Capítulo 9
Vinícius Strondda
Ela me olhava como um coelho acuado. O corpo encostado na cadeira, a respiração ainda descompassada, como se eu fosse devorá-la ali mesmo.
É... Até que não era má ideia.
Levei o prato até a pia devagar, sem pressa, só para sentir os olhos dela em mim. Sempre tive mulheres demais. Todas dispostas, todas famintas por poder, dinheiro ou só pelo meu corpo. Mas essa… essa parecia um bicho selvagem, que não sabia se atacava ou corria.
— Vai, Lucia. Preciso de sexo.
Ela congelou. O garfo caiu da mão, batendo no prato com um estalo. Vi o medo subir pelo rosto dela, as pupilas dilatarem, a garganta travar. E naquele segundo, algo me irritou.
— Dio… — esfreguei o rosto, soltando o ar pesado. — Eu não tenho paciência pra virgem assustada, e você nem é. Não preciso disso. Se quisesse uma boneca chorando eu tinha pegado qualquer outra.
— Precisa ser hoje?
Ela piscou rápido, como se minhas palavras tivessem atravessado fundo. O silêncio dela me deu mais raiva. Mais vontade de quebrar essa muralha que ela ergueu.
— Sabe por que escolhi você, Lucia? — continuei, a voz mais baixa. — Porque você não é igual às outras. Não abaixa a cabeça. Não implora. Não finge que me quer pelo meu dinheiro ou meu poder. É isso que me chamou a atenção. Então não venha agora tremer como se eu fosse te engolir viva. E vai para o meu quarto, o da esquerda.
Ela arregalou os olhos, mas não respondeu. Levantou devagar da cadeira.
Entrou no quarto ainda com o roupão apertado no corpo, como se fosse a última defesa que tinha. Fechei a porta e encostei no batente, olhando fixo.
— Tira isso. — apontei para o tecido. — Vai dormir comigo sem nada.
Ela deu um passo para trás.
— Isso não. Você já me viu o suficiente.
Sorri de lado, lento.
— Eu decido quando é suficiente.
O olhar dela se acendeu de medo e raiva ao mesmo tempo.
— Vinícius, me deixe fazer qualquer outra coisa, mas não me trate assim. Posso trabalhar pra você.
Cruzei os braços, inclinado.
— Outra coisa? Então… me prova que não é só uma boneca. — aproximei um passo. — Quero ver você me agradar do seu jeito. Chupa meu p*u. Vi como olhava pra ele na boca da Grazy. Sei que ficou com vontade.
Ela arregalou os olhos, mas não recuou.
— Daí não vou precisar tirar a roupa? Posso ficar vestida?
— Pode ficar vestida por enquanto. — confirmei, firme.
Houve silêncio. Ela ficou me olhando, como se medisse o perigo. Depois, respirou fundo.
— Tá bem… — murmurou, quase inaudível.
— Vamos. Estou louco pra te ver abrindo meu cinto, soltando meu zíper com essa carinha de safada.
Ela olhou para meu volume sobre a calça e respirou fundo.
Levantei uma sobrancelha. A ousadia dela parecia quase inocente. Puxei o cinto devagar, soltei o zíper, deixando o som ecoar no quarto silencioso.
— Quero ver você abrindo direito. — falei, a voz baixa, carregada. — Usa essas mãos. Tira meu p*u pra fora que já tá doendo. Duro demais e por culpa sua. Afastou a Gracy e fiquei de p*u duro.
Ela se aproximou devagar. Os dedos tremiam no couro do cinto, mas ao invés de pressa, havia… curiosidade ao segurar meu p*u. Como se estudasse cada movimento. Quando tocou em mim, não havia malícia — era análise, observação.
Passou os dedos estudando e então me olhou quando ficou de joelhos pra mim.
Meu maxilar travou.
— p***a… — resmunguei. — Do jeito que me olha, vou perder o controle rápido.
Ela levantou o rosto.
— Nunca vi nada assim de perto. — Apertou com a mão inteira.
Minha respiração ficou pesada. Então era isso. Não era frescura, não era jogo: era inexperiência. Ela não sabia o que estava fazendo.
