— Tu acha mesmo que essa p***a de chavinha de diário vai me segurar aqui dentro? — perguntei, com um sorriso de deboche escancarado, apontando pro meu próprio corpo, pra montanha de músculo que eu sou. — Tu tá de brincadeira com a minha cara, né? Com um chute eu boto essa porta abaixo, com um soco eu transformo esse vidro em pó, e com um tapa bem dado eu apago a tua luz pra sempre. Tu acha que isso aqui é o quê? Um jardim de infância pra tu brincar de trancar a tia? Ela não demonstrou um pingo de medo. Pelo contrário, a desgraçada deu um passo à frente, entrando de novo no meu espaço pessoal, com uma coragem suicida que, por um milésimo de segundo, me pegou de surpresa. — Eu não acho que essa chave vai impedir você de sair, Noah. Eu tenho plena e absoluta consciência de que você pode des

