Pelos próximos minutos, ele teve que aguentá-la falando sobre todas as coisas que todas as outras tinham e ela não tinha. Honestamente, às vezes ele se perguntava por que dia*bos ele era casado com ela.
— O que você quer, Katie? Vá direto ao ponto.
Ela mordeu o lábio, brincando com uma mecha de cabelo.
— Eu estava pensando em fazer um cruzeiro no final do mês que vem. Ela disse despreocupadamente. — Audrey e o marido também vão, poderíamos fazer algo como casal.
Oskar ergueu uma sobrancelha e pegou o seu charuto novamente.
— Pegue o cartão e vá você sozinha. Você sabe que não estou interessado nessa mer*da.
Katie franziu a testa e se aproximou.
— Quero que você venha comigo. Você sempre foge de encontrar os meus amigos. É incrível que estejamos casados há três anos e você não tenha conhecido Audrey. Ela insistiu, colocando a mão no peito dele.
Oskar deu uma risada seca.
— Seus amigos? De quem você sai da frente para falar m*al? Não brinque comigo, Katie.
Ela se mexeu desconfortavelmente, mas rapidamente tentou minimizar o desconforto.
— Não é bem assim, Oskar…
— É exatamente isso. Ele interrompeu, olhando para ela. — Diga-me, a sua suposta amiga não tem tudo isso que você está pedindo? Você quer ser como ela?
Katie sentiu seu sangue ferver.
— Não é isso! Exclamou ela arrogantemente. — Não importa o que eu faça ou vista, sempre estarei melhor que aquela va*ca gorda.
Oskar soltou um suspiro, passou a mão pelo rosto antes de olhar para ela com uma mistura de aborrecimento e zombaria.
— Não fale assim das pessoas. Ele disse friamente.
Mas Katie não parou.
— O que uma modelo da Victoria's Secret poderia invejar de uma v*aca dessas? Ela retrucou com desprezo.
Oskar fumou silenciosamente por alguns segundos antes de sorrir de lado. Um sorriso m*alicioso e calculado.
— Você inveja algo que não pode comprar, minha querida. Ele soprou a fumaça lentamente, apreciando o efeito das suas palavras: inteligência e personalidade.
Katie sentiu uma pancada no estômago. O seu rosto ficou vermelho de fúria, mas Oskar não estava mais olhando para ela. Ele virou-se novamente para sua mesa, de costas para ela, como se o assunto estivesse resolvido. Como se ela não valesse a pena.
E isso a deixou ainda mais furiosa. Porque Katie podia tolerar muitas coisas… mas a indiferença do marido era um veneno que a consumia viva.
Ela iria engravidar do marido, ter filhos de olhos verdes, destruir o casamento da va*dia gorda e, no final, ela venceria, porque foi por isso que ela se casou com um bilionário. Para ela, sempre vencer.
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O som dos seus sapatos ecoou alto no mármore polido quando Maximiliano De la Vega entrou no seu escritório com a testa franzida e uma enxaqueca latejando na garganta. O seu humor estava ru*im, e quando ele estava ru*im, todos ao redor dele sabiam. O clima na empresa ficou tenso, e cada funcionário fazia o possível para evitar cruzar com ele. Não porque o respeitassem, mas porque o temiam.
Ele m*al havia se sentado na cadeira de couro quando o interfone tocou. A voz trêmula de uma das suas assistentes ecoou pelo alto-falante.
— Senhor. De la Vega, lamento informar que o Sr. Rinaldi cancelou a reunião de hoje. Tentei remarcar, mas...
Um baque alto soou quando Max jogou um arquivo na mesa.
— Que por*ra você acabou de dizer? Ele rosnou entre dentes.
— S-Sr. Rinaldi não está interessado em…
— Não quer me ver novamente? O seu tom estava cheio de veneno. — Você está me dizendo que perdeu uma das reuniões mais importantes do trimestre porque não conseguiu fazer o seu trabalho?
A jovem secretária engoliu em seco e correu para o escritório. Os seus olhos já estavam cheios de lágrimas quando ela tentou falar.
— Senhor, me desculpe, foi um erro de programação… Posso ligar para ele e explicar, garanto que…
Max se levantou de repente, a sua figura imponente eclipsando-a completamente.
— Claro que você vai ligar para ele! Ele rugiu. — Você vai implorar a ele, vai chorar se necessário, mas se eu não conseguir outro encontro com ele, juro que você não será boa o suficiente nem para vender café.
