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Entre Alphas

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intro-logo
Blurb

Zayn Grey tinha tudo. Aos 22 anos, era o alfa absoluto de um império que se estendia por continentes. Herdeiro único da poderosa família Grey, bilionário e CEO, ele dominava o mundo dos negócios com a precisão de um cirurgião e a frieza de um predador. Ninguém ousava desafiá-lo — qualquer tentativa terminava em derrota, humilhação ou pior. Seus olhos eram como lâminas afiadas, sua presença, imponente e inegável. Onde ele passava, o mundo se curvava, respeitoso, temeroso, consciente de que aquela não era apenas mais uma cara bonita de empresário: Zayn era uma força da natureza, irresistível e perigosa.

No outro lado do mundo, Stefan Anderson com fama de demônio — e merecia cada centímetro desse título. Com 23 anos, herdeiro único da família Anderson bilionário e CEO, Stefan não era apenas um homem de negócios; ele era o senhor do submundo, um estrategista frio e calculista que conseguia tudo que queria antes mesmo de ser percebido. Onde ele passava, o medo seguia como sombra, silencioso e constante. Manipulava, controlava, destruía — e adorava isso. Para muitos, seu nome era sinônimo de punição. Para outros, sinônimo de poder absoluto. Mas todos, sem exceção, sabiam: ninguém saía impune de um encontro com Stefan Anderson então, o destino, com sua ironia c***l, decidiu brincar com eles. Dois alfas acostumados a dominar, acostumados a ter o mundo aos seus pés, agora se viam presos em algo que nenhum dinheiro, influência ou força poderia controlar. O universo tinha uma maneira irônica de equilibrar poder com vulnerabilidade. E agora, os dois homens mais perigosos de suas respectivas esferas descobriram que eram mais que rivais — eram predestinados.

Quando Zayn e Stefan se encontraram pela primeira vez, não houve fogo imediato, mas uma tensão palpável que podia ser sentida no ar. Era como se o mundo tivesse parado por um instante, apenas para observar o choque de forças que se formava ali. Cada olhar era carregado de desafio, cada gesto, uma promessa de conflito e desejo. A química entre eles era inevitável, selvagem, um campo minado de tensão que ameaçava explodir a qualquer momento.

Eles não estavam prontos. Nem podiam estar. Dois alfas acostumados a controlar tudo agora precisavam lidar com algo que fugia ao seu controle: a necessidade do outro, o reconhecimento da própria vulnerabilidade, o desejo que queimava sob a superfície de suas almas de ferro. Cada toque entre eles era uma arma, cada sussurro, uma promessa e uma ameaça simultânea. Cada encontro os puxava mais para perto, e ao mesmo tempo, mais para a borda do abismo.

Para Zayn, Stefan era o caos que ele não sabia que precisava. Um demônio impossível de domar, irresistível e assustador. Para Stefan, Zayn era a força que desafiava seu controle absoluto, uma ameaça que excitava e confundia. E no momento em que o desejo e o poder começaram a se entrelaçar, ambos perceberam uma verdade simples, mas aterradora: sobreviver não seria uma questão de força ou dinheiro — seria uma questão de confiar no outro.

O mundo tinha suas regras, mas o destino não se importava com regras. O destino não perguntava se eles estavam prontos, se queriam, se tinham experiência suficiente para lidar com o que viria. Ele simplesmente jogava Zayn e Stefan juntos, obrigando-os a navegar por um mar de perigo, poder e paixão que queimava tão intensamente quanto o próprio fogo do inferno.

E assim começou o jogo mais perigoso de suas vidas. Um jogo sem regras, sem refúgio, onde cada movimento poderia ser a diferença entre domínio e destruição, desejo e destruição, amor e perda. Um jogo que nenhum deles estava preparado para jogar — mas que ambos, secretamente, sabiam que nunca poderiam deixar.

