Capítulo 31 Lucia Bianchi Ele ficou de pé diante do sofá, os olhos semicerrados, a respiração pesada, e ainda assim havia precisão no jeito como se moveu. Aproximou-se até meu perfume bater no peito dele. Eu ergui o rosto. — O que você decidiu? — perguntei, sem conseguir esconder o tremor. Ele não respondeu de imediato. Apenas me virou de costas com as mãos firmes, encaixando meu corpo no dele como se estivesse recolocando uma peça no lugar certo. O calor do seu peito colou nas minhas costas; os dedos apertaram minha cintura, num aviso. — Você é minha — disse, rente ao meu ouvido, a voz grave roçando minha nuca. — Te conheci como Lucia, então será Lucia. — Mas o que a gente vai fazer pra esconder is— — Shiu. — a palavra veio afiada. — Você fala demais. Estou fodido da cara com você.

