Capítulo 11 O DINHEIRO NÃO COMPRA O MONSTRO

1024 Words

O corpo do Coveiro desabou de lado igual a um porco abatido no matadouro. Ficou estirado na lona suja, sem esboçar mais nenhum reflexo de vida, soltando apenas uma respiração curta, ruidosa e cheia de sangue que borbulhava pela boca. A luta de vale-tudo não tinha durado nem cinco minuto direito no cronômetro, mas o estrago físico e mental daquele comédia ia durar pro resto da vida infeliz dele na cadeira de rodas. Fiquei ali parado no centro da jaula de ferro, com o peito avantajado subindo e descendo de leve, completamente coberto pelo sangue do meu oponente, ostentando apenas uns corte superficiais no braço causados pelo arame dele. Eu não tava nem um pouco cansado, parceiro. Eu tava era... saciado, de alma lavada. Pelo menos por aquelas próxima duas hora de relógio. O locutor baixinho

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