Aquilo era surreal demais.. Eu tive medo, agora eu tinha raiva. O homem a minha frente me despertava aqueles sentimentos confusos, desde que o vi.. Na verdade desde que ele me viu e resolveu se meter no meu caminho. Que infernos, eu queria saber por qual motivo o meu corpo se incendiava todo, cada vez que ele falava que era o meu dono.. O homem estava ameaçando a minha família e mesmo assim eu me sentia queimar por ele, um completo estranho e criminoso.. Eu só podia ser doente.
—Você não tem escrúpulos? Por acaso é assim que consegue uma transa? —questionei mesmo que meu cérebro me mandasse calar a p***a da boca.. Mas acontece que quando eu dava por mim, eu estava questionando. Ao invés de se irrita, vi os seus lábios se curvar em um sorriso.. Malditamente bonito.
—Eu realmente gosto da sua personalidade Principessa – ele falou em seu maldito idioma charmoso e eu já tinha ouvido muitos italianos, mas nenhum causava o que ele estava causando em mim.. Cada vez que ele falava “Principessa” eu sentia alguma coisa queimar no meu baixo ventre, aquilo não podia e não deveria acontecer.. Era totalmente errado. —Se continuar assim eu nunca deixarei você ir —falou me fazendo arregalar os olhos, ele estava perigosamente perto de mim.
—Você.. Não pode estar falando sério —disse com a voz mais baixa do que gostaria, seus olhos assumiram um brilho de seriedade.. Ele puxou um celular do bolso e digitou alguma coisa ali. Eu queria me afastar, mas ele me mantinha tão presa a ele.. Sem realmente encostar um dedo em mim, sua aura e sua presença era o suficiente para me deixar paralisada.
—Olhe.. E me diga se sério o suficiente para você Principessa —Ele virou o celular em minha direção.. Senti o meu coração gelar, era um vídeo da casa dos meus pais. Não havia como dizer que era antigo.. Da última vez que eu falei com eles, meu pai disse que havia pintado a fachada da nossa casa e ali estava ela realmente. —não diga que não estou te dando escolha.. Você pode escolher o que é melhor pra você ou para eles, se as duas coisas coincidirem.. Acho que então teremos um bom tempo juntos – ele falou e senti os seus dedos percorrer a minha face.
—Por que está fazendo isso comigo? Eu só queria conhecer o lugar que a minha avó nasceu.. E terminar os meus estudos —falei afastando os seus dedos, ignorando a enorme onda de calor que o seu toque me causou.
—Principessa.. Eu simplesmente a quis — falou e senti que iria falar mais, porém ele se deteve e eu mordi os meus lábios ao olhar nos seus olhos.. Se eu soubesse que o maldito iria fazer isso comigo, teria pegado um avião de volta para o Brasil.. No mesmo dia que ele forçou a sua presença a mim.
—Eu estou trabalhando para alugar um apartamento.. Um sonho tão distante – falei entrando no mundo da divagação.
—Não precisa mais fazê-lo, você me pertence e eu lhe darei tudo —olhei para ele rapidamente com espanto —mas você ficará comigo até que.. —ele não completou e eu sabia a resposta, até que ele enjoasse de mim. Eu não sabia o motivo de aquela percepção ser tão incômoda.
—Os meus pais.. Eles, você não vai machucar eles —falei e ele levantou a sobrancelha —Silvia pode ficar no apartamento? – perguntei e ele fechou os olhos —Silvia também é brasileira ela divide um... – Ele não me deixou terminar.
—Eu sei quem é Silvia Amorim —ele falou e eu abri a minha boca – sei tudo sobre você Olívia.. Cada coisa, sei quem foi o maldito que roubou o seu primeiro beijo, mas sei que serei o primeiro a saborear essa b****a —ele falou e eu senti o meu corpo inteiro se arrepiar.
Eu acho que até o momento o meu cérebro ainda não tinha registrado cada coisa, não sei o que havia em mim.. Talvez a obsessão que meu cérebro criou com a imagem dele, estivesse me anestesiando completamente.. Eu me sentia como uma marionete sem vontade perto desse homem. Era doentia a forma como o meu corpo queimava toda vez que ele estava por perto.. Era mais doentia ainda a forma como eu parecia pouco empenhada em relutar, não que eu tivesse muitas escolhas.
Apesar do que ele disse.. Sobre eu ter escolhas, eu não me sentia muito daquele jeito não. Ele também sabia daquilo, mas estava jogando com a minha mente.. Ou com a dele mesmo. Disse que eu precisava pelo menos pegar as minhas coisas e falar com Silvia.. Mas ele disse que não era uma boa ideia, alguém pegaria as minhas coisas e depois eu poderia falar com Silvia.
Eu supus que ele quisesse me usar.. Bem era uma palavra tão forte e atemporal, mas era exatamente daquele jeito que iria me sentir usada. Eu tentava me convencer daquilo, mas o meu corpo gostava daquela ideia e até queimava de desejo. Imaginei que ele fosse dormir comigo aquele noite.. Por isso não queria que eu fosse pegar as minhas coisas e falar com Silvia. Quando o carro subiu a colina que levava a sua casa.. Se é que aquele monstruosidade vitoriana poderia ser chamada de casa. Três casas da minha cabiam ali com certeza, só dentro da casa.. Sem contar a propriedade completa.
—Esse é o seu quarto – ele falou ao abri uma porta de um quarto enorme e todo decorado.. Muito bem decorado por sinal. Me virei para ele, o mesmo levantou a sobrancelha em minha direção, já esperava que eu fosse dizer algo.
—Achei que eu fosse... Que você.. – senti as minhas bochechas corar com as palavras que nem se quer conseguiram escapar da minha boca. Ele abriu um sorriso ladino o que me fez saber que ele deduziu bem.
—Não precisa ter pressa, Principessa —falou e sua mão veio para a minha nuca.. Ele me puxou de encontro a ele, ansiei arduamente pelo seu beijo, mas ele não aconteceu. —Não a quero assim.. Achando que é só uma obrigação, mas eu farei você implorar para ter o meu p*u fodendo cada pedaço seu —ele falou e eu firmei os meus olhos nos seus.
—O.. O que ganha com isso? Você já me tem a sua mercê —falei e ele trouxe a sua boca até o meu ouvido.
—O meu prazer não virá.. Se eu não tiver o seu —falou, a minha respiração começou a ficar mais.. Ele arrastou a sua boca até o meu queixo e o mordiscou.. Flocos de fogo se alastrou pelo meu corpo. m***a, eu só queria sentir todo prazer que ele poderia me dar.. Eu não tinha a menor dúvida que eu iria implorar por mais, pois eu descobri aquele desejo doentio e sabia que estava perdida. —Durma bem, Principessa – desejou me soltando bruscamente, senti o vazio que ele deixou e já estava quase implorando que voltasse, mas eu não iria fazer aquilo. Podia estar contaminada, mas eu tinha a minha dignidade e pretendia mantê-la.