5 Salvatore

1375 Words
Li e reli as páginas sobre Olívia Muniz, vinte e dois anos.. Tem uma descendência italiana pela parte de pai, cursa gastronomia e está na Itália fazendo um intercâmbio. Aquilo foi o que mais me chamou atenção pois ali realmente havia muita cosia sobre ela.. Até mesmo o seu tipo sanguíneo, sabia que Romeo tinha usado o nosso amigo investigador/hacker para me trazer todas aquelas informações. Como eu imaginei ela estava no Pietro.. Não como cliente, mas estava trabalhando temporariamente lá, para a minha sorte. —O que vai fazer com tudo isso? —Romeo perguntou e eu levantei os olhos dos papéis a minha frente, mas logo retornei a minha atividade preferida do momento. Pensar em um plano para ter Olívia presa a mim era excitante.. Eu poderia Prendê-la, mas eu queria que ela ficasse sob o sentimento de dependência. —Eu quero ela – falei simplesmente, e toquei a foto dela que estava anexada aos documentos. Ouvi o meu irmão soltar um longo suspiro e me levantei, antes que ele quisesse dissuadir qualquer pensamento da minha cabeça. —Enrico —me virei rapidamente para Romeo.. Ele sabia muito bem que eu não gostava daquele maldito nome, preferia Salvatore em qualquer lugar e a qualquer momento. Enrico era um nome que não deveria existir —Tudo bem —ele levantou as mãos em rendição —Você sabe das nossas merdas.. Não vai meter a garota nisso, ela só quer estudar —falou e eu girei a maçaneta da porta.. Sem mais eu sai do meu próprio escritório. Enchi o copo com uísque.. Pior de tudo era saber que Romeo tinha razão, meu irmão sempre o tinha.. Por aquele motivo era o meu conselheiro principal. Os pensamentos e o querer sobre aquela garota já estava enraizado demais para que eu desistisse.. Acho que pela primeira vez não iria ouvir Romeo, mesmo despois dele chamar o meu nome e tentar me trazer a realidade sobre o mundo que vivíamos. Virei o líquido âmbar de uma vez, senti a bebida abrir caminho queimando a minha garganta.. Precisava encurralar ela. —Salvatore.. O o que está acontecendo? —o homem de meia idade com os olhos assustados, perguntou assim que um dos meus saldados o fizeram entrar no meu escritório. —Mariani.. Você tem algo que eu quero —falei indicando a cadeira a minha frente, um pouco cambaleante ele sentou-se sem tirar os olhos de mim. —Eu.. Não sei do que está falando, juro que não estou achando nada r**m com a divisão das rendas —levantei a sobrancelha para a sua explicação sem motivos.. Eu sabia que ele não achava r**m, Pietro Mariani era honrado em seus negócios e sabia no que estava se metendo. —Recentemente você contratou uma garota —cortei o papo furado e vi ele arregalar os olhos em entendimento. —Você.. Quer que eu a demita? – ele perguntou incerto, não entendendo totalmente o teor das minhas ações. —Quero ela sozinha.. No seu escritório hoje —ele abriu a boca e eu curvei os meus lábios em um sorriso. A minha fama não era das melhores, mas eu não iria violentar a garota.. Eu poderia fazer ela implorar para ser fodida e ela iria gostar muito. Além disso precisava dela encurralada e eu iria adorar cada momento. —E.. Eu.. Salvatore o que pretende fazer com ela? —ele perguntou e eu levantei uma sobrancelha. —Isso não é da sua conta.. Apenas faça isso e você não se arrependerá —falei e ele continuou me encarando o medo duelando com o seu caráter. —Eu lhe garanto que não vou machucar ela.. Não intencionalmente! —ele engoliu a seco e balançou a cabeça ao sair do meu escritório.. Logo estava fora da minha propriedade. Os olhares de Romeo não chegaram até a mim, aquilo permaneceu por um bom tempo e eu fingia nem notar.. Sabia que era apenas uma preocupação descabida. Só não sabia se a sua preocupação era mais comigo ou com garota. Não me agradava a ideia de outros se preocuparem ou até