Voltei pra sala e o Menor já tava na atividade, chave do Corolla blindado na mão, jaqueta fechada e a peça dele engatilhada por baixo da roupa. — Foguinho já tá na contenção lá embaixo. Os vapor tão na pista liberando a descida — ele informou, me jogando um óculos escuro. — Vambora. Descemos o morro. O cheiro de maconha misturado com o esgoto a céu aberto e a comida das pensões bateu forte no nariz. A Rocinha tava viva e fervendo. Enquanto eu caminhava até o carro, os soldados do tráfico que faziam a guarda nas ruelas abaixavam os fuzis e faziam o sinal de respeito. "Visão, chefe", "Máximo respeito, Monstro". Ninguém ousava sustentar o olhar por mais de dois segundos. Eu era o dono daquela p***a toda, o juiz, o júri e o carrasco. O morro respirava o que eu ditava, e ver minha tropa arm

