A porta lateral de ferro do blindado destruído foi arrombada de dentro pra fora. Três policiais fardados pularam no asfalto, tossindo fumaça preta, cobertos de fuligem e sangue dos estilhaços. Saquei a minha pistola Glock 9mm com kit rajada da cintura, caminhei na direção deles na maior frieza e deboche, apontando a arma direto na fisionomia do primeiro sargento que tentava levantar. — Por favor, não atira... — o sargento balbuciou, com a farda rasgada e a mão no ombro baleado. — Tu tá achando que aqui na Rocinha tem fada do dente, seu comédia? — debochei, metendo três tiros de maldade direto na rótula do joelho dele. O cara desabou urrando de dor. — Chora mais alto pra eu ouvir o som da tua incompetência, sargento! Hoje ninguém volta pro asfalto de ré! — Recuar! Recuar que o bonde tá c

