! É ela quem tem que ir embora, essa cachorra grávida! Uma lágrima caiu dos olhos de Serena. Ela tentou ser rápida ao limpar o caminho molhado, que não passou despercebido por Bruno, que olhou ainda mais furioso para a mulher. - Quer saber, Rebeca? Não quer conversar a sós? Então ok, vamos conversar aqui mesmo.... Você está cansada de saber disso, mas mais uma vez vou repetir: Eu jamais tive algo com você além de sexo. - O quê?! – A mulher explodiu. Serena sentiu-se extremamente desconfortável entre eles.- Eu sempre fui sua escolha... - Para sexo casual. – Bruno completou. – Só isso. Agora, se você supôs algo que nunca existiu, eu sinto muito. - Não! – a mulher argumentou. – Você sempre me tratou com tanto carinho... até agora, só porque essa daí está aqui! – Rebeca apontou Serena, que mordeu os lábios, tentando conter as lágrimas. - Vou deixar vocês... – Serena murmurou baixo, saindo a passos lentos. - Você não vai a lugar nenhum, sua casa agora é aqui. – Bruno determinou para Serena, a segurando pela mão. Depois disso se voltou novamente para Rebeca. – Para de a tratar assim, Rebeca! Ela nunca fez nada para você. – Ele tentava novamente impor juízo na mente de Rebeca. - É mesmo? Como ela não fez nada para mim se está esperando um filho seu, morando na mesma casa que a sua? – Rebeca foi cínica.  - Ela não está... - Vem aqui sua c****a prenha! - Rebeca ralhou na direção de Serena, que tentou não se encolher. A veia do pescoço de Bruno saltou quando ele observou a loira dar um passo na direção de Serena.  - Rebeca, você está proibida de falar da Serena assim, e outra... – ele apontou para a saída - Sai.Da.Minha.Casa. Rebeca girou nos calcanhares e saiu batendo o pé. Bruno soltou a mão de Serena e foi ao encalço dela. Quando Rebeca estava prestes a sair, parou e se virou para Serena. - Não pense que isso vai ficar assim... A sua vida e deu seu filho serão um inferno... Isso é uma promessa! Serena, que estava tomada pela vergonha e tristeza, sentiu pura ira subir pela espinha. Não iam ameaçar seu bebê na sua presença. Mas quando ia responder, Bruno foi mais rápido: - Ah, mas não vai mesmo. – Ele murmurou meneando a cabeça. – Porque eu juro que se você encostar em um fio do cabelo de Serena, sou eu quem vai fazer de sua vida um inferno. A promessa de Bruno fez com que Serena e Rebeca ficassem de queixo caído. Rebeca olhou para Bruno uma última vez e seguiu caminho. Quando eles saíram da área de lazer, Serena se sentou na espreguiçadeira por algum tempo, se recuperando das pernas moles e do corpo trêmulo.  Outra pessoa a ameaçá-la.  Ela colocou a mão na barriga, e ainda que seu bebê ainda estivesse com a parte sonora em desenvolvimento, prometeu: - Vai ficar tudo bem, eu não vou deixar que nada aconteça a nós dois. – Ela sibilou, acarinhando a barriga. - Eu também não vou permitir que nada aconteça a vocês. – Bruno murmurou, encostado na pilastra na entrada da varanda. Os olhos dela se arregalaram levemente. - Quanto tempo você está ai? - O bastante. – ele disse, andando até ela com uma toalha seca. Bruno a cobriu com a toalha e sentou ao seu lado. Ele mesmo ainda não havia mudado de roupa, tendo somente uma toalha na cintura. Eles ficaram algum tempo calados. – Ela te ofendeu? – ele indagou depois de um tempo. - Tá tudo bem. - Eu sei, agora está...– ele disse, dando de ombros. – Mas você não respondeu a minha pergunta. - Ela não me ofendeu. - Então por que você estava chorando? – Bruno perguntou. Serena suspirou, os olhos se marejando novamente. - Por nada. São os hormônios. - Me diga a verdade, Serena. Você não é uma boa mentirosa. – ele revidou. Serena cruzou os braços. - Você é um chato, sabia? Será que vai ter alguma conversa entre a gente sem discussões? – ela o encarou com o cenho franzido. - Só quando você for sincera comigo. – os olhos dele eram como fogo n***o a queimando. Era justo, ela sabia. Então tentou novamente: - Tudo bem ... mas só se você também for sincero comigo. - Eu sempre fui sincero com você. Tão sincero que às vezes sou até arrogante. – Bruno revelou. Serena mordeu os lábios, assentindo para aquela declaração. Ela ia se abrir para ele, mas antes, tinha de perguntar: - Você a ama? - Claro que não – Bruno fez uma careta. A frieza dele a assustou. – Por que a pergunta?  - Porque ela ama você. - baixou os olhos, brincando com próprios dedos. - Sinto muito. Ela sabia de minhas intenções desde o início porque deixei bem claro. Mas o que eu não estou entendendo é porque isso está te afetando. – o foco da conversa voltou para ela. - São os hormônios. – mentiu novamente. - Serena, é sua vez de ser sincera comigo. - Ele a lembrou. Ela revirou os olhos e suspirou. - É porque eu já estivesse nesta situação, ok? Sei como é pensar que é amada quando outra pessoa está te enganando.  - Eu não enganei ela, então isso não se aplica ao meu caso... – Ele murmurou, dando de ombros. Mas então, a expressão dele se enrugou. – Pera aí, isso aconteceu com você e meu irmão? Ela engoliu em seco. Falar em Henrique era tão estranho. Ainda não tinha se acostumado ao fato de que não o veria mais... que seu filho não poderia conhecer o pai. - Serena?! – ele a tirou do devaneio. Ela o olhou, se lembrando do assunto. - Claro que não, seu irmão era... Maravilhoso. Queria ter tido mais tempo com ele. - Ela murmurou com um sorriso no rosto. Algo naquela confissão o fez apertar a mandíbula. - Então o que houve? – Ele insistiu. - Por que quer saber? Isso é uma entrevista agora? - Porque você está morando comigo, na minha casa. Quero saber para quem abri a porta. Serena torceu o nariz e desviou os olhos para as lágrimas que começavam a cair só de lembrar dos últimos acontecimentos. Não tinha jeito, uma hora ela teria de falar dele para alguém, só não imaginava que seria tão rápido. - Isso não aconteceu com o Henrique, aconteceu com o Hector. – o nome do mostro tinha um gosto amargo na boca dela. - E quem seria.. - Meu marido. - c*****o, você é casada?! – Bruno levantou de supetão. - Na verdade, estou tentando ser divorciada. – ela esclareceu. - Estou em um processo de divorcio litigioso que se arrasta por 8 meses... - 8 meses de verdadeiro inferno, ela queria dizer. - Meu irmão sabia que você é casada?! – ele a inquiriu. Serena até tentou responder, mas Bruno continuou. – Tem certeza que esse filho é do meu irmão?! Serena sentiu raiva subir à cabeça quando mais uma vez foi pra cima dele com a visão embaçada pelas lágrimas.  - É claro que é de Henrique! Para de ficar me perturbando com essa pergunta... - Ela murmurou, mas Bruno nada fez a não ser continuar observá-la com aqueles olhos negros. Então Serena explodiu - Não precisa ficar tentando me conhecer pois não vou ficar muito tempo aqui, ok?! - ela falou tão rápido que as palavras quase se embaralharam na boca. - Serena... não é isso. Você pode ficar o tempo que quiser. Nunca vou esperar nem pedir nada de você. Mas quero que entenda... minha mãe não aguentaria outra ruptura na família, só quero entender se você não é... - Uma c****a prenha e mentirosa?! - Ela completou exatamente como Rebeca diria. - Fica tranquilo, Bruno. Eu não sou mentirosa, não quero seu dinheiro...  Serena sentia a pele tremer pelo nervoso e a brisa da manhã. Observando seu estado, ele novamente a abraçou, apertando-a dentro dos braços musculosos contra o peitoral nu.  - Tá tudo bem... Não estava nada bem. Quem ele pensava que era para fazer o que bem entendesse com ela, sendo i****a e depois legal?  Uma força descomunal crescia dentro dela. Definitivamente os hormônios deviam estar a influenciando. Serena o empurrou com força. - Não está nada bem. – sua voz revelou determinação. Bruno continuou a observando, impassível – Você é um homem estranho, diz para eu ser sincera, fica com expressão difíceis de entender, uma hora é legal, na outra insuportável... - Serena, me deixa explicar?  - Não! - Ela rebateu feroz. -  Agora eu ... Ela parou de falar, não porque quis, mas sim porque foi impedida pela boca de Bruno, que estava colada na dela. A língua dele fez passagem para entrar, e por mais que tentasse impedir, se debatendo... os hormônios falaram mais alto. O beijo estava quente, a língua dele deslizava em todos os cantos da boca dela, abraçando-a. Serena gemeu entre o beijo, entregando-se. As mãos dele já estavam circundando-a quando ele se afastou de repente. - Funcionou! – ele exclamou, parecendo aliviado. – Serena, estou sendo estranho porque não sei como agir em situações como essa, eu nem mesmo já... - Aí meu Deus... – Serena o cortou, os dedos nos próprios lábios. - Não acredito que você acabou de me beijar! 
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