mesmo tocar nela.. Mesmo que fosse o meu irmão. A indiferença de Romeo permaneceu até que eu estivesse me preparando para ir até o restaurante de Pietro. Sabia que apesar da sua contrariedade, ele faria de tudo para me manter em segurança e eu não esperava nada menos do que aquilo. —Você deveria estar preocupado com o esquema de segurança.. Esqueceu da reunião com os outros chefes? —ele questionou e eu bufei, as vezes ele parecia ser o chefe ali e não eu. Eu passaria o meu lugar para ele com prazer.. Só que Romeo não quis aquilo e os outros chefes não permitiria por ele não ser o mais velho. —Você pode cuidar disso.. Além do mais Giorgio está retornando antes da reunião —falei e ele suspirou, sabia que não era sábio tentar me dissuadir no momento. Sentei na cadeira de Pietro.. Era só aguardar a minha doce ovelhinha em breve ela estaria passando por aquela porta, m*l sabendo que o rumo da sua vida iria mudar totalmente se entrelaçando na minha. Pietro saiu pelos fundos, tinha liberado a sua gerente para sair mais cedo, logo depois de pedir que ela mandasse Olívia para a sua sala.. O resto dos garçom os meus saldados dariam um jeito de tirá-los dali. Escutei um batida suave e permaneci virando para a parede atrás de mim.. Logo a porta foi aberta de forma vagarosa, passos incertos preencheu o lugar assim com um doce cheiro de frutas silvestres.. O maldito cheiro era como eu imaginei ao ler aquele relatório. Me virei lentamente com os olhos preso a cada reação dela.. Reconhecimento brilhou ali, surpresa e.. Medo, pavor inundou o seu semblante e como um doente eu gostei daquilo. —Finalmente achei você Principessa —falei e senti que ela queria correr dali tremendo era o seu medo. —Nem pense nisso —falei me levantando e me aproximando dela.. Podia ver o seu queixo tremular. —O.. O que você? Onde está o senhor Mariani? Como você? —suas perguntas desconexas me fizeram sorrir. —Muitas perguntas para o nosso segundo encontro somente —falei e vi a sua garganta se movimentar, ela acabará de engolir a seco. —Acredite eu terei todo o tempo para responder isso —ela me fitou confusa. —Não estou entendendo nada.. Quem é você? —perguntou colocando força na voz, a menina tinha garra.. Estava encurralada e tinha coragem de levantar a voz sob seu oponente. —Salvatore.. Sócio desse lugar e seu dono —cortei a distância quando ela cambaleou para trás, chocada demais com as minhas palavras.. Seu corpo ficou entre a porta e eu. O cheiro dela estava me deixando e******o e louco para tê-la em cima daquela mesa. —Você é louco —sussurrou praticamente —eu não tenho dono! —falou levantando o rostinho angelical, seus olhos me acertando em cheio.. Gostava da força dela, seria um prazer quebrar aquilo e ter ela totalmente rendida e dependente de mim. —É melhor repensar essa resposta.. Olívia —ela abriu a boquinha que eu queria beijar, depois queria vê-la em volta do meu p*u o chupando avidamente. —Sabe os seus pais.. Eles me parecem jovens demais para dar adeus a essa vida sem nem ver a filha deles pela última vez —seus olhos se encheram de lágrima, mas nenhuma caiu.. Boa garota, forte e determinada só precisava me dar a resposta que eu desejava ouvir. —Você não sabe nada sobre os meus pais —falou em um sussurro fino. —César e Marieta Muniz.. Você tem muito deles —falei entregando a foto recente dos dois —A vida dos dois estão na suas mãos. —O que quer de mim? —perguntou com a voz travada. —Você.. Toda e completamente, cada pensamento.. Cada suspiro.. Cada olhar.. Cada gemido. Tudo de você —falei e sua respiração se alterou. —O que é você? —ela questionou me olhando de igual.. Como era bom saber que ela não se quebra fácil. —Salvatore – ela não desviou os olhos —chefe da máfia e o seu dono!
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