Zayn Grey e Stefan Anderson não pediram por isso. Mas o destino, filho da p**a como sempre, não dá escolha. E quando os alfas mais implacáveis do mundo descobrem que não podem dominar um ao outro — e que cada toque, cada olhar, cada respiração compartilhada é uma arma e uma promessa ao mesmo tempo — eles finalmente entendem que predestinados não é apenas uma palavra: é uma sentença.

O mundo pode tentar controlá-los. O medo pode tentar afastá-los. Mas quando dois titãs se encontram, nada será como antes. Nem o poder, nem o dinheiro, nem a própria vida. Porque Zayn Grey e Stefan Anderson prenderão da maneira mais difícil que, às vezes, o maior desafio não é dominar o mundo mas sobreviver ao destino — e a si mesmos.

E Hánika? Ela apenas sorria, inocente e poderosa, sem saber que era ela a chave que uniria dois mundos — dois alfas — de uma maneira que nenhum deles jamais imaginou ser possível.

O mundo, que antes parecia pequeno demais para conter o orgulho de dois alphas, agora cabia perfeitamente dentro de um único lar.

Os nomes Grey-Anderson já não era um sinônimo de batalhas e rivalidade,olhares desafiadores e jogos de poder.Tornou-se um refúgio. Um lugar onde o riso ecoava pelos corredores, onde o amor era intenso, dominante e inquebrável — substituíra qualquer vestígio de rivalidade.

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Primeiro Encontro
1 Capítulo O Salão Imperial brilhava sob a luz dourada dos lustres de cristal. O som das taças ecoavam pelo salão, risos discretos ecoavam e o aroma de perfumes caros misturava-se ao de vinhos raros. Era a primeira grande noite de negócios do ano, um banquete reservado apenas à elite empresarial, política e às famílias mais influentes do submundo financeiro. Zayn Grey entrou no salão como se o lugar lhe pertencesse. O terno preto impecável moldava o corpo atlético, os olhos frios percorriam cada mesa com a confiança de quem já sabia que sairia dali com novos contratos assinados. Aos vinte e três anos, ele já era um nome temido e respeitado. Herdeiro dos Grey, alfa dominante, bilionário e estrategista nato, aquela noite era mais uma oportunidade de expandir seu império. Vários investidores aguardavam por ele. — Senhor Grey, uma honra finalmente conhecê-lo pessoalmente — disse um empresário italiano, apertando sua mão. — O prazer é meu. Tenho certeza de que nossa parceria renderá frutos extraordinários — respondeu Zayn com aquele sorriso calculado que sempre convencia qualquer um. Tudo estava correndo exatamente como ele havia planejado. Até que o salão silenciou. A mudança foi sutil, mas impossível de ignorar. Conversas diminuíram, olhares se voltaram para a entrada principal, e até os músicos pareceram perder o ritmo por um segundo. Zayn ergueu os olhos. E então o viu. Stefan Anderson. Alto, imponente, vestido em um smoking n***o que parecia feito sob medida para destacar sua presença ameaçadora. Seus olhos carregavam uma calma perigosa, quase predatória. Ele caminhava sem pressa, mas cada passo parecia comandar respeito absoluto. Não era apenas um homem rico. Era poder bruto, influência, medo e fascínio na mesma medida. O nome Anderson era sussurrado nos círculos mais obscuros do mundo dos negócios. Um rei do submundo. Um homem que ninguém ousava enfrentar. Os olhos de Stefan encontraram os de Zayn do outro lado do salão. Por um segundo, o tempo pareceu parar. Havia algo naquele olhar — desafio, curiosidade… e uma provocação silenciosa. Stefan se aproximou da roda de investidores que cercava Zayn, pegando uma taça de vinho de uma bandeja no caminho. — Senhores — sua voz grave soou tranquila — espero não estar interrompendo. O empresário italiano imediatamente sorriu, quase nervoso. — Senhor Anderson! Na verdade estávamos justamente discutindo uma possível parceria com o senhor Grey. O canto dos lábios de Stefan se ergueu em um sorriso lento. — Estavam? Zayn sustentou o olhar. — Sim. E acredito que chegamos a números muito interessantes. Stefan girou o vinho na taça, observando o líquido rubro. — Curioso… porque eu acabei de adquirir a empresa de logística que tornaria esse acordo possível. Silêncio. O empresário empalideceu. — Como assim? Stefan tirou um envelope do bolso interno do paletó e o entregou ao homem. — Contrato assinado há quinze minutos. Exclusividade total pelos próximos cinco anos. Zayn estreitou os olhos. Aquilo não era coincidência. Era um ataque. O investidor abriu o documento, surpreso, e depois encarou Zayn com pesar. — Senhor Grey… sem a logística, nosso acordo não pode avançar. A mandíbula de Zayn travou. Antes que pudesse reagir, outro grupo de empresários se aproximou, mas Stefan foi mais rápido. — Ah, senhores, aproveito para informar que a rede portuária do sul também fechou comigo esta noite. E a distribuidora central da Europa Oriental também. Um a um, todos os negócios que Zayn havia planejado começaram a ruir diante dos seus olhos. Cada rota. Cada fornecedor. Cada ponte comercial. Stefan havia tomado tudo. O salão inteiro parecia assistir à cena em suspense. Zayn deu um passo à frente, ficando frente a frente com Stefan. A diferença entre eles era mínima, mas a tensão parecia suficiente para incendiar o ar. — Você fez isso de propósito — Zayn falou baixo, a voz carregada de veneno. Stefan sorriu de lado. — Negócios não são sobre intenção, Grey. São sobre velocidade. E hoje… você foi lento. Os olhos de Zayn queimaram de raiva. — Isso é uma declaração de guerra. Stefan aproximou-se ainda mais, perto o suficiente para que apenas Zayn ouvisse. — Não. — disse ele, com a voz baixa e perigosamente calma. — Isso é só a nossa primeira dança. O choque daquela frase atravessou Zayn como eletricidade. Arrogante. Provocador. Insuportável. Mas havia algo mais. Algo na presença de Stefan despertava nele uma mistura perturbadora de ódio e fascínio. Zayn ergueu o queixo, recusando-se a demonstrar fraqueza. — Aproveite essa vitória, Anderson. Porque será a última. Stefan levou a taça aos lábios, sem desviar os olhos. — m*l posso esperar pela revanche. Naquela noite, enquanto o banquete continuava sob luzes douradas e sorrisos falsos, nasceu a rivalidade que mudaria o destino dos dois. O que começou com contratos roubados e provocações afiadas se transformaria em algo muito maior. Uma guerra entre impérios. Entre alfas. Entre dois homens incapazes de recuar. E, sem que nenhum deles soubesse, aquela primeira colisão também havia marcado o início de uma obsessão perigosa. O começo de tudo. ficou suspensa no ar. E foi naquele instante que a rivalidade deixou de ser apenas guerra empresarial. Tornou-se pessoal. Íntima. Obcecada. Perigosa. Nenhum dos dois percebeu, mas naquela parede de vidro, com a cidade inteira abaixo deles, algo mudou para sempre. O inimigo agora também era a única pessoa capaz de fazê-los sentir-se vivos. ..,............................................................... Zayn entrou na mansão como uma tempestade. A porta bateu com tanta força que o som ecoou por toda a sala luxuosa. O terno impecável já estava desalinhado, a gravata frouxa e os olhos dourados queimando de pura fúria. Danilo, que estava sentado no sofá com um copo de whisky na mão, ergueu uma sobrancelha ao vê-lo naquele estado. Danilo apoiou o copo na mesa de centro e soltou um assobio baixo. — Uau… ou você perdeu bilhões essa noite, ou finalmente encontrou alguém à sua altura. Zayn arrancou o paletó e o jogou sobre a poltrona. — Eu vou matar aquele desgraçado. Danilo soltou uma risada curta. — Então é a segunda opção. Zayn começou a andar de um lado para o outro, os passos pesados no piso de mármore. — Stefan Anderson. Aquele maldito arrogante roubou cada contrato que era meu. Cada um, Danilo! — disse entre dentes, passando a mão pelos cabelos escuros. — Logística, rotas marítimas, acionistas, seguradoras… ele já estava em todos os lugares antes mesmo de eu pensar em agir. Danilo observou em silêncio por alguns segundos, divertindo-se com a cena. — Nunca te vi assim. — Porque isso nunca aconteceu antes! — Zayn explodiu, virando-se para ele. — Ninguém ousa mexer nos meus negócios. Ninguém ousa me humilhar daquela forma na frente de um salão inteiro. Danilo cruzou os braços, o olhar analítico. — E isso é só sobre negócios? A pergunta pairou no ar. Zayn travou. A mandíbula tensa. Os punhos fechados. — Claro que é — respondeu rápido demais. Danilo sorriu de lado, claramente não convencido. — Então por que você está andando pela casa como um alfa enjaulado depois de uma reunião? — ele se inclinou no sofá. — Me diz uma coisa… ele mexeu só com seu império ou mexeu com você? Zayn passou a mão no rosto, frustrado. — Aquele homem me provoca. Age como se sempre soubesse meu próximo passo. Como se estivesse me estudando. Como se estivesse brincando comigo. Danilo soltou uma risada. — Parece que alguém finalmente encontrou um rival de verdade. Zayn parou diante da janela panorâmica, observando as luzes da cidade abaixo. — Rival? — repetiu com amargura. — Ele está transformando minha vida num inferno. Danilo se levantou e foi até ele. — Talvez porque você esteja deixando. Stefan sabe exatamente onde te atingir: no ego. Zayn lançou um olhar cortante. — Meu ego não tem nada a ver com isso. Danilo ergueu as mãos em rendição. — Certo, certo… então me explica por que você consegue listar o nome de cada empresa que ele roubou, a cor do smoking que ele estava usando e até o jeito irritante como ele sorri. Silêncio. Zayn apertou o maxilar. Porque era verdade. Ele lembrava de tudo. Cada detalhe. Cada palavra. Cada olhar. E isso só o deixava mais irritado. — Eu odeio aquele homem — Zayn murmurou. Danilo se encostou na janela ao lado dele. — Ódio e obsessão são vizinhos perigosos, meu amigo. Zayn virou-se abruptamente. — Não começa com essa merda psicológica. Danilo riu. — Estou falando sério. Quanto mais ele te provoca, mais você pensa nele. Mais quer vencê-lo. Mais quer provar que é melhor. Isso deixa de ser sobre dinheiro e vira guerra de orgulho. Zayn respirou fundo, tentando controlar a raiva que ainda fervia. — Então o que você sugere? Danilo sorriu, aquele sorriso típico de quem adorava caos. — Revidar. Mas não no impulso. Se Stefan joga xadrez, você precisa jogar pior que ele. Fazer ele acreditar que está vencendo, enquanto você arranca o chão sob os pés dele. Os olhos de Zayn brilharam. A raiva começou a se transformar em algo mais frio. Mais perigoso. Estratégia. — Eu vou tirar dele tudo o que ele tomou de mim — Zayn disse, a voz baixa e mortal. — Cada contrato. Cada rota. Cada vitória. Danilo pegou novamente o copo de whisky e ergueu em um brinde. — Esse é o Zayn que eu conheço. Zayn pegou seu próprio copo, mas antes de beber, seus pensamentos voltaram involuntariamente para Stefan. Para o sorriso provocador. Para a calma absurda. Para a forma como ele parecia gostar daquela guerra. O líquido desceu queimando por sua garganta. — Ele quer guerra? — Zayn falou, encarando a cidade. — Então eu vou incendiar o império Anderson. Danilo sorriu satisfeito. — Agora sim vai ficar interessante. Naquela noite, entre whisky, raiva e orgulho ferido, Zayn decidiu que não descansaria até derrubar Stefan. Mas no fundo… uma parte dele já sabia que aquilo não era apenas sobre vencer. Era sobre Stefan ter se tornado o único homem capaz de tirá-lo do controle. E isso o enfurecia ainda mais.

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