Capitulo 54

1077 Words

Duas semanas tinham se passado desde aquela carnificina na Lona Preta, um tempo que mais parecia um purgatório arrastado. A tempestade química daquele rebite do d***o, a droga que o Menor tinha introduzido na minha corrente sanguínea naquele momento de desespero, cobrou um preço brutal. Meu corpo, que nunca pediu arrego, capotou legal. Fiquei ardendo em febre, delirando na cama da mansão, misturando sangue, glória e o inferno. Mas o morro, a Rocinha, não para por causa de um rei caído. O movimento é uma engrenagem que não aceita descanso, e eu, como o Monstro, tinha que estar de pé antes que as hienas da própria casa começassem a uivar. O Menor, leal como um cão de guarda, chamou um cirurgião clandestino que a gente mantém na folha de pagamento, um cara que costura perfuração de bala de fu

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