A mulher assentiu, balançando a cabeça, e saiu correndo, sufocando um soluço. Max bufou, massageando as têmporas. A sua cabeça doía, a pressão no peito aumentava e tudo o que ele queria era que todos desaparecessem da sua vista.
Mas o toque do telefone o tirou do seu devaneio. Ele olhou para o identificador de chamadas e os seus lábios se contorceram numa careta de desgosto. Os sogros dele.
Ele bufou, endireitou as costas e tocou na tela para aceitar a chamada de vídeo. Imediatamente, a sua expressão transformou-se num sorriso encantador.
— Meus queridos sogros! Que surpresa agradável. Disse ele em tom amigável, embora por dentro sentisse necessidade de desligar o telefone e jogá-lo pela janela.
— Maximiliano, filho. Ecoou a voz do sogro no escritório. — Queríamos apenas parabenizá-lo pelos relatórios trimestrais. A empresa continua crescendo graças à sua excelente liderança.
Max cerrou os dentes. Se ao menos eles soubessem o quanto eu detesto ter que fingir com eles.
— Bem, estou apenas fazendo o que posso para honrar o legado da família Colton. Ele respondeu com falsa humildade.
A sua sogra, com o seu tom entusiasmado característico, interveio: sabe, Max, estamos planejando um cruzeiro no mês que vem. Você e Audrey deveriam se juntar a nós. Será uma oportunidade perfeita para relaxar e aproveitar o tempo juntos em família.
Audrey. O nome dela era um eco constante na sua cabeça, nos seus pensamentos, nos seus pecados.
— Claro! Eu adoraria. Vou falar com a Audrey e vamos ajustar as nossas agendas. Ele mentiu naturalmente.
Depois de vários minutos de conversa, ele finalmente conseguiu desligar. Assim que a tela ficou preta, o seu sorriso desapareceu. Ele exalou frustrado e levou as mãos ao rosto.
A sua paciência estava se esgotando.
— Senhor. De la Vega? Uma voz feminina interrompeu o seu tormento.
Max olhou para cima e a viu: sua secretária de plantão, uma morena voluptuosa de lábios vermelhos e uma saia muito apertada. A sua mente sombria e distorcida encontrou uma fuga imediata.
Ele sorriu para ela, com aquele ar predatório que fazia tremer qualquer mulher que cruzasse o seu caminho.
— Feche a porta. Ele ordenou, num tom gentil, mas cheio de perigo.
A mulher obedeceu, trancando a trava.
— Tire a sua calcinha. Estou furioso hoje.
A secretária não hesitou. Ela se aproximou com um sorriso torto, apreciando a atenção que ele estava lhe dando, sentindo-se poderosa por um momento. Max a arrastou brutalmente em direção à sua mesa, empurrando-a contra a madeira com força.
Ele desabotoou o cinto, colocou uma camisinha e a tomou sem delicadeza, afundando-se nela num ritmo frenético, descontrolado e vingativo.
Mas enquanto ele empurrava, enquanto ouvia os gemidos falsos daquela mulher que não se importava, a sua mente não estava no presente.
A sua mente estava em Audrey.
Cada suspiro que escapava dos seus lábios era o nome dela.
Cada espasmo de prazer era para ela.
Toda vez que ele fechava os olhos, era sua esposa que ele via abaixo dele, não, a mulher que estava desesperadamente montada nele naquele momento.
Ele que acreditava que ela era perfeita havia arruinado tudo. Aquele que a amava loucamente agora só sentia raiva.
Ele ainda se lembrava das fotos que Katie lhe mostrara... ele ainda podia ouvir as vozes dos dois homens que estudaram com Audrey e lhe deram provas de...
O seu org*asmo veio violento, sussurrando o nome da sua esposa no ouvido errado. Ele ficou parado por alguns segundos, tentando recuperar o fôlego.
Quando a secretária se afastou com um sorriso satisfeito, Max sentiu apenas desgosto.
Eu a odeio. Auto-aversão. Desgostoso com o que havia acontecido.
Ele abotoou as calças e virou as costas para a mulher.
— Saia.
Ela abriu a boca para responder, mas o olhar gelado de Maximilian a fez pensar duas vezes antes de insistir. Ela ajeitou as roupas e saiu do escritório sem dizer uma palavra.
Max afundou na cadeira, esfregando o rosto com as duas mãos.
Katie colocou veneno nas suas veias.
E ele, como um id*iota, deixou que aquele veneno o destruísse por dentro.