— c*****o… — passei a mão no cabelo, irritado comigo mesmo. — Você nunca chupou um p*u antes. Por isso ficou me olhando daquele jeito mais cedo. — A afastei — Para. Pode parar.
Ela ficou em silêncio, só me encarando, como se eu tivesse descoberto um segredo que nem ela entendia.
— Deixa pra amanhã. Perdi a vontade — falei, tirando as mãos dela. — É bom que não seja v***a.
Deve ter dado para um i****a qualquer, que nem mostrou a ela como se faz. Tem i****a que só mete e pronto.
Ela apertou o roupão outra vez, como se quisesse se esconder. Eu respirei fundo, controlando a raiva que queimava.
— Agora deita. — apontei para a cama. — E não é no seu quarto. Vai dormir aqui, do meu lado pra ir se acostumando.
— O quê? — a voz dela saiu num sussurro.
— Você ouviu. — repeti, duro. — Se acostume. A partir de hoje, é na minha cama.
Ela hesitou, mas acabou subindo devagar, como quem pisa em vidro quebrado. Deitou-se de costas para mim, encolhida debaixo dos lençóis, respirando como quem ensaia um sono falso.
Eu fiquei de lado, observando. O quarto estava em meia-luz, e cada movimento dela era nítido para mim. O ombro rígido, o lençol tremendo leve com a respiração contida.
Então percebi: o pé dela se mexeu. Primeiro um roçar tímido no colchão, depois encostou de leve no meu tornozelo, quase imperceptível. Não era acidente. Era uma provocação.
Sorri de canto, mantendo os olhos nela. Foi aí que vi: Lucia abriu os olhos, só um pouco, achando que eu não notaria. Olhou rápido para mim, meu abdômen sem camisa, e no instante seguinte fechou de novo. Mas era tarde. Eu já tinha visto.
— Você está me enlouquecendo ragazza.
Perdi o controle. Avancei sobre ela, arrancando a distância que restava. Minha boca colou na dela com força, sem pedir licença.
"Mama mia."
O beijo foi bruto, faminto. Minhas mãos deslizaram pelo corpo dela, encontraram o nó do roupão e se infiltraram por dentro, tocando seus s***s quentes, a pele macia. Ela arfou contra minha boca, o corpo reagindo entre medo e surpresa.
— Seu toque é tão bom. O que está fazendo? — sussurrou de boca aberta entre o beijo. Que delícia essa mulher.
— Te excitando. Gosta que eu toque assim nos s***s? — passei a palma da mão nos b***s. Ela tem um p****s fartos, gostosos.
— Eu tenho vontade de gemer... — Ah meu Deus!
— Geme. Quero ouvir seu gemidinho gostoso.
Mas, de repente, se encolheu, como se um fantasma tivesse atravessado o quarto. Se afastou, os olhos arregalados, a respiração em choque.
— Você também vai me bater por não conseguir… gozar? — a voz dela saiu quebrada, dura, como quem cuspia uma lembrança.
Fiquei paralisado. A pergunta atravessou minha raiva como faca.
— O quê? — soltei, rouco.
Ela abaixou os olhos, a voz quase sumindo.
— Meu ex… ele me batia. Quando lembrava que não conseguia… quando eu não reagia do jeito que ele queria... Ele deixava uma marca.
Me afastei um centímetro, só o suficiente para ver o rosto dela de verdade. O peito subia e descia rápido, não pelo meu toque, mas pela lembrança.
A raiva que eu sentia se voltou para outro alvo. — Seu ex i****a… te batia por isso? — perguntei, cada palavra carregada.
Ela não respondeu, apenas fechou os olhos, como se já esperasse a violência.
E eu fiquei ali, imóvel, lutando contra o instinto de explodir. Não contra ela. Mas contra o maldito fantasma que ainda respirava dentro dela.
— Shiu. Calma. Eu não sou ele. Você ainda vai me contar quem é. Vou acabar com ele.
Puxei Lucia pra perto de mim. Fechei sua roupa e afaguei seus cabelos enquanto ela se acalmava.
Amanhã ela iria me contar isso direito. Ah